IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MARAVILHAS AUTÁRQUICAS

 

A inimitável câmara de Lisboa acaba de anunciar a repavimentação de 200 ruas, com novas técnicas (?), coisa que vai custar a módica quantia de sete milhões e meio.

O IRRITADO espera que tal e tão meritória obra não seja como aquelas que o Costa mandou fazer antes das eleições. Lá na minha rua, por exemplo, correram com os carros do povo e apareceram umas máquinas e uns camiões carregados de asfalto. Em dois ou três dias a extraordinária obra foi completada. De tal e tão competente forma que deixou de haver sarjetas, valetas e outras costumeiras inutilidades. A rua ficou transformada num leito de cheia, com certeza para não abusar dos esgotos, os quais têm o simpático hábito de regurgitar rios de caca para dentro das lojas e das casas das pessoas assim que chove mais um bocadinho.

 

Mas, hossana!, nem tudo é mau. Sem olhar a despesas, a CML lançou uma vasta campanha de publicidade com o fim de anunciar que a central da trampa da avenida de Ceuta já está a funcionar, isto é, que o Tejo deixou de ser a latrina da cidade.

Muito bem! A iniciativa não foi do Costa, mas ainda bem que a obra já está pronta. Tenhamos a infundada esperança que desta vez funcione. Até pode ser que o Costa se lembre de drenar melhor a porcaria com que nos brinda (ver acima).

 

Debrucemo-nos ainda sobre mais uma notabilíssima iniciativa da nossa bem amada autarquia. O vereador da “mobilidade” anunciou mais uma formidável medida para nos privar da dita: os carros mais poluentes vão deixar de poder circular do Marquês para baixo! Esmiuçada a coisa, verifica-se que tal proibição vai incidir sobre as viaturas que não têm catalisador. Tratar-se-á de carritos com mais de vinte anos. Ainda bem. Assim, a nobre medida camarária só vai aplicar-se a meia dúzia de donas elviras.

Podemos continuar a circular.

A Câmara pode gabar-se na mesma.

Porreiro, pá.   

 

22.1.11

 

António Borges de Carvalho



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