É natural e aceitável que o PS queira parlamentarizar ou governamentalizar a Procuradoria da República, na boa tradição socrélfia. Uma posição de perfeita coerência com a moral republicana que pratica desde sempre. Eu sei que Sócrates abusou de governamentalizações: banca, telecomunicações, justiça, informação, etc.. Mas, mudada a chefia da Procuradoria, o tiro (vários tiros) acabou por sair-lhe pela culatra.
Ciente desta realidade e sonhando com os velhos tempos, o PS regressa à estratégia habitual. Como ainda não sabe do que gasta a actual procuradora geral, antes prevenir que remediar. O melhor é tomar providências e passar a controlá-la. Como? Alterando a relação de forças no órgão de controle da PGR – Conselho Superior do Ministério Público – enchendo-o de políticos e assim abrindo a porta a determinadas “diligências”.
Tudo normal, previsível, sem surpresas.
Surpresa foi a cavadela dada por pelo Rio, a fim de libertar mais uma minhoca, sua especialidade preferida. Ao pôr-se ao lado brilhante intenção do PS, também foi coerente. Não com o PSD, mas consigo próprio. Mais não fez que aproveitar a oportunidade para lamber as botas ao Costa, mesmo que, para isso, pisasse sem escrúpulos os bons princípios do seu antecessor.
Onde irá parar este paspalhão? Não sei, mas espero que o mais longe possível.
27.6.19

Deixe um comentário