Diz-se que o Moedas é um tipo de altíssimo gabarito. Não duvido. Caso raro, a “informação” tem-lhe dedicado páginas e páginas, o que quer dizer que lhe mete medo. Tido por capaz de fazer sombra ao tenebroso Medina, Moedas é uma luzinha no horizonte dos que insistem em ter esperança no fim da desgraça socialista que sobre nós se abateu.
Tem dois desafios pela frente.
O primeiro será o de estar à altura de se bater com a poderosa máquina de uma esquerda completamente desvairada no seu objectivo do poder pelo poder, com a perseguição mediática de que não deixará de ser alvo, com a criação de um carisma que ainda não terá, com a escolha dos seus colaboradores.
O segundo será o de arrostar com a fatal e irremediável incompetência política da direcção do PSD, o de perceber que a sua escolha pelo líder é a tábua de salvação que ele arranjou para si próprio em desespero de causa, que o seu, não dele, triunfo político deverá resultar em não se deixar envolver na política desastrosa do chefe, o de dar a perceber que não faz parte do entourage rioista, o de se afirmar por si independentemente das asnáticas atitudes daquela gente, não só em benefício próprio mas para ter oportunidade de vir a salvar o partido, a honestidade e a inteligência na política e, até, a cidade.
Da sua modesta tribuna, o IRRITADO declara a confiança que Moedas lhe merece e o seu medo de que se deixe envolver, por dentro, na voragem dos coveiros de serviço e, por fora, nas canalhices do poder instalado.
3.3.21

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