No inesgotável firmamento das autoridades, altas e baixas, dos supervisores, dos reguladores, das comissões, dos fantasmas burocráticos, nasceu mais uma estrela, julgo que de média grandeza: a APCVD, Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto.
Que felicidade a nossa! A partir de agora, esta distinta fantasia, ora saída do bigbang do chamado governo, vai articular, articular-se e assegurar a articulação com a PSP, a GNR, a PJ e outras forças de segurança, e com a CICDR – Comissão para a Igualdade e Contra a Descriminação Racial – assim “assegurando a fiscalização do cumprimento do regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos (sem “c” na notícia) desportivos”. Fantástico.
Segundo informação oficiosa recebida pelo IRRITADO, um largo escol de especialistas (presidente, vice-presidente, tesoureiro, secretário e seis vogais, assessorados por três secretárias/os, contínuos – adjuntos operacionais no jargão oficial – vai reunir às terças e quintas num andar epecificamente arrendado, mobilado e equipado pelo chamado governo – ar condicionado, aquecimento central, servidor e demais hardware, sistema integrado de comunicações e o que mais se tornar indispensável ao cabal funcionamento da nova estrutura.
Para chefiar a organização estão já seleccionados vários especialistas, todos altos quadros do BE. Para o staf, por indicação do Galamba, serão nomeados alguns membros da ala nunosantista do PS, que assegurarão a ligação íntima com o chamado governo. Os salários, as senhas de presença, as ajudas de custo, a dispensa de horário e outras indispensáveis e justas remunerações serão determinados (de acordo com parecer técnico e justificativo elaborado pelo Robles) pela própria APCVD na sua primeira reunião, desde já gozando do incondicional aval do Centeno, do Cabrita, do Costa, do chamado conselho de ministros e da Mesa do BE.
Missão? Elaborar relatórios a enviar à tutela (?), a duzentas autoridades e à comunicação social sempre que, por exemplo no estádio do Carcavelinhos, um chinês, um paquistanês, um preto – em especial os do Benfica – entrar discussões, ameaças, insultos ou vias de facto com qualquer europeu, sendo que a culpa dos acontecimentos será, por definição, deste último.
Para o devido seguimento dos relatórios serão nomeados agentes da Protecção Civil, das várias polícias, da PGR, de ONG’s seleccionadas e de inúmeros jornalistas especializados em agitar as massas e em louvaminhar a esquerda em geral e o chamado governo em particular.
Como é evidente, para nosso descanso a esfusiante alegria, a Pátria e o IRRITADO esperam, da APCVD, altíssimos serviços.
11.8.18

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