Após curta passagem pelas quentes águas dos Algarves, aqui tenho as novidades seleccionadas:
– Um aldrabão: Marques Mendes declarou: “só afastei de funções dois presidentes de câmara: Isaltino e Valentim Loureiro”. Mentira, ou ocultação da verdade, por eventual “incomodidade”. O dito indivíduo “esqueceu-se” de que “afastou” um dos melhores e mais honestos autarcas que Portugal conheceu: Carmona Rodrigues. Com ele, afastou todos os vereadores do PSD, fez cair a câmara de Lisboa, entregou-a ao PS e ao Costa, com os apocalípticos resultados que hoje sofremos e que, quase com certeza, continuaremos a sofrer por alguns tempos e maus. O dito Mendes nunca quis assumir o seu feito: calou-o, por eventual vergonha, e esconde-o, por evidente falta dela. Carmona Rodrigues foi vítima de uma perseguição movida pelo “Zé” e pela restante canalha do PS, a qual, depois de ter votado a favor das condições da troca do Parque Mayer pelos terrenos de Entrecampos, resolveu dar o dito por não dito, o votado por não votado, e montar uma canalhice judicial com argumentos miseráveis. Como não podia deixar de ser, a tramóia deu em total e indiscutível absolvição de Carmona Rodrigues e resultou em prejuízos de centenas de milhões para a CML, além da total entrega aos bichos, pelo menos por décadas, do Parque Mayer e de Entrecampos. Marques Mendes foi, como líder do PSD, o principal culpado de toda esta desgraça. Não tem memória curta, tem é memória selectiva, isto é, aldrabona.
– Anda para aí quem se queixe de que a procuradora geral da República tem uma “agenda política”. É espantoso. Então os queixosos ainda não perceberam porque é que a anterior titular do cargo foi corrida? Arrisco o porquê, a título de esclarecimento: foi porque não tinha agenda política.
– O senhor Sanchez, coitadinho, foi derrotado outra vez nas Cortes espanholas. É que, ao contrário do pai da geringonça, não quis dar demasiadas abébias ao BE lá do sítio, o Unida(?)s Podemos, nem às governamentais pretenções de um palerma desargalado, com rabo de cavalo, que lhe quer ir às canelas. E não deu porquê? Porque recusa uma geringonça com boquerones? Acho que não. O jogo dele deve ser o de cansar os espanhóis com esta novela, provocar eleições e convencar o pueblo, que está farto de não ter governo, a dar-lhe uma maioria que chegue. No fundo, o mesmo que o Costa quer: todo o poder só para ele. Chapeau.
– Por cá, a porcaria acerca dos incêndios continua. O tipo de Mação queixa-se que não lhe ligam pevas. Carradas de razão. Obedecendo às regras do Cabrita, teve um trabalhão a produzir um esquema contra os fogos, mas, na melhor das hipóteses, só teria os meios que lá previa lá para 2020. A cabrital burocracia assim o determinou. Vai daí, queixou-se. A reacção do poder central foi imediata a tenebrosa. O Cabrita cabreou. O Costa ameaçou. Pobre presidente de Mação. Algo me diz que o homem é do PSD, ou que por ele se candidatou. Quem se mete com o PS…
– Parece que andam para aí uns fulanos a querer discutir o chamado acordo ortográfico na Assembleia. Mais um pessegada inútil, além de ilegal, tão ilegal como o “acordo”. Os acordos internacionais entram em vigor quando ratificados por todos os parlamentos das nações intervenientes. No caso, quase nenhum o fez. Portanto o “acordo” não é acordo nenhum, não vale, e acabou-se. O que os deputados deviam fazer não era ressuscitar uma discussão, tipo sexo dos anjos, e andar para aí meses, excitadíssimos, a saber se as arquitectas passam ou não a arquitetas. Era, sim, declarar o “acordo” sem existência, ou sem efeito. O resto é conversa.
– A dona Ana Sá Lopes massacra os leitores, há dias sem fim, com as histórias da Vanessa. Há quem ache que se trata de crítica social ou de humorismo. Se será a primeira, não sei. Mas sei que, se aquiolo é humor, o humor não tem piada nenhuma.
– Paz social: os bancários vão para a greve, os motoristas também. Há outros na calha.
– Os alemães dizem que, por cá, mais investimentos nicles. As estradas estão em “más condições”, ou não existem, ou não são boas para a exportação. Coitado do Sócrates, andou para aí a fazer estradas que não servem para nada (ou, se calhar, serviram…), e vêm a sacanagem tudesca criticar!
– Há um tipo no Algarve que quer livrar-se da estela Michelin que lhe atribuiram. Leia-se: quer mandar às urtigas as exigências dos michelinos, e reganhar a sua liberdade culinária. Está feito. Não é possível. Só os tipos do guia tem autoridade para dar e tirar. Já viram isto? Espera-se para ver o tal cozinheiro a esfregar a porcaria da estrela no focinho dos Estalines da paparoca.
– Não há verba para os medicamentos dos doentes dos pèzinhos, dizem os tipos do SNS. O Centeno, tal como o Cristiano (com quem é comparado), entra ao pontapé, não na bola mas nos doentes dos pèzinhos como em todos os outros malandros que têm a mania de adoecer
– Em compensação “correcta” (diria a dona Catarina), o Centeno vai pagar umas drogas novas à base de canabis.
– Um tal Pedro Nuno Santos, em vigoroso alarde da sua independência ideológica e das suas tremendas ambições, resolveu entrar numas tricas quaisquer lá do partido, tomando em relação a elas uma posição que contradiz a do chefe. O chefe deu à casca. Estava em causa “a qualidade” dos candidatos às legislativas. Nas entrelinhas, queria dizer que o que estava em causa era a menina dos seus olhos, uma tal Ana C. Mendes, que era a “mãe da criança”. Consta que o PNS e a ACM, não vão à bola um com o outro e que, se o PNS a apanha a jeito…
Há mais, mas já estou farto.
27.7.19

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