O infinito, por definição, não tem princípio nem fim, diziam Einstein, o Amigo Banana, o Monsieur de Lapalice e o IRRITADO.
Vem isto a propósito da incompetência do governo, que parece fazer concorrência ao infinito.
No caso do aeroporto, como é sabido, o espantoso ministro das obras públicas não conhecia a lei em vigor. Nem, em quatro longos anos de governo e de “decisões” aeroportuárias, tinham o chamado primeiro-ministro e o “escol” governamental, mais o PC e o BE, dado pela existência de tal lei, que os próprios assinaram. Foi preciso vir um tipo da Moita perturbar o doce remanso das decisões em curso. E agora? Ninguém sabe qual vai ser a mágica governamental para descalçar a bota, mas é de esperar que seja inteligentíssima, como de costume.
Esta história é um bom aperitivo para a seguinte, a do coronavírus. Tantas e tais são as iniciativas, as ordens, as previsões, as cautelas, os conselhos, as preparações, as recomendações, as declarações que, se funcionassem, era um descanso, não era? O problema é que a primeira de todas as atitudes a tomar pelas pessoas, segundo o governo, é a de ligar para o SNS logo que haja sintomas da infecção. Como a prática veio a demonstrar, o telefone do SNS está com a capacidade de manobra reduzida. E outro, dedicado aos médicos, também.
A senhora que é tida por ministra da saúde não sabia de nada, a criatura que é primeiro-ministro também não. Ambos, na sua ilimitada ignorância, na sua fatal incompetência ou na sua vasta capacidade para enganar o Zé, garantiram que estava tudo a funcionar maravilhosamente. Era mentira, mas não faz mal. Quando alguém chamou a atenção para a evidente inutilidade da tal senhora, foi respondido pelo chefe que “no meio da guerra não se demite generais”.
Mas a onda estava alta, e tinha que bater nalgum mexilhão. Quem? Um simples coronel, o presidente da obscura “entidade” que, entre outras coisas, parece que toma conta dos telefones. Por isso, uma tal Jamila (raio de nome) telefonou ao coronel, e disse: “olhe, amanhã já não vai ao trabalho”.
O homem não gostou, e desbroncou-se. Então ando eu há meses e meses a pedir para falar com a ministra sobre a situação e a fulana moita-carrasco, e agora, sem mais nem menos, põem-me os patins? Então ando eu a protestar por me terem tirado 14 milhões ao orçamento, o que impede o reforço dos telefones que nem em tempos sossegados têm capacidade para atender toda a gente, tudo sem que me liguem pevide, e vem agora a Jamila, num alarde de falta de educação, telefonar a pôr-me na rua?
Como no caso dos fogos, tudo funciona na perfeição até ao momento de ser preciso que funcione.
Manda a infinita incompetência governamental que se arranje um bode qualquer para distrair a plebe. No caso, lá se foi o tipo dos telefones, culpado de não ter meios, nem técnicos nem humanos, nem software nem não sei mais quê, tudo porque um tal Centeno, mancomunado com o Costa e com a Temido, anda há dois anos a cativar as verbas.
Sim, culpado, rua!
O que vale é que, na habitual opinião da esquerda, a incompetência jamais (jamais!) poderá ser atribuída seja ao governo seja ao PS.
6.3.20
ET. Já este post estava publicado, eis que ouço a ministra da saúde dirigir “as suas condolências às famílias dos infectados”… rapariga esperta!

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