IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NÃO HÁ NADA A FAZER

 

A água a rebentar por todos os lados, peixes a nadar no Rossio, rios por todas as ruas – não só na baixa, pela cidade fora – caves inundadas, prejuízos monumentais.

Sargetas entupidas, asfaltagens eleitorais a tapar escoamentos, passeios com pedras levantadas, tampas aos pulos, gente aflita.

O presidente da Câmara, inchado de razões, declara que não há nada a fazer, se chove muito chove muito, uma chatice.

Desde há quase dez anos há um plano, aprovado pela CML, para refazer a drenagem da cidade. Nada fez o senhor presidente, e com toda a razão, se “não há nada a fazer”, não se faz nada, não é?

O problema é que já se podia ter feito muita coisa. Se calhar, em vez das obras multimilionárias do Terreiro do Paço, do pátio da galé, da Ribeira das Naus, tudo coisas lindas – à excepção do pavimento do Terreiro do Paço – mas cuja prioridade é mais que discutível. Em relação ao sistema de drenagem nem devia haver discussão. Mas, qual imperador romano, ludis et circences, o senhor presidente prefere a Moda Lisboa, as bicicletas e outras martingalas que entretenham as massas. Bem visto! Que se lixem as inudações, habituem-se, aguentem-se!

A CML, afinal, aparte as bicicletas, não tem passado a vida a desperdiçar-nos o dinheiro? O inenerrável e pidesco vereador Fernandes não deu milhões de prejuízo com a sua ultra estúpida oposição ao túnel do Marquês? O mesmo indivíduo não arranjou uma estrangeirinha dos diabos para inviabilizar quelquer arranjo que roubasse o Parque Mayer e a Feira Popular ao reino dos ratos e das drogas? Não custa milhões aos munícipes, em atrasos, em processos, em advogados, tudo para impedir, entravar, estorvar, desde que o Fernandes faça os seus joguinhos? E não dá o senhor presidente cobertura a esta energúmeno, tornando-se, ou sendo, tão energúmeno quanto ele? Não foi o negócio do parque Mayer aprovado pelo PS? Foi! Mas os outros é que são os maus. Não foi o Fernandes, de sociedade com o Costa, quem promoveu a pretensão do camarada Jorge Coelho de fazer um monstro de contentores em Alcântara? Que mais preuízos causarão, que mais malfeitorias serão estes dois capazes da fazer à cidade?

Porque anda um homem honesto a ser perseguido pela Justiça por causa das queixinhas odientas do Fernandes, se mais não fez que propor o que pelo PS do presidente foi aprovado? A explicação talvez seja o facto de tal homem ter sido o autor do plano de drenagem da cidade, coisa que, com “não há nada a fazer”, também deve ter sido crime? Será? Será que descobriram que a drenagem era crime?

Enfim, alfacinhas, somos geridos por gente desta, gente que não devia merecer qualquer consideração ou apoio. Tal como na drenagem, também não haverá “nada a fazer”?

 

15.10.14

 

António Borges de Carvalho



19 respostas a “NÃO HÁ NADA A FAZER”

  1. No Porto, há dez anos, tinhamos a mesma tragédia. De cada vez que chovia, era inundações, bombeiros atarefados, gente aflita, prejuizos sem fim. Veio o (odiado) Rui Rio, tratou de desassorear sargetas, construiu canais de escoamento onde era preciso, limpou valetas etc. O resultado está à vista. Choveu mais no Porto, nos últimos dias do que em Lisboa, e não tivemos uma única situação complicada. É verdade que o RR não fez obras de fachada, tão ao gosto do Partido Socialista e do Estado Novo, mas deu maior qualidade de vida aos portuenses.O Porto está diferente. Uma cidade onde dá gosto viver. E com as contas em dia! Espero que Rui Moreira continue o bom trabalho.

  2. A Natureza é muito forte. Diz António CostaQuem para a água que correÉ por si próprio enganadoO ribeirinho não morreVai correr para outro lado. Cantou António Aleixo.

  3. Penso estar envolvido aquilo a que se chama “Suspensão da realidade” que diminui ou mesmo elimina o pouco sentido crítico que grande parte da população portuguesa parece ter mas, neste caso, em relação aos políticos… ou melhor, a certos políticos ou certas políticas por eles defendidas mesmo quando, sem qualquer sentido ético, se aproveitam das preocupações mais básicas das pessoas prometendo-lhes uma vida melhor e mais fácil sem preocupações com o dia de amanhã. Não importa que o político só faça obras de fachada; que recorra aos tribunais até à última, mesmo última, instância para evitar divulgar relatórios sobre as práticas de contratação de obras; que impeça as pessoas com menos posses de circular em Lisboa com o seu, por vezes, muito estimado carrinho que cumpre com todas as normas e leis impostas e inspeccionadas anualmente; que os camiões do lixo passem a más horas junto de aglomerados de turistas que apenas querem desfrutar do melhor que Lisboa tiver para oferecer quando descontraem numa esplanada (muitos vindos em excursões ou navios de cruzeiro) numa altura em que o turismo se torna cada vez mais importante para a cidade e o país; que as ruas estejam sujas e muitos prédios tenham paredes pretas pelo que parece ser bolor ou até que muitos cantos de ruas do centro ou próximas do centro histórico e umas quantas escadarias tresandem a urina (realmente óptimo para a experiência de um turista já para não falar das pessoas que vivem nesses locais de Lisboa!); que atribua à chuva a culpa das inundações numa cidade que está assente em 7 colinas… Simplesmente não importa. Apenas importam as promessas fáceis que incutem nas pessoas uma sensação de proximidade ou mesmo de ligação para com o dito político quando este, momentaneamente, se mostra preocupado e disponível para ouvir as pessoas colocando-as aparentemente em primeiro lugar como se elas fossem a sua preocupação central havendo inclusive a criação de um sentimento de confiança por parte das pessoas, sentimento esse que pode motivar uma fidelidade (quase) cega. Infelizmente, é neste cenário que as pessoas deixam de pensar na sua realidade e passam a acreditar na “realidade” do político, na realidade que ele diz pretender oferecer, por mais improvável ou mesmo impossível que seja e assim chega tão estimado político a tão cobiçado cargo de poder. Tal como quando vemos um filme (por ex.) para desfrutarmos do filme, da sua história, dos momentos de acção fantásticos, do romance, etc., temos (por momentos) de acreditar que tudo o que vemos é possível e isso faz-nos sentir bem. Todos gostamos de um bom filme que nos faça esquecer a nossa realidade e nos leve para um outro mundo, muitas vezes um mundo de fantasia quando comparado com o mundo onde cada um de nós vive.http://www.massarani.com.br/Rot-SuspensaoRealidade.html«A Suspensão da Realidade e a Coerência em um Mundo de Ficçãopor Sandro MassaraniPode-se dizer que toda vez que começamos a ver ou ler uma obra narrativa, é estabelecido um “contrato” entre o autor e o seu público. Em troca de receber e sentir as emoções de uma história, o público realiza o que chamamos de suspensão da realidade, ou seja, por aquele período de tempo, nós não estamos mais no nosso mundo, mas sim nos transportamos para o mundo criado pelo autor. (…)»

    1. Obrigado pelo seu mui judicioso comentério. Acho que toca na mouche. As ilusões são muitas, a realidade…

    2. Os ingleses chamam-lhe, há uns 200 anos, “willing suspension of disbelief”. Note o ênfase em WILLING, deliberada: os políticos, tal como os escritores ou os actores, não enganam o povo; este é que QUER ser enganado. Mas não é todo o povo, são apenas os carneiros que ainda votam. E note como o Irritado concorda consigo, mas certamente exclui o Passos e o governo do coração dele – que chegou ao poleiro com mentiras descaradas, tal como todos os governos.

      1. “… tal como todos os governos”, diz bem. Apenas com uma diferença, nunca alguém ousou mentir tanto como Passos Coelho, raiando a burla política. Sócrates ao pé dele foi um “anjinho”.

        1. Não, não foi. Sócrates foi o maior coveiro do país. Foi, e é, um aldrabão irresponsável, um pulha mafioso, um trafulha incompetente, um criminoso impune, a pior calamidade nacional desde o terramoto de 1755. Quem tenta branquear esse filho da puta, mesmo ao leve, merece pagar o triplo dos impostos. Por mim, até devia dar cadeia.

          1. Tem toda a razão, “Por mim, até devia dar cadeia” para quem, referindo-se a José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, despudoradamente afirma ser um “filho da puta”; “pulha mafioso”, “trafulha incompetente” e “criminoso impune”.

  4. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    “NÃO HÁ NADA A FAZER”, diz o Irritado. Está absolutamente errado. Há muito a fazer, começando, desde logo, por correr com os malfeitores, fora da Lei, que (des)Governam o País.

  5. O Filipe tem razão.Há quem não suporte o desmame.Até troca o autor da bancarrota para tentar atingir que lhe retirou a teta.Quanto ao Costa,está bem e recomenda-se.A mesma imprensa que branqueou o Sócrates não lhe toca.

    1. Tu lá sabes o que é mama. Prepara-te para o desmame.

    2. É preciso manter estes lacaios sócretinos com rédea curta. São tão absurdos que seria fácil ignorá-los, ou tratá-los como malucos, mas não pode ser. É que a memória da carneirada é também curta. Como se vê pela onda do Chuleco Costa, a máfia que nos arruinou está outra vez à beira do poleiro – após meros 4 anos. Se todos deixarmos passar o branqueamento do trafulha parisiense, qualquer dia passa de coveiro do país a herói nacional. A carneirada come tudo. Neste esgoto a que chamamos país, já nada espanta.

      1. És bipolar, e estás na fase maniforme?

        1. O Código Penal dá responde à questão de Filipe Bastos: é criminoso quem preenche um tipo de crime, e o Filipe preenche na totalidade três tipos de crime.Assim, responderá em sede própria.

          1. Respondo na sede que quiser, directamente a si e a outros anónimos lambe-rabos do trafulha parisiense. E no dia em que o fizer, serão bem mais que três crimes.

  6. Por favor não digam mal do Marajá Cuesta.Grande injustiça.Permite a construção de piscinas, cascatas e ainda dizem mal dele.Reparem só nas +atacas que gastou a fazer os corredores na Rotunda do Marquês e digam-me se não valeu a pena.Quanto ao pequeno Rajá Fernandes nada a dizer, num país a sério estava preso há muito tempo; no califado do Cueste é vereador

    1. Tanto desespero!!!

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