O meritíssimo senhor Mário Mendes, novo super polícia (mais super que ele só o senhor Pinto de Sousa), mal tomou posse começou logo a querer rever tudo e mais alguma coisa. Quer dizer, em vez de começar por “policiar”, vai dedicar-se a fabricar uma nova série de regulamentos, papéis e mais papéis, vai alterar as competências dos seus subordinados, arranjar uma colecção de chatices, de resistências, de ciúmes, de ofensas, tudo resultando, como é evidente, numa confusão ainda maior que a que já existe. Mas ficará na história como (mais) um “reformador”.
Este país está cheio de agentes públicos que não percebem que o que é preciso é obrigar à operacionalidade dos subordinados em vez de baralhar tudo e dar outra vez, e que acham que a melhor maneira, e a mais fácil, de se tornar úteis é fazer regulamentos e papeladas.
O Irritado tem a infundada esperança de não ter razão e de estar a ser injusto. A ver vamos.
11.10.08
António Borges de Carvalho

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