Ora bem. Vai para aí um sururu dos antigos por causa dos dois aparatchiques subitamente erigidos à alta dignidade de ministros da República. Já quase tudo foi dito e, se calhar, não vale a pena falar mais do assunto.
O IRRITADO não está irritado. Está triste. Nem um só nome novo, com algum prestígio, foi encontrado disponível para aceitar os lugares. A ninguém capaz sorri a hipótese do serviço do Estado sob as ordens do Costa.
O chefe da esquerda do PS, um asnático do pior, foi “substituído” pelo seu delfim, da sua igualha, do seu pelotão, outro que tal. A senhora da habitação, por cuja existência, fora do PS e até lá dentro, ninguém tinha dado, vai continuar a mesma política, ou seja, a ausência dela, desta vez com aumento de ordenado. Tudo se passa entre muros, o que está fora do PS, mesmo que adepto, ou não interessa ou não está interessado. O governo está fechado em si próprio. Nem os seus quadros, se os tem, é capaz de atrair. Está esgotado, ou mantém-se no esgoto da política, área em que é especilaista. Como os tempos demonstram, dá-se bem por lá. Finge que não cheira mal.
O Presidente confessa que, se se perfilasse uma alternativa, faria como o Sampaio que, de bandeja, tratou de pôr os seus (o Sócrates!) no poder. O actual PR não acaba com isto com medo de que algum ainda pior surja triunfante. A possível dissolução da Assembleia não tem a ver com o evidente facto de estar em causa o regular funcionamento das instituições, mas com as previsíveis oportunidades que tal abriria. O Presidente tem medo de passarmos de mal a pior, não de cavalo para burro mas de burro para cão raivoso. Terá a sua razão.
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é esquerda.
3.1.23

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