IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MARKETING

 

Um fulano, ao que se diz “advogado”, “artista” e “músico”, tripeiro, de seu nome Adolfo Luxúria Canibal, resolveu (para já “simbolicamente”) desatar aos tiros a tudo e mais alguma coisa que lhe cheire a dinheiro ou a política.

Adolfo – como Hitler – Luxúria – é lá com ele – Canibal – cheio de bons instintos, como é óbvio. Não insultarei os pais da repelente criatura dizendo que lhe deram tal nome. Prefiro pensar que a escolha foi do próprio, ansioso por comunicar ao mundo as suas mais amadas escolhas filosóficas, doces tendências, e amor ao próximo.

Contra o dinheiro, como se tivesse pouco. Contra os políticos, como se fizesse outra coisa que não política. O fim lógico da porcaria seria que, literal e não simbolicamente, desse um tiro na cabeça, não é? Não fazia cá falta nenhuma, a não ser ao mau gosto e à caca.

No entanto, a coisa tornou-se “viral” na internet, e vai dar balúrdios ao Adolfo, em CD’s e outras brincadeiras. Marketing político em baixíssima, mas refinada expressão.

O outro Adolfo aplaudiria.

 

24.5.14

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “MARKETING”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    O Sr. Adolfo é o vocalista de um grupo chamado Mão Morta, que teve o auge nos anos 90, e cujo estilo musical pode ser classificado como “rock alternativo”. É realmente alternativo, quando comparado ao pífio mainstream que passa nas rádios. Se a música não valesse nada, o resto – polémica, rebeldia, palhaçada – não chegaria longe. Mas os tipos tocavam bem. Tal como por ex. nos Ena Pá 2000, por trás da exuberância havia originalidade e talento. Cheguei a comprar um álbum dos Mão Morta, para mim o mais adequado título da história musical portuguesa: “Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável”. Tiveram outros álbuns bastante razoáveis, como “Vénus em Chamas”, “Primavera de Destroços”, e “Nus”. Anos mais tarde, vi o Sr. Adolfo a escrever crónicas semi-políticas num jornal, mencionando que vivia em Paris e tal, num tom de ex-artista aburguesado. Que pena, pensei. —————————— Ainda não conhecia este vídeo, raramente leio o Expresso. Musicalmente, é fracote; como videoclip também deixa muito a desejar. Mas a mensagem e a acutilância não deixam nada a desejar. Identifica os responsáveis, um por um, e o que fazer com eles. Tal como a música diz, são realmente horas. E há muito tempo. O Irritado SABE disto, e sabe que na lista estão alguns dos seus compinchas. É isso que o incomoda. Mas não tema, Irritado: as consequências serão nulas. Aliás, se reparar, o vídeo mostra-nos a crua realidade logo aos 20 segundos. No fundo, atrás do fulano, vêem-se uns carneiros amarrados à espera da matança. Esses carneiros somos nós, Irritado. E não será uma cançoneta a mudar isso.

    1. Como deve calcular, não percebo nada daquilo a que chama música. Nem sabia da existência dos tal Mão Morta que, pelos vistos, têm gostos funéreos. Quantoi ao mau gosto, reitero o que disse.

  2. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    Concordo plenamente com a afirmação proferida pelo IRRITADO “O fim lógico da porcaria seria que, literal e não simbolicamente, desse um tiro na cabeça, não é? Não fazia cá falta nenhuma, a não ser ao mau gosto e à caca.”Na verdade que falta cá faz Pedro Passos Coelho? Direi que faz tanta falta como uma guitarra num funeral.

  3. No dia das eleições, fui até à Nazaré aproveitar um fim de semana. Ainda bem que fui passear, em vez de votar. Caso contrário teria votado PCP.

    1. Óptimo! Se votaria PC, o melhor foi ir a banhos.

    2. Óptimo! Se votaria PC, o melhor foi ir a banhos.

      1. “Óptimo!” duas vezes! Masturbou-se!

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