Trinta idiotas, de cravo na mão, foram a Évora prestar vassalagem ao totem eleito do seu coração. Como qualquer ser minimamente dotado de algum resto de decência pode compreender, a coisa foi de um ridículo sem nome. Sequer se poderá dizer que foi patético, ou triste, só ridículo, e já é muito.
A Bíblia descreveu a adoração do bezerro de ouro, atitude considerada criminosa, inaceitável. Porém, adorar um bezerro de ouro é bem menos ridículo, bem menos estúpido que fazer vigílias à porta do 44.
A pequeníssima quão cretina multidão teve honras de televisão (a tramóia estava montada com profissionalismo), repetidas por pelo menos seis canais umas cinquenta vezes ao longo de 48 horas. O que dá às pessoas noção da “informação” a que têm direito.
2.3.15
IRRITADO

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