Já que tanto se fala do colossal problema do tabaco, duas sugestões socialístico-higiénicas de cariz bernsteino-socraniano:
a) Porque não se cria uma AUTORIDADE para a fiscalização do consumo de tabaco? E uma ENTIDADE reguladora? E um SCF, Serviço Contra os Fumadores, com competências paralelas às do SEF, podendo exilar, extraditar, degredar tais seres para o Darfur? E, na PJ, porque não se cria um DIAAT, Departamento de Investigação e Acção Anti Tabágica, sob a superior direcção da doutora Morgado? E un SEFA, Seviço de Eliminação de Fumadores e Apaniguados, dirigido por aquele barbaças mais ou menos sebento que passa a vida na televisão, com vocação para a solução final, sem prejuízo, como é óbvio, de poupanças nos cuidados paliativos? Criar-se-ia inúmeros postos de trabalho. A canalha fumadora teria o destino que merece: a extinção programada e científica!
b) Porque não se criam as mesmas instituições, numa perspectiva prospectiva, como se diz agora, a fim de vir a perseguir os fumadores passivos? Sim, para os activos já o Estado tomou algumas providências. E para os passivos? Sim, para os fumadores passivos que, de forma anti social e anti higiénica, se permitem conviver, trabalhar, até casar(!) com os tenebrosos viciados, acabando, segundo todos os relatórios científicos de Harvard, Berkeley e Cacilhas, por fumar como eles? Seria de inteira justiça, não acham?
Ficam as sugestões, na postura construtiva que sempre animou o Irritado. Para que conste, da sua parte, mais esta atitude de apoio e incentivo às actividades moralizadoras do governo e do Diário de Notícias.
Enquanto as pessoas não perceberem que, à boa maneira de alguns saudosos regimes, têm que se ater à ética pública e ao politicamente correcto, o país não vai a parte nenhuma.
António Borges de Carvalho

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