IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


JAMAICA

Se o racismo é pouco, há que criá-lo e alimentá-lo. Se não se empolar, generalizar, propagandear, não vai funcionar.

Um vídeo de um pormenor de uma acção policial (os operadores de câmara só filmaram um bocadinho do fim da coisa, esquecendo o princípio, a causa, que continua no segredo dos deuses) inculca na cabeça das pessoas e, desgraçadamente, na estupidaz mediática, que houve uns polícias que, de seu livre alvedrio, desataram à porrada a uns cidadãos de origem africana. As almas puras, preocupadas com o caso, desataram a excitar a indignação das massas, diga-se que com notável sucesso. Se os agredidos fossem da cor dos europeus, fiaria mais fino. As mesmas almas considerariam que houve desacatos aos quais a polícia respondeu com “proporcionalidade”. A coisa atingiu reacções estratosféricas, mas as desordens que se seguiram foram menos ordinárias que o palavreado dos pretensos indignados, que viram naquilo um pèzinho para as mais extraordinárias acusações. Ao ponto de um tipo conhecido por primeiro-ministro descobrir que a oposição está preocupada com o seu “tom de pele”. Ao ponto de responsáveis(?) políticos do BE tomarem conta da trapalhada, a fim de conquistar uns votinhos.

Nunca, em Portugal, houve políticas descriminatórias. Mesmo no tempo da II República a doutrina oficial era a da “sociedade plurirracial”, funcionasse ou não. Só agora parece havê-las. O fosso é social e cultural, sejam as pessoas pretas ou brancas. Como em todas as sociedades humanas, há quem não consiga ultrapassar os limites em que nasceu, como há o seu contrário. Inúmeros rapazes e raparigas, pretos e brancos, na sua maioria estudantes, se entregam a pequenos empregos para ajudar a custear os seus estudos, com o objectivo de, honestamente, saltar os muros sociais e culturais em que o passado os colocou. Outros há que se entregam à sua circunstância e preferem o ódio e a cizânia a fazer os possíveis para melhorar a sua vida.

É verdade que nada justifica a existência de bairros como o da Jamaica. Mas, mesmo aí, muita gente há de origem africana que não é desordeira, nem odienta, que vai fazendo pela vida, mais do que queixar-se ou entrar na marginalidade social ou política que o Bloco de Esquerda, repositório de ódios vários, alimenta e protege. Num mercado de trabalho onde a oferta é bem maior que a procura não é aceitável que tantos se queixem de falta de trabalho em vez de se queixar de falta de vontade de trabalhar.      

Esperemos que os acontecimentos sirvam para despertar vontades mais justas, produtivas e sérias que as do Bloco de Esquerda ou do chamado primeiro-ministro.

 

28.1.19



3 respostas a “JAMAICA”

  1. Claro que há racismo em Portugal. Um racismo subterrâneo, raramente violento, mais sussurrado que gritado. Vive em piadas e comentários a meia voz, sempre acompanhados de um olhar em redor, a ver se não há pretos por perto, ou em currículos que vão para o fundo da lista quando o nome soa africano ou a foto é aciganada. Somos criaturas tribais, e preconceitos ajudaram-nos a sobreviver num mundo hostil; não é algo que desapareça por decreto. Todas as raças são assim. Mas preferimos fingir que não; daí nasceu a lucrativa indústria dos ofendidos profissionais e dos guardiões do politicamente correcto, com sede nos EUA e porta-voz na esquerda europeia. No lado oposto, há alguns verdadeiros racistas: os que têm ‘orgulho’ em ser brancos, ou pretos, ou chineses. Como se tivesse sido uma escolha ponderada e corajosa; como se o ventre de onde saíram fosse mérito deles. Ter orgulho na raça, no país, até na família, é um absurdo; um privilégio falso e fruste – basta nascer para o ter. Quanto à polícia, que novidade: a bófia dá bordoada em toda a gente. Pretos, brancos, azuis, vai tudo a eito. É um trabalho difícil e mal pago, mas está também cheio de sádicos e cobardes. Apanham-se com um bastão, pimba. A saída do Costa é de rir à gargalhada. Mas não devíamos. Ele é tão discriminado, teve uma vida tão dura… pobre PM monhé.

  2. O ponto-chave, no entanto, é outro. O Irritado toca-lhe – ao de leve… – no final do post. A maior divisão neste mundo não é a raça, a religião ou sequer o sexo: é a classe. É dinheiro. Isso é que importa. É isso que distingue os pretos do Jamaica, que levam porrada da polícia, dos pretos de Angola que compram apartamentos a pronto no Estoril Sol Residence, que têm contas na Suíça e na Madeira, que têm empregados (brancos) na Av. Liberdade a limpar-lhes os pés, ou ministros (brancos) PS e PSD a lamber-lhes o rabo. Para levar da polícia não é preciso ser preto: basta ser pobre. E para mandar nisto tudo não é preciso ser branco; basta ser bem nascido, ser um grande trafulha ou um grande mamão.

  3. Toca a abrir os olhos: URGE DIZER NÃO AOS MERCENÁRIOS DE ÓDIO-ECONÓMICO, ou seja, URGE TRABALHAR PARA O SEPARATISMO-50-50!..Os mercenários de ódio-económico, do presente, são iguais aos do passado: não podem ver um povo autóctone a viver pacatamente no planeta..Se estivessem a ser feitos investimentos em caravelas, a esta hora os mercenários de ódio-económico estariam a reivindicar que era necessário a existência duma escravatura (nota: de facto, hoje em dia a realidade não é muito diferente: por todo o planeta existem investimentos a ser rentabilizados… através da utilização de mão-de-obra semi-escrava).—»»» Para que o planeta Terra seja um planeta aonde povos autóctones possam viver e prosperar ao seu ritmo: URGE TRABALHAR PARA O SEPARATISMO-50-50..Ou seja:- Todos Diferentes, Todos Iguais… isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta —» INCLUSIVE as de rendimento demográfico mais baixo, INCLUSIVE as economicamente menos rentáveis…Nota 1: Os ‘globalization-lovers’, UE-lovers. smartphone-lovers (i.e., os indiferentes para com as questões políticas), etc, que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.-»»» blog http://separatismo–50–50.blogspot.com/..Nota 2: Os Separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição ‘nativo’, do que a sua condição ‘globalization-lover’…..P.S.A situação actual dos africanos não é difícil de perceber: no passado foram utilizados como escravos… mas também foram… utilizados como instrumento de substituição populacional de povos autóctones.Hoje em dia (embora existam excepções à regra) os africanos estão ao lado daqueles que querem rentabilizar investimentos recorrendo a mão-de-obra servil de baixo custo… e… juntamente com os investidores, os africanos (muito frequentemente) destilam desprezo/intolerância para com qualquer povo autóctone que queira sobreviver pacatamente no planeta.

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