Durante os últimos dez anos, os cidadãos de Braga tiveram à sua disposição o que foi classificado como o melhor hospital do serviço nacional de saúde.
No mesmo dia em que os portugueses são alertados para as monumentais dívidas dos serviços de sangue e para os riscos que corre quem deles precisa, o hospital de Braga passa a ser gerido pelo Estado. Pelo mesmo Estado que atrasa cirurgias e consultas por meses e anos, que deve milhões aos fabricantes de medicamentos, que está afogado em agitação social, que vê, sem comentário nem contrição, emigrar um número astronómico de profissionais, que não tem, sob a sua tutela directa, um único serviço de saúde sem graves problemas, cuja gestão é um caos, que põe os portugueses a pagar esse crime social que foi, e é, a semana de trinta e cinco horas, o melhor de todos os hospitais do SNS cai nas mãos de quem tudo isto provocou!
Porquê? Muitas “razões” poderão ser invocadas. Mas há uma que tudo resume, aliás bem expressa por uma cidadã a que chamam ministra da saúde: nas suas palavras, trata-se de uma “razão ideológica”. A mesma, aliás, que motivou o crime das trinta e cinco horas.
Donde se conclui que, se a ideologia curasse, havia bons cuidados de saúde em Portugal. Mas não cura, mata. A saúde interessa pouco, como interessa pouco uma educação sem avaliação dos professores e dos alunos, como interessam pouco os serviços públicos em geral.
Interessa a ideologia, o Estado, os eleitores da função pública, a mais desbragada propaganda de que há memória – II República incluída -, em suma, o caminho para a servidão.
É o que devemos à esquerda, cada vez mais esquerda. Como dizem as sondagens, vamos ter mais do mesmo nos anos que aí vêm. A geringonça vai continuar a sua obra de fatal desprezo por nós e pelo nosso futuro. Alguém acredita que o usurpador está zangado como o Bloco?
O meu luto não é só pelo Hospital de Braga. É pelo meu país.
1.9.19

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