IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NOVECENTOS MIL

 

Segundo o jornal “i”, o governo já cortou os apoios sociais a 900.000 pessoas/famílias.

É o estado “social” no zénite da sua gloriosa história.

 

Como já tem sido por aí largamente demonstrado, o “Estado Social” é uma recente recriação da III República.

O inventor e criador do Estado Social foi o Professor Marcelo Caetano. Quando, no seu tempo da II República, o homem se convenceu que, apesar da nossa vil tristeza, tinha dinheiro para pagar, arranjou, por exemplo, reformas para os rurais e para milhares de outros “não contributivos”. Era, segundo ele, o advento do Estado Social. E lá o foi pagando sem sobressaltos de maior.

 

A expressão foi, durante muitos anos, simplesmente esquecida, talvez por ser de origem “fascista”. Foi substituída por “direitos sociais”, invenção da constituinte que, desgraçadamente, nunca mais nos largou.

O senhor Pinto de Sousa recuperou a expressão marcelista, sendo, nisso, seguido pelos outros partidos.

 

Diga-se em abono da verdade que muito foi feito e que há muitos resultados positivos do que foi feito.

 

O problema é que a ignorância do senhor Pinto de Sousa, a este respeito e a todos os outros, é brutal.

Por isso, convenceu-se que havia dinheiro para espalhar à vara larga, e juntou à sua noção – se é que tem noções seja do que for – de estado social uma série de ideias estúpidas sobre as auto-estradas, as PPP’s, as “renováveis” e outras matérias que revoltariam qualquer ser minimamente pensante.

A partir daí foi fácil destruir a economia, arruinar o país, criar multidões de dependentes e convencer as pessoas que havia um “estado”, o dele, que “geria” um saco sem fundo, de onde saía dinheiro para todos, incluindo, et pour cause, os amigos do paspalhão a as chamadas empresas do regime.

 

Já que não pode deixar de pagar as PPP’s e as SCUTS, não pode deixar de pagar à malta das “renováveis” nem aos empreiteiros do CAV (TGV em gaulês), nem aos tipos do “Magalhães”, nem aos credores estrangeiros, nem à multidão de amigos e seguidores, achou por bem ir buscar o dinheiro onde ele é pouco, mas é muito, isto é, aos bolsos dos que não têm culpa nenhuma do descalabro, a não ser a que se refere a terem-lhe dado o poder por duas vezes. Esta culpa é gravíssima, mas a parlapatice do feirante “justifica” o engano dos crédulos.

 

Já lá vão novecentos mil. Outros, muitos mais, se seguirão. Mas o feirante, cada dia mais aldrabão, continua a dizer que está a defender o estado social, coisa que arruinou sem remédio. Fará, diz ele, o “seu melhor”.

 

O problema é que ainda há quem não tenha percebido que o melhor dele é o pior para todos nós.

 

15.5.11

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “NOVECENTOS MIL”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    O Coelho de Massamá ainda não repaarou em si?Se calhar anda a tratar de pentelhos em vez de compensar devidamente quem tanto lhe quer.Ponha-se a pau se a corja vai mesmo ao pote,limpa aquilo tudo num ápice!!!

    1. A corja socretina já limpou o que havia a limpar, mas quer mais! Veremos se tem!

  2. Este tecelão é tão ridículo que nem entende que nesta fase não há uma alma que não conheça a natureza canalha e desonesta da quadrilha do Rato.Então vem para aqui tentar desafinar com parvoíces saloias.”Tão gatuno é o que rouba como o que fica à porta.”Percebes,merdelão?

  3. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Como eu gosto de os ver irritados,perderam as estribeiras,as sondagens põe-os zonzos.O invulgar homem de Massamá que quer ir ao pote,ainda tem hipóteses,a não ser que apareça mais uns pentelhos!!!

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