O senhor Ulrich, ilustre banqueiro da nossa praça, está contentíssimo com o advento da “maioria de esquerda”. Dos entrevistados de Cavaco com alguma dose de responsabilidade e de visão do que aí vem, o homem foi o único a desde já se põe a jeito para ser o primeiro da sua classe a cair nos braços do Costa e a merecer a sua alta protecção. Até o “falecido” DDT, apesar de ter andado anos pendurado no Pinto de Sousa, nunca teve a lata de confessar o conúbio.
Ulrich, esse, pede namoro desde já, antes que seja tarde. Quem sabe, sabe. O resto é o menos, sobretudo para quem deixou a espinha em casa.
23.11.15
ET. Não resisto a publicar, com a devida vénia, um excerto de um texto ontem publicado, assinado por Alberto Gonçalves, o mais arguto comentador da nossa imprensa:
Cheiinho de falhas,o governo de Passos Coe-
lho e Paulo Portas ficou aquém do ideal nas reformas
empreendidas (aliás limitadas pelo Tribunal
Constitucional e desejadas por muito
poucos) e foi além do suportável em matéria
fiscal (a consequência fatal da bancarrota de
Sócrates e dos limites citados). Alguma coisa,
porém, terá feito bem. Caso contrário, a trapa-
ça que o derrubou na AR não mereceria o silên-
cio conivente de tantos ilustres, aqueles que
nestes quatro anos perderam o acesso livre ao
banquete. Com o anunciado regresso do PS, os ilustres
esfregam as mãos: agora abrilhantada com
acompanhamento leninista,
a festa vai recomeçar. E 2011 também.

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