Não faço ideia quem seja o Olavo Bilac. Havia outro do mesmo nome, mas que, creio, já morreu. Diz-se que o que anda agora nas bocas do mundo é um badalista muito conhecido que foi dar largas à exibição da sua arte num comício do Chega, presume-se que pago para tal.
Descobrindo de que a coisa seria do desagrado da esquerda (maioritário pasto ideológico dos “artistas”), o indivíduo, em esfarrapadíssima desculpa, veio dizer que não sabia que o comício era um comício nem que o Chega era um partido político. Notável. É de pensar que, quando a criatura se exibe nas festas do Avante também não sabe que o PC é um partido político, nem que aquilo é a grande fonte de capital para a política do dito.
Perante tanta e tão ingénua ignorância até as pedras se comovem. Tremendo de emoção, o pobre rapaz que “nunca pretendeu apoiar o Chega”, leva-nos a crer que, ou é do PC, ou vai onde lhe pagam para ir, o que, se asumido, seria legítimo e compreensivel. Mas é tal o medo que a esquerda e o politicamente correcto – filho dilecto de tal esquerda – infundem em toda a gente, que o homem se borrar e veio bater com a mão no peito, não vão a Catarina e o Jerónimo, os jornalistas, os comentadores, etc., novos pides, cair-lhe em cima, zangar-secom ele e deixar de o contratar.
Não sou frequentador, nem dos comícios do Chega, nem da festa do PC. O que me traz é denunciar o regresso, na generalidade aplaudido, dos saneamentos, da censura e da prepotência política.
13.8.20

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