É um tipo importante, odioso e odiento, mas importante. Tem verbo fácil e tiques inquisitórios. Faz parte de uma organização que postula a tirania marxista, a desorganização social, o fim da família tradicional e outras martigalas da esquerda moderna: o Bloco de Esquerda. Por evidente involuntária antonomia, chama-se Pureza.
A agremiação política a que pertence mantém uma espécie de “escola de ‘formação’ de deputados”, isto é, faz substituições sempre que lhe dá na gana, para treino de não eleitos. Nunca foram postas em causa tais substituições, todas, é de supor, “justificadas” com doenças com mais de trinta dias, licenças de paternidade e outras “razões” atendíveis.
Até que apareceu o Ventura, ódio de estimação de purezas e de ferros, a querer suspender o mandato para se candidatar à presidência da República. Hediondo crime! Aquilo que o Pureza pratica sempre que ao partido convém, passa a tremenda ilegalidade se feito por um tipo que o Pureza não grama.
Não faço tenções de vir a votar no Ventura, sequer sei se virei a votar seja em quem for. É-me indiferente que o Ventura suspenda ou não suspenda o mandato de deputado. Mas acho que o fulano não é um cidadão de segunda, nem que os seus direitos existam ou deixem de existir por soberana vontade do Pureza.
10.8.20

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