IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MAS AS CRIANÇAS, SENHOR,…

…porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim?, dizia Augusto Gil.

É o que me ocorre quando vejo as nossas criancinhas da instrução primária fechadas em casa, sem amigos, sem brincadeiras, a olhar para um monitor, sem exercício físico, estagnadas entre quatro paredes, a cultivar complexos que jamais as largarão, a aceitar, coitadas, as determinações de tarados, de malfeitores, de sádicos, de terroristas, ou seja, das chamadas “autoridades”.

E as creches? Em notável demonstração de “abertura”, as creches passaram a funcionar. Como? Desde que o Zequinha não dê beijinhos a ninguém, que a Joaninha não brinque com a boneca da Quica, que o Fernandinho não se aproxime da Zica, que todos os brinquedos sejam desinfectados quarenta e duas vezes por dia, que no recreio não haja contactos entre as crianças, que as vigilantes cumpram escrupulosamente as instruções das “autoridades”, que, que, que, tudo bem. Caso contrário… as “autoridades” chamam os fuzileiros especiais e vai ser o bom e o bonito.

Vivam as autoridades, os malfeitores, os sádicos, os terroristas!

Viva Portugal!

 

21.5.20      



8 respostas a “MAS AS CRIANÇAS, SENHOR,…”

  1. Ensandeceu?

    1. ups…, saiu anónimo, mas,…, Sou Cabrão.

  2. Vá lá que aquela do ‘papadas ao pequeno almoço’ deu ‘terem que papar ao pequeno almoço’, de resto estes de cá estão a copiar o que se tem feito na UE, com a excepção dos vizinhos que o rei não deixa.

    1. Do primeiro comentário retiro o?, no restante acertei.

      1. Boa malha !!!!!!

  3. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Hoje vi uma mesa cheia de crianças e adultos, todos contentes e ruidosos, sem máscara, atendidos por alguém sem máscara. O trânsito aumentou bastante, sabendo que falta a malta do teletrabalho, a do layoff e a desempregada. Tenho visto pessoas sem máscaras ou comportamentos fora do normal. Persiste certa histeria em locais públicos e nas regras oficiais, mas boa parte da população já não parece muito preocupada, se é que alguma vez o esteve. As escolas serão talvez o caso mais ridículo. Sendo justo, não é só cá: muitos países andam às aranhas. Na terra do despenteado mental Boris, muitos ingleses até olharão para nós com inveja. Tem lido os jornais? Isto do covidas expôs tretas e basófias evidentes há muito tempo, em todo o lado, mas que à velocidade que íamos – imposta pela voracidade da informação, do dia-a-dia e da brigada do ‘crescimento infinito’ – a maioria não conseguia ver. Muitos nem assim conseguem. E em vez de aprenderem alguma coisa, voltarão à sonolenta normalidade. Há quem durma a vida toda. Nada os acorda. Como num sonho, vão do berço para a escola, da escola para a sua função de formiguinha, vêem muita novela e futebol, aplaudem quando os outros aplaudem, botam o botinho quando lhes mandam, são papás ou mamãs, depois avôs ou avós, depois cova. E a geração seguinte faz o mesmo, e a seguinte faz o mesmo, e a seguinte… É por essa normalidade que suspira, Irritado?

    1. Ó Flipe, és o meu Apóstolo. Aprendi a seguir os teu “ensinamentos”.

    2. Infelizmente, não partilho do seu optimismo quanto à reacção da sociedade. Em geral, tirando as praias, parece-me que pouco mudou no estado de pânico, ou de oportunismo, da maior parte do pessoal. Talvez seja a história do copo meio cheio (o seu) ou meio vazio (o meu). Os comedouros e bebedouros continuam às moscas, vou de entrecampos ao Camões em cinco minutos, no metropolitano há sempre lugares sentados com fartura… ou seja, a malta, ou continua vergada ao medo, ou até está gostar de não fazer nada. Isto é uma amostra lisboeta (nada tem de “sociológico”). V tem razão, a lavagem ao cérebro funciona por toda a parte, não é só cá. Por muito que se diga que se vai “salvar a economia”, é certo que quase nada se vai salvar se continuarmos a contar com o Estado, no estado em que o Estado está. Vamos, com novo pretexto, a caminho dum novo abismo. No tempo do Passos, o melhor remédio era as exportações. Agora, é o consumo. Qual consumo? Consumir o quê, consumir mais o quê, com que dinheiro? Qual crescimento? O remédio: barricas de dinheiro (falso) para o “povo”?Talvez as minhas “teorias” não resolvam os problemas, admito. Mas… e as suas?Um apontamento: há uma classe que não sofre, a dos funcionários do Estado. Ao contrário dos demais, o layoff deles é com o ordenado por inteiro. Há sempre quem se safe no meio das tormentas.No fundo, o que o move não é a política, os seus, ou meus “remédios”: é uma enorme desilusão com a sociedade estagnada e apática que temos, é o que se passa na cabeça das pessoas, é o acomodar-se ao pouco que há, e não mexer muito para não o estragar. É o estatismo incrustado nas nossas cabeças. Contra isto, anos e anos, gerações. E não é certo…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *