Há duas coisas que já cheiram mal: o 44 e a Grécia.
No caso do 44, diz o Correio da Manhã que há um artista disposto a pôr a boca no trombone. Uma boa notícia para o procurador, o juiz de instrução e a colecção de tribunais que se tem pronunciado sobre a matéria. Uma má notícia para o 44, que se tem desdobrado em insultos, diatribes, aleivosias e esperneações sobre a injustiça de que está a ser vítima, coitadinho, as cabalas da direita, a indiferença do PS, as perseguições sem limites que mentes apostadas em o ver condenado lhe vêm movendo.
Eu achava que o 44, um tipo mau como as cobras, era esperto. Estava enganado. Quanto mais insultar, mais se enterra. Não sei se haverá um só português, amigos dele incluídos, que ainda coma por bons os seus ataques histéricos e não tenha percebido o jogo. A “entrevista” ao DN é mais um marco de estupidez que uma demonstração de inteligência. O tipo ainda não percebeu que quanto mais insistir no amigo que o ajudava mais as pessoas acham que ali há gato.
Com as putativas declarações do artista de que fala o CM, o gato começou a pôr o rabo de fora.
No que à Grécia respeita, o gato já está todo de fora. Como o camarada Putin anda curto de massas, a grande chantagem dos pacóvios do Syriza arrisca-se a ser ainda mais ruinosa que as exigências da troica. Mais um caso de estupidez, feito de ameaças e abraços, avanços e recuos, aldrabices e exibições, motos e cachecóis, palavreado sem tino, enganos e mais enganos. E os gregos, os mais enganados de todos, a servir de carne para o canhão para a banditagem política que se apoderou do país! Prognóstico: os tipos vão conseguir mais um resgate, ou coisa do género; seis meses depois, volta-se à estaca zero, o Tripas não fez nada do que prometeu, voltou a não pagar, a tempo ou a destempo, a economia grega continuou a cair e o desemprego a aumentar.
Na Grécia, há muito tempo, ou desde sempre, não há um Estado, há uma coisa que funciona desde que alguém pague as comissões.
1.7.15

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