IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OBSERVADOR

 

Julgo que já referi algures o aviso de um amigo que me disse que “eles” já estavam a penetrar no “Observador”, último reduto de algum bom senso no panorama noticioso/informativo desta triste terra. Apesar da presença neste jornal de geringonços do calibre do senhor Trigo Pereira, não acreditei, ou procurei não acreditar na invasão da vigente coligação por terras alheias.

Sou adepto dos media com “cara”, coisa que, entre nós, mercê de espúrio entendimento do pluralismo democrático, há décadas faz escola. Por isso que ache, ou achasse, que o “Observador” era uma “ilha” de opinião, alheia ao ambiente totalitário em que vivemos, quase cem por cento dominado pela esquerda socialista, comunista e folclórica.

Hoje porém, fiquei com medos acrescidos. O discurso de ontem do Prof. Cavaco foi a intervenção pública mais importante de um político português de topo, mas não temeroso da geringonça nem aliado com ela.

O “Observador”, logo de manhã, dava ao dito discurso “honras” de vigéssima sexta página, depois de coisas e pessoas tão “importantes” como o Medina, a praia de Carcavelos, as corridas do Red Bull, a Diana, e dezenas de outros títulos. Mais ainda, foi preciso recorrer a um artigo “trabalhado” por uma agência para falar do assunto!

À tarde, o jornal trazia o assunto para a página três, já não por ele, mas pelo que dele tinha dito o ubíquo senhor de Belém, chairman e propagandista-mór da geringonça.

Espera-se que quem ainda acredita na democracia liberal, tal como a sonhámos e não como a que está em acelerada deturpação, tenha mão na coisa não deixe escorregar mais o “Observador”.

 

31.8.17



5 respostas a “OBSERVADOR”

  1. Nada a ver, Irritado: fez hoje 20 anos que morreu a princesa Diana. Quando ouvi a notícia, em 97, chocou-me sobretudo a morbidez hostil dos paparazzi: como é possível esta gente perseguir assim alguém, só para tirar fotos e publicar notícias parvas? Que raio de pessoa faz isto? Vinte anos depois, mantenho que os paparazzi são criaturas abjectas; mas são as Dianas da vida que os fomentam. É para as Dianas que eles existem. Tal como ela os usou alegremente, durante anos, quando lhe deu jeito. E é para a carneirada, a carneirada que consome as Dianas e as fotos e as Caras e o Youtube e os Instagrams e os Facebooks e toda a fossa séptica das “celebridades”, que tudo isto – as Dianas, os paparazzi e… a Monarquia – existem. Em Inglaterra, nunca se vira nada assim: o país foi tomado por um sentimentalismo frenético, histriónico, absolutamente nada british, que perdurou semanas. Quem não participava era olhado de lado pelos demais, como um traidor. Como alguém disse: «it was the day when half the country found out that the other half was totally bonkers». Ou como alguém escreveu hoje: «my memory is of driving down an empty M1, astounded by the response to a tragedy of her own making, the loss of an imaginary friend that almost none had met». Interessante, não acha, Irritado? Que levou meio país, o país do stiff upper lip, a tamanha histeria colectiva por alguém tão fútil e tão remoto, que jamais viriam a conhecer? Que haverá de tão contagioso no pranto público, na tristeza partilhada? E quando morreu o Kim Jong-il, o tipo da Coreia do Norte, todos gozaram com a histeria dos norte-coreanos…

    1. Nunca (nem na categoria de straight) fui apreciador da Diana. De acordo com muitas das suas observações. As emoções massificadas causam-me arrepios. Mas, avida é assim. Diana vendia, e ainda vende. Nada a fazer. Sinal disso é a sua escolha do tema para este comentário. Está a ver?

      1. De acordo, mas acho a Diana per se completamente desinteressante. É a reacção a ela que interessa. Há hoje uma tal Kim Kardashian, rainha do jet set e das redes sociais, cuja figura lembra certas esculturas primitivas: é só rabo e mamas. Ao contrário de Diana esta não finge preocupar-se com minas ou pobrezinhos, mas ilustra o quão pouco mudámos nestes milhares de anos. Há ainda o lado de Diana que o Irritado não há-de apreciar muito: a sua relação com a monarquia inglesa. Note que lhe chamavam a “princesa do povo”. A restante realeza, conclui-se, não tinha e nunca terá nada a ver com o povo.

        1. O Ólhaomaluco armado em "pescólogo" é bem mais interessante. Pena que tenha sido novamente internado!

          1. Caro Filipe, desconhecia essa tal rainha denominada kim kardashian. Daí, busquei:http://br.eonline.com/enews/tudo-o-que-kim-kardashian-ja-mostrou-em-2017/Bem, sinceramente acho bem mais interessante o Ólhaomaluco, porquanto, pese embora lembrar certas esculturas primitivas, não “é só rabo e mamas”. É um “político”, do género “Caterine Deneuve”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *