IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


LIVRAI-NOS DO MAL

O destaque mais aterrador, nestas eleições, é o resumido no título de um artigo hoje publicado no “Público”. Reza assim: “Uma derrota com futuro”. Como devem calcular, o plumitivo refere-se à dona Gomes. Como também devem calcular, o homem não está a desejar, ou a vaticinar, que a derrota da senhora se agrave, mas a referir o brilhante futuro que o resultado obtido lhe pode reservar.

Aterrador é pensar que dona Gomes tem um grande futuro político. Significa que o nosso futuro é o do socialismo radical, ainda que disfarçado com palavreado “social-democrata”, um futuro policial, onde triunfa a candidata mais perigosa para as liberdades, para o sucesso económico e o para o progresso social desta já tão infeliz nação.

O troglodita do PC levou pancadaria de morte no “seu” próprio território: os alentejanos acharam, e bem, que as “liberdades” da dona Gomes são bem mais perigosas que as do populista Ventura. Já não vão na conversa do costume, preferem outra. Dona Gomes no poder significaria que, como na RDA e noutra fruta podre, os partidos só existiriam se ela autorizasse. Significaria uma atmosfera de perseguição a todos os que não merecessem a simpatia da dona Gomes e fossem por ela arrastados na lama mediática, como já aconteceu a muito boa gente.

O moribundo do PC bem pode exibir o livrinho da Constituição, como o Mao exibia o seu célebre livro vermelho. Como é sabido, a Constituição tem servido para tudo: lá está a democracia, mas uma democracia com a porta escancarada para a “sociedade sem classes” e o glorioso “caminho para o socialismo”. Depende de quem a usa. Se tivermos sorte, coisa que muito nos tem faltado, a dona Gomes não terá o futuro luminoso que o articulista lhe deseja. Mas tem hipóteses, coisa que o primitivismo do PC ou a patética candidata do BE jamais conseguirão.

Eleitores do meu país, para a próxima, livrai-nos do mal.

 

25.1.21        



3 respostas a “LIVRAI-NOS DO MAL”

  1. Ó irritado, continuam os adjectivos, a um troglodita do PC a um puto todo impecável e a outro muito respeitinho a um populista (que não ofendo) Ventura. Pois, o respeitinho é muito bonito com 10% que seja mais os 25%, mais os 2% dos até ver e parece mais uns 4% ou mais do que tem um amigo, dá 40% e tal , se os outros somados não chegarem aos 10% os 35% não chegam.E está ganho pá. Ainda vou ouvir o Sr. Dr. Ventura quer então três pastas?

  2. Voltando ao assunto, e espero esteja mais calmo. (Ena pá, está quase)Então o Rio diz o grande derrotado foi o PS, o Chicão diz vitória, quer dizer que Marcelo foi eleito por PSD e CDS.Então por que Rio ficou tão contente com os votos do Ventura em Setúbal à frente de PC e não dizer o PSD à frente do PC. Ou está a querer dizer que em Setúbal uma nova AD com o Chega vai ganhar Câmaras que nunca ganhou?Ena, até agora ainda não arranjei uns adjectivos para todos aqueles cânticos de vitória e com o chega pra cá agora é que vai ser.

  3. Livrai-nos do mal. O mal não são os mamões e DDT que a Gomes, com a parcimónia inerente a uma eurochupista que sempre viveu e quer continuar a viver da política, vai acusando; para o Irritado o mal é (só) a Gomes. O mal não é um país e um mundo a saque por uma pseudo-elite de sociopatas e pulhas; para o Irritado o mal é que alguns deles tenham a maçada de andar pela ‘lama mediática’, em vez de saquearem em total impunidade. Um deles, o Júdice, essa eminência pouco parda, um dos maiores chulões deste país, passou a noite da farsa eleitoral a rosnar à Gomes. Outro era marido da mafiosa Isabel dos Santos. Está em boa companhia, Irritado. Quanto à sociedade sem classes, alegre-se: nunca esteve mais longe. A desigualdade e as mega-fortunas continuam a aumentar.

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