O senhor Pinto de Sousa, conhecido por relativamente engenheiro Sócrates, foi a banhos para Paris, tendo feito constar que lá teria sido admitido como estudante de filosofia.
Dado o conhecido cahier universitário do referido cidadão, bem como o seu inigualável domínio da língua de Molière, está fora de dúvida que deve ter havido diversas faculdades parisienses a bater-se ferozmente pela honra de contar com tal aluno.
As altíssimas classificações que já terá obtido não são, infelizmente, do domínio público.
Para além de andar a pagar jantares no Fouquet’s ou equivalente, a uns polacos que nem se sentaram com ele à mesa nem o conheciam de parte nenhuma, a não ser, vagamente, um deles, há poucas notícias sobre as suas actividades parisienses. É pena. Devem ser extremamente interessantes.
O tema deste post, porém, não tem, directamente, nada a ver com as aventuras gaulesas da criatura, mas com a sua herança. O IRRITADO já se pronunciou sobre a parte material de tal herança, coisa que motivou irritação a não poucos.
Vem agora falar, já que está na moda, da herança “imaterial” do nosso bem amado pacóvio, herança que não é tão imaterial como isso.
A doutrina que o fulano inventou, provável embrião dos vários tratados de filosofia que estará a elaborar sobre a credulidade humana e a melhor forma de a explorar, tem diversos seguidores, a maior parte dos quais, ó maravilha!, o nosso homem deixou bem arrumados nos areópagos da Pátria e da Europa.
Figura de proa desta plêiade de heróis é o camarada Lelo – que se chama Ribeiro de Almeida mas isso não interessa. O que interessa, meus amigos, é que o fiel Lulu, perdão, Lelo, que tantas e tantas vezes nos brindou, na TV, com inacreditáveis inanidades, é agora um dos mais activos apóstolos do socrapifiosismo, doutrina ora em parisiense curso de afinação. De tal maneira que, apesar de os camaradas terem feito a promessa de uma declaração de voto colectiva (mais uma asneira do inSeguro e do borrinho) ele, Lelo, o magnífico, o mais pintodesousista dos pintodesousistas, já informou o povo que a sua será individual, a fim de poder nela verter todo o doutrinário e filosófico fel que o chefe lhe manda de Paris, via UPS (União da Patacoada Socialista).
Muitos outros há, mortos mas bem vivos.
Olhem o rapaz do beicinho à banda, que consegue aparecer tantas vezes na televisão como quando era ministro. Visto assim, à distância, quem acredita que um tipo destes alguma vez tenha chegado a ministro?
Olhem aquele (ex)secretário de estado que diz o contrário do que dizia quando lá estava, ou seja, diz a verdade dos buracos. É que, agora, a verdade pode ser chata para o Passos Coelho, como teria sido para o Pinto de Sousa se não tivesse sido totalmente tapada com mentiras.
Olhem o famoso tipo das obras públicas, que comunica ao povo que nem as auto estradas nem nenhuma das obras do pintodesousismo, nem nenhuma PPP custa um tostão seja a quem for. Ainda não foi internado. À atenção do 112/urgências político/psicopáticas.
Olhem o nojo puro, absoluto, total, visceral, irremediável, corporizado pelo homúnculo mental que dá pelo nome de Basílio!
Olhem aquele que foi apeado à bruta por não se aguentar nas canetas e que, lá das europeias postas brinda o chefe, na imprensa e não só, com a fidelidade dos canídeos!
Há mais, muito mais. Basta olhar em volta para ver o “património imaterial” que o senhor Pinto de Sousa deixou repoltreado nas cadeiras do poder.
Desgraçadamente, o pintodesousismo anda por aí, tão ignaro, tão aldrabão, tão indigno seja de que consideração for como sempre foi, por muito que disfarçasse.
As pessoas – não só o governo – a fim de se defender, deveriam estar a pau com esta gente, já que o PR, em nome de “todos” nós (t’arrenego, vade retro!), não defende nada nem ninguém a não ser a sua pessoa e o seu inqualificável boliqueimismo.
30.11.11
António Borges de Carvalho

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