IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MORTOS VIVOS

 

O senhor Pinto de Sousa, conhecido por relativamente engenheiro Sócrates, foi a banhos para Paris, tendo feito constar que lá teria sido admitido como estudante de filosofia.

Dado o conhecido cahier universitário do referido cidadão, bem como o seu inigualável domínio da língua de Molière, está fora de dúvida que deve ter havido diversas faculdades parisienses a bater-se ferozmente pela honra de contar com tal aluno.

As altíssimas classificações que já terá obtido não são, infelizmente, do domínio público.

Para além de andar a pagar jantares no Fouquet’s ou equivalente, a uns polacos que nem se sentaram com ele à mesa nem o conheciam de parte nenhuma, a não ser, vagamente, um deles, há poucas notícias sobre as suas actividades parisienses. É pena. Devem ser extremamente interessantes.

 

O tema deste post, porém, não tem, directamente, nada a ver com as aventuras gaulesas da criatura, mas com a sua herança. O IRRITADO já se pronunciou sobre a parte material de tal herança, coisa que motivou irritação a não poucos.

Vem agora falar, já que está na moda, da herança “imaterial” do nosso bem amado pacóvio, herança que não é tão imaterial como isso.

A doutrina que o fulano inventou, provável embrião dos vários tratados de filosofia que estará a elaborar sobre a credulidade humana e a melhor forma de a explorar, tem diversos seguidores, a maior parte dos quais, ó maravilha!, o nosso homem deixou bem arrumados nos areópagos da Pátria e da Europa.

Figura de proa desta plêiade de heróis é o camarada Lelo – que se chama Ribeiro de Almeida mas isso não interessa. O que interessa, meus amigos, é que o fiel Lulu, perdão, Lelo, que tantas e tantas vezes nos brindou, na TV, com inacreditáveis inanidades, é agora um dos mais activos apóstolos do socrapifiosismo, doutrina ora em parisiense curso de afinação. De tal maneira que, apesar de os camaradas terem feito a promessa de uma declaração de voto colectiva (mais uma asneira do inSeguro e do borrinho) ele, Lelo, o magnífico, o mais pintodesousista dos pintodesousistas, já informou o povo que a sua será individual, a fim de poder nela verter todo o doutrinário e filosófico fel que o chefe lhe manda de Paris, via UPS (União da Patacoada Socialista).

Muitos outros há, mortos mas bem vivos.

Olhem o rapaz do beicinho à banda, que consegue aparecer tantas vezes na televisão como quando era ministro. Visto assim, à distância, quem acredita que um tipo destes alguma vez tenha chegado a ministro?

Olhem aquele (ex)secretário de estado que diz o contrário do que dizia quando lá estava, ou seja, diz a verdade dos buracos. É que, agora, a verdade pode ser chata para o Passos Coelho, como teria sido para o Pinto de Sousa se não tivesse sido totalmente tapada com mentiras.

Olhem o famoso tipo das obras públicas, que comunica ao povo que nem as auto estradas nem nenhuma das obras do pintodesousismo, nem nenhuma PPP custa um tostão seja a quem for. Ainda não foi internado. À atenção do 112/urgências político/psicopáticas.

Olhem o nojo puro, absoluto, total, visceral, irremediável, corporizado pelo homúnculo mental que dá pelo nome de Basílio!

Olhem aquele que foi apeado à bruta por não se aguentar nas canetas e que, lá das europeias postas brinda o chefe, na imprensa e não só, com a fidelidade dos canídeos!

Há mais, muito mais. Basta olhar em volta para ver o “património imaterial” que o senhor Pinto de Sousa deixou repoltreado nas cadeiras do poder.

 

Desgraçadamente, o pintodesousismo anda por aí, tão ignaro, tão aldrabão, tão indigno seja de que consideração for como sempre foi, por muito que disfarçasse.

 

As pessoas – não só o governo – a fim de se defender, deveriam estar a pau com esta gente, já que o PR, em nome de “todos” nós (t’arrenego, vade retro!), não defende nada nem ninguém a não ser a sua pessoa e o seu inqualificável boliqueimismo.

 

30.11.11

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “MORTOS VIVOS”

  1. POIS, quando promovemos a impunidade, arriscamo-nos a estas coisas. Mas nem tudo é mau: pelo menos, garantimos a “estabilidade política”. Não caibo em mim de alegria!

  2. Eu sempre disse que algo invulgar deveria apoquentar o irritado.Mas o mistério persiste adensado.Ou o homem vive uma fascinação por Sócrates,e é constantemente subjugado a um efeito anestesiante que lhe tolhe o consciente,ou então alimenta um ódio de morte pela pessoa.De quando em vez desenterra o homem,chama-lhe aldrabão e goza com as habilitações académicas.Quando todos os portuguses já perceberam que em termos de aldrabices Passos Coelho há muito que destronou Pinto de Sousa.Tambem poderiamos abordar o rico curriculo de Coelho,chefe de quina da juv PPD,gestor de empresas do lixo capitaneadas pelo padrinho Ângelo Correia,e uma licenciatura em economia tirada numa universidade de quadro e giz.Não me apetece perder mais tempo com mais esta inanidade se não partiria para exaltar os grandes feitos pela Pátria da quadrilha laranja!!!

    1. Caro Tecelão, passou hoje pelo site do PS? Parece que foi vítima de um ataque: publicaram na 1ª página, à vista de toda a gente, transacções em offshores da família Pinto de Sousa! São transacções de largas dezenas de milhões de euros, cuja origem ninguém explica – e também ninguém indaga. E ao que parece, têm por lá CENTENAS de milhões! Chocante, não acha? Falo do ataque, claro.

      1. Esse seu comentário é para atenuar as responsabilidades da quadrilha laranja que levou a cabo a maior roubalheira alguma vez praticada neste país?Acresce que, está provado que o bando laranja assaltou um banco,quanto á suposta fortuna da familia de Pinto de Sousa nada consta que tenha sido roubada.Nunca percebi a necessidade que certas pessoas têm em justificar pulhices com outras pulhices!!!

        1. CLARO que não foi roubada: falamos de gente séria. Quanto ao BPN, foi uma roubalheira… privada. Quem a nacionalizou? E para salvaguardar o quê? Uma dica: não foi o Governo actual. Nem a Múmia Cavaca.

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