Anda nas bocas do mundo um projecto de regimento da assembleia da Madeira. De um modo geral, tanto quanto o IRRITADO hoje leu, a coisa é mais ou menos inócua, nada que não se passe por aí, em parlamentos vários, de várias práticas e tradições.
Uma das normas projectadas, porém, dá razão às manchetes que, ontem, esqueceram o resto e, como é costume, se centraram no mais polémico, a dar ideia que todo o projecto de regimento era uma porcaria e uma ofensa a elementares princípios geralmente respeitados pelos parlamentos dignos desse nome. Assim não era.
O que não quer dizer que a norma que provocou a tempestade não seja um pontapé na gramática como há muito – talvez desde os impostos retroactivos do Dr. Soares – se não via na nossa praça. Parece que tal norma postulava que um deputado podia votar sozinho com o número de votos igual ao dos deputados do seu grupo, podendo estes estar a banhos no Porto Santo durante as votações.
Os tipos que tal proposta produziram, ou são um bando de ignorantes ou têm o rei na barriga e, na modesta opinião do IRRITADO, se houvesse moral comiam todos, isto é, veriam cassado o mandato e iriam ter ideias malucas lá para casa. Trata-se de assunto sobre o qual nem sequer vale a pena argumentar, de tão idiota.
Só não se sabe se o chefe do PSD local sabia da história e a deixou passar a ver se colava. Isso é que é preocupante porque, a ser verdade, o homem é mais primitivo do que o IRRITADO pensava…
24.11.11
António Borges de Carvalho

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