Na senda do seu primo Louçã, o camarada Jerónimo veio anunciar que a sua moção de censura foi criteriosamente concebida para que o PSD a não possa votar.
Bom seria que o PSD percebesse a mensagem e a votasse mesmo, ainda que explicitando outros motivos. É que, com este PR e com a actual configuração da Assembleia, ou vai desta ou arriscamo-nos à maior das desgraças, que é o Pinto de Sousa se aguentar até ao (nosso) fim.
À atenção de Pedro Passos Coelho.
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Afinal, há só 300.000 desempregados! É que, segundo um estudo qualquer, 300.000 portugueses têm dois empregos. Se há 600.000 desempregados… basta o Pinto de Sousa proibir o segundo emprego para reduzir o desemprego a metade! Se o tipo descobre…
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Em 1994 havia 821 meritíssimos juízes. Em 2009, passaram a 1311. Os processos que tal gente concluiu foram, em 1994, 850.000. Em 2009, 820.00. Em 1994, cada juiz finalizou 1029 processos. Em 2009, 478.
Quando se fala em produtividade… encontramos a magnífica obra dos absurdos (ou criminosos?) sindicatos…
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Quando V.Exª se senta no cinema a ver um filme português nem sonha que, para além do preço do bilhete, você e os seus concidadãos pagam 36 euros em subsídios do Estado. Se acrescentar que a esmagadora maioria dos filmes portugueses são uma horrível chatice, fica com uma noção clara do que é a demagogia cultural em que vivemos. O estado, em vez de premiar obras de boa qualidade e bom público, gasta o nosso dinheiro a sustentar penduras.
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Conhece um advogado de seu nome Domingos Lopes? Não conhece, nem você nem ninguém. Pois é nessa qualidade que o fulano escreve prosas ultra-estalinistas no jornal privado chamado “Público”. Se, em vez de advogado, se apresentasse como um dos mais renhidos próceres do PC, que é o que ele é, talvez ficássemos mais esclarecidos.
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O inacreditável quão douto Noronha do Nascimento ameaça o juiz Carlos Alexandre com um processo disciplinar e um pedido de indemnização, caso o homem não destrua as escutas Vara/Pinto de Sousa, que estão no processo “face oculta”. Vêem onde pode chegar a politização da justiça? O IRRITADO, quando tiver tempo, pronunciar-se-á sobre este assunto com mais algum detalhe. Mas fica, desde já, o aviso.
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A Autoridade da Concorrência, do alto do seu alto valor como “regulador” por conta do Pinto de Sousa, anunciou que não investiga os preços dos combustíveis. Por outras palavras, acha que a desculpa para os cartelizadíssimos aumentos – o preço do petróleo – serve quando sobe, mas não quando desce. Pensem nisto: o imposto sobre os combustíveis é ad valorem, e concluam que o principal membro do cartel é o governo. Quanto mais caro, mais impostos… a “autoridade” deve estar por conta…
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As vozes do Estado “Social”, a começar pelo PS, passam a vida a vituperar a existência dos recibos verdes, e a falar, cheios de caridade, sobre os infelizes que os emitem. Esquecem o pormenor de dizer que o principal “patrão” dos recibos verdes é o Estado “social”, as câmaras municipais e os milhares de organizações estatais e para-estatais que por aí vicejam. Por outro lado, as finanças, que não devem fazer parte do Estado “social”, atiram-se que nem feras enraivecidas aos infelizes dos recibos verdes. Ao ponto de terem concluído que há 64.000 pessoas que não pagam impostos ganhando mais do que a astronómica quantia de 2.515 euros… por ano! Canalhas! Viva o Estado “social”!
28.2.11
António Borges de Carvalho

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