IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


LAMENTÁVEL

 

Não sei se haverá algum estatuto, de alguma associação, clube, confraria, etc., que não preveja, como dever dos sócios, o de não ofender a instituição a que pertence, não a desonrar publicamente, não praticar actos que lesem os seus interesses, e assim por diante.

Normalmente, quem prefere ser contra a instituição em que se filiou, se for honrado, sai dela. Até há os casos dos sócios do Carcavelinhos que rasgam o respectivo cartão quando a equipa leva mais de quatro a zero…

 

O senhor António Capucho, ao que se diz fundador do PSD, seu ex-secretário geral, seu ex-ministro – não terá, enquanto tal, feito nada que se visse, mas isso é o menos -, seu ex-autarca – que se demitiu por causa de uma doença que não tinha -, um homem – o mais possível – do aparelho, – um militante que fez uma vida inteira ao serviço do PSD – ou servindo-se dele -, decidiu, numa altura em que – com razão ou sem ela – deixou de estar de acordo com a direcção do partido, desatar a desancar publicamente a organização, numa fúria opositora dificilmente ultrapassável. Dir-se-á que outros membros do pelotão dos invejosos – a dona Manuela e o Pacheco, por exemplo – terão feito, e fazem, o mesmo, gozando de altos púlpitos, de sonoros e servis trombones, e de gozosas loas da oposição em geral e do Oco em particular.

Estarão no seu direito? Talvez. Não estão é no direito de o fazer ao mesmo tempo que continuam a dizer que são fieis à organização, ou no de o fazer de forma reitrada, continuada, pública, tonitruante e, quantas vezes, paga. Aliás, nisto da política, há muitas maneiras de matar moscas. Por exemplo, o Oco – o IRRITADO será o último a elogiá-lo -,  que toda a gente sabia não afinar pelo diapasão do Pinto de Sousa, usou os seus melífluos talentos para a ele se opor, mas sem entrar na sanha oposicionosta, primária, odiosa e fácil, que é praticada pelos invejosos.

O dito Capucho foi ainda mais longe: candidatou-se a um cargo público contra o partido. Não colhe dizer que o partido meteu a pata na poça em Sintra: toda a gente sabe disso. Uma coisa é não concordar com a decisão , outra é pôr-se ao serviço do “inimigo”. Ou, pelo menos, pôr-se ao serviço do inimigo sem, prévia e honradamente, se desligar da origem.

 

Quando o assunto se pôs, o IRRITADO foi-se aos estatutos do PSD. Neles leu que a capuchética atitude tinha a exclusão do partido como consequência automática. Capucho sabia-o melhor que ninguém, mas deixou-se ficar, no óbvio objectivo de causar à organização o maior dano possível.

Estranho é que a dita tenha dado o flanco como deu. O PSD, se tivesse um bocadinho mais de savoir faire, teria simplesmente declarado a exclusão automática do homem. Não o fez. As eleições autárquicas já lá vão há uma data de meses, o PSD andou para aí a tergiversar, a deixar que uma alcateia de comentadores se pronunciasse sobre o “escândalo”, a “falta de pluralismo de opinião”, o “atentado à liberdade individual” e outros mimos. Deu o flanco, o que, por não inteligente, é imperdoável.

É certo que o chefe destas coisas lá no partido veio agora dizer, e muito bem, que não se tratava de uma “expulsão” nem havia lugar a um processo disciplinar, uma vez que se tratava da simples verificação de circunstâncias para as quais não há saida que não seja a exclusão. Não se percebe porque levou tanto tempo. Não se percebe porque pôs o partido a jeito para prolongar a polémica que os seus habituais detractores não deixarão de alimentar.

 

Uma história que poderia estar esquecida há meses – Capucho, a estas horas, estaria politicamente morto e enterrado – acaba, por inépcia, por continuar a morder as canelas daquela gente.

 

Lamentável, tanto a atitude do Capucho como a reacção – ou a tardia reacção – do PSD.

 

12.2.14

 

António Borges de Carvalho    



5 respostas a “LAMENTÁVEL”

  1. Ou seja, segundo o Irritado, os militantes têm de concordar sempre com o partido; ou, quando muito, devem fazer as suas queixinhas intramuros. Com muita delicadeza. Outra alternativa, pelo visto recomendável, é fazer como o Oco: manter a bolinha baixa, como bom pulhítico cínico e medíocre, até ter caminho aberto para o tacho. Fora disto, seja o tachista Capucho ou outro qualquer -> olho da rua. É tudo «sanha oposicionista, primária, odiosa e fácil». Coisa de «invejosos», como não podia deixar de ser. É bem visto, sim senhor. Pois se estes partidos mais não são que GANGUES DE CHULOS MAFIOSOS, e toda a gente sabe que a Máfia não lida bem com dissidências, que outra coisa seria de esperar? Democracia? Bem comum? E que tal unicórnios?

  2. Os partidos devem cuidar da sua imagem.Podiam fazê-lo expulsando todos os gatunos que lá se acoitam aos milhares Expulsar os seus dirigentes máximos que transformam eleições em farsas para enganar os eleitores ou então,expulsando quem publicamente se mostra desalinhado.Escolhem esta última forma de procedimento,o que se entende. É a mais grave,pois pode põr em causa milhares de tachos.Não imaginava que o Irritado ainda atribui natureza política às actividades do crime organizado.Ehehe!

  3. LAMENTÁVEL é a triste figura que faz o IRRITADO

  4. Parece que o Sr. Capucho violou direitos contidos nos estatutos do PSD. Violou e foi sancionado de acordo com as regras. Justo.Porém, parece que o Sr. Coelho, espetou pelas goelas abaixo de algumas estruturas locais candidatos que tirou da sua cartola contra todas as escolhas dessas estruturas: Tinha o direito de ao fazer ou foi um acto de tiranete? Se tinha o direito de o fazer, partidos com tais estatutos e tais atitudes dos seus dirigentes deveriam ser banidos de concorrer a eleições. Não será isso uma forma de Stalinismo? Os militantes amocharam e foram votar noutro lado. O Sr. Coelho tramou o partido!No meio disto o SR. Irritado toma partido no seio do partido. Parece que o Sr. Coelho anda a ter vitòrias eleitorais no seu partido que lembra aqueles regimes que o ASr. Irritado detesta. Quase 100%!!!!

    1. Nunca o IRRITADO tomou partido por asneiras como a de Sintra e a do Porto. Até acha até que, nesta matéria, o Capucho até é capaz de ter razão. O que o IRRITADO diz, e que parece ninguém querer ler, é que o homem não foi expulso: à luz da lei do partido, pela qual o próprio é responsável, excluiu-se voluntariamente ao concorrer contra ele. As suas atitudes até poderiam ser inteiramente legítimas, se o homem, em vez de andar para aí armado em vítima, assumisse as consequências, que sabia não poder ser outras.

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