IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O INIMIGO EXTERNO

O senhor Tripas não passa de um ideólogo obsoleto – tal Louçã, tal Tavares, tal Dias, tal Sousa, etc.-, e de um demagogo desvairado – tal Màrinho, tal Costa, tal tantos outros -, que ganhou eleições com base em promessas que só uma ignorância crassa ou uma colossal capacidade para o embuste podem justificar. Isto é de uma evidência cristalina, incontroverso, indesmentível, “incontornável”.

Não menos claro é que, após a subida ao poder, a criatura, acolitada por, ou acolitando o Fakis, desatou a bufar como um gato assanhado, a ameaçar meio mundo e a anunciar medidas provocatórias, talvez achando que a comunidade se atemorizaria com a ameaça da saída da Grécia do euro, da União, ou que provocaria, Europa fora, alguma “revolta das massas” que obrigasse ao cumprimento, e pagamento, das promessas miríficas ou aldrabonas que tinha metido na cabeça dos eleitores e a que tudo minha gente se submeteria.

Bateu na rocha, como seria de esperar, e desejar. Depois, acolitado pelos Tavares & Cª deste mundo, tratou de enaltecer a derrota como se de vitória se tratasse, a lembrar o Pinto de Sousa a anunciar as maravilhas da bancarrota e do respectivo resgate. A coisa terá feito algum eco nos gregos, habituados por ele a acreditar nas salvíficas qualidades do ovo na cloaca da galinha. Não colou, como não podia colar, nem na UE nem, por opstas razões, na cabeça dos velhos que ainda sonham com o paraíso soviético, gente que abunda na agremiação do Tripas e se dedica agora a descobrir-lhe a careca.

Postas as coisas nestes termos, restava ao aldrabão criar o inimigo externo, habitual escape de ditadores e fanfarrões. Escolheu Portugal e Espanha, como podia ter escolhido Demóstenes ou Maria da Fonte.

(Talvez não seja mau recordar que, quando os países ibéricos quiseram entrar para a CEE, a Grécia exigiu uma batelada de milhões para vender o seu voto favorável. Facto é que os recebeu sem que ninguém tivesse usado isso como arma de arremesso, denunciando o comportamento interesseiro e abusivo de Atenas.)

Mas o mal cheiroso balcânico é parra de má cepa. Apertado por dentro, põe as culpas a terceiros, certo de que terá os necessários Tavares para o aplaudir. Felizmente, por cá, os tais necessários são poucos e acoitam-se num saco de gatos. Em Espanha poderá ser diferente: é possível que, por lá, venhamos a ter tripas tão repugnantes como as do Tripas. Vale pensar que terão o mesmo destino. Ao afundar-se, são capazes de vir dizer que a culpa do naufrágio é do vizinho do lado.

Bem fará o nosso governo, como bem faria a nossa oposição (wishful thinking!), se não der troco aos trafulhas do oriente europeu.

 

1.3.15

 

António Borges de Carvalho  



2 respostas a “O INIMIGO EXTERNO”

  1. Quando iniciei a leitura deste post e li que “O senhor (…) demagogo desvairado (…), que ganhou eleições com base em promessas que só uma ignorância crassa ou uma colossal capacidade para o embuste pode justificar…”, logo identifiquei Passos Coelho. Na verdade, ainda hoje me recordo destas promessas eleitorais:“Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas”“Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português”

  2. blá,blá,blá… é só AZIA. Bicarbonato de Sodio é tiro e queda!

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