Julgo que já referi algures o aviso de um amigo que me disse que “eles” já estavam a penetrar no “Observador”, último reduto de algum bom senso no panorama noticioso/informativo desta triste terra. Apesar da presença neste jornal de geringonços do calibre do senhor Trigo Pereira, não acreditei, ou procurei não acreditar na invasão da vigente coligação por terras alheias.
Sou adepto dos media com “cara”, coisa que, entre nós, mercê de espúrio entendimento do pluralismo democrático, há décadas faz escola. Por isso que ache, ou achasse, que o “Observador” era uma “ilha” de opinião, alheia ao ambiente totalitário em que vivemos, quase cem por cento dominado pela esquerda socialista, comunista e folclórica.
Hoje porém, fiquei com medos acrescidos. O discurso de ontem do Prof. Cavaco foi a intervenção pública mais importante de um político português de topo, mas não temeroso da geringonça nem aliado com ela.
O “Observador”, logo de manhã, dava ao dito discurso “honras” de vigéssima sexta página, depois de coisas e pessoas tão “importantes” como o Medina, a praia de Carcavelos, as corridas do Red Bull, a Diana, e dezenas de outros títulos. Mais ainda, foi preciso recorrer a um artigo “trabalhado” por uma agência para falar do assunto!
À tarde, o jornal trazia o assunto para a página três, já não por ele, mas pelo que dele tinha dito o ubíquo senhor de Belém, chairman e propagandista-mór da geringonça.
Espera-se que quem ainda acredita na democracia liberal, tal como a sonhámos e não como a que está em acelerada deturpação, tenha mão na coisa não deixe escorregar mais o “Observador”.
31.8.17

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