IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


IRRITAÇÕES DE SÁBADO À TARDE

COMEMORAR A TRAMPA

 

O camarada Jerónimo vai fazer uma jantarada comemorativa das nacionalizações do 11 de Março, grande manifestação das mais amplas liberdades do camarada Cunhal.

Por mim, acho bem.

As consequências das nacionalizações e das barracadas que se lhes seguiram ainda hoje fazem uma profunda mossa na nossa vida colectiva. Foram, sem sombra de dúvida, o maior crime económico jamais cometido contra os interesses e o futuro dos portugueses. Os espanhóis, que conseguiram passar da ditadura para a democracia sem crimes deste tipo, que o digam. Ou nós que vejamos a diferença entre o que eles conseguiram a o buraco em que estamos metidos.

O camarada Jerónimo vai beber uns copos à saúde dos crimes do seu partido. Pois que os beba, que chafurde à vontade na merda que criou. Só lhe fica bem. E ficaria bem a todos nós, sobretudo aos que ainda são capazes de confundir socialismo com democracia, se tirássemos, do jantar do camarada Jerónimo, as devidas conclusões. A primeira das quais será a de perceber que não vamos a parte nenhuma enquanto gente desta tiver a influência que tem na nossa vida colectiva.

 

BUFARIAS

 

Aqui há tempos, o Irritado irritou-se contra uma fulana qualquer, que ninguém elegeu nem se sabe quem é, a qual, a fim (diz ela) de promover a moralidade e os bons costumes, se pôs a fiscalizar as navegações dos deputados na Internet.

Ao contrário do que, se houvesse democracia em vez de socialismo, seria de esperar, o governo não reagiu e o Procurador da República ficou quietinho. No fundo, tanto um como outro, gostaram da atitude da mulher. É o que significa o seu silêncio. E a mulher, em vez de ser liminarmente corrida, continua a fazer das suas no corredores do parlamento. Encorajada pelo êxito das suas moralizantes medidas, dedica-se agora a “escutar” o correio electrónico dos deputados.

Será que correio electrónico não é correio? Será que a correspondência deixou de ser inviolável? Será que a Constituição deixou de existir? Será que já não é crime abrir os envelopes dirigidos a terceiros? Será que a PIDE está de volta?

Parece que, para estas perguntas, há uma só resposta: sim.

 

 

O LOBO E O CORDEIRO

 

Os desgraçados que põem óleo fula nos depósitos dos carros não passam, no parecer do governo, de um bando de canalhas. Não, meus senhores, não se trata de estragar os automóveis, não tem a ver com o CO2, não se trata de desperdício de bens alimentrares. Trata-se, supremo crime, de fuga aos impostos.  Os tipos que põem óleo fula nos depósitos do gasóleo estão, objectivamente, a fugir aos impostos sobre os produtos petrolíferos! Embora não usem produtos petrolíferos! Ou seja, são culpados de fugir a impostos que não existem! Não, meus senhores, não é proibido pôr os motores a funcionar com óleo fula. O que é proibido é não pagar um imposto que não incide sobre o óleo fula que se usa!

E não se diga que se trata de não estar previsto o funcionamento de motores com este simpático bio-combustível. O socialismo apoia os bio-combustíveis sem cuidar da desgraça que são para a humanidade inteira. Mas, para o “pensamento” triunfante, a existência de tais produtos só é admissível se… pagar impostos!

Se não há impostos que se lhe apliquem, aplique-se-lhes uns impostos quaisquer.

Se não foste tu, foi o teu pai, dizia o lobo ao cordeiro. Profético Lafontaine!

 

GLOBETROTTERS

 

Uma campanha publicitária de grande impacto, a custar milhões, vem informar os cidadãos sobreos crimes contra a humanidade que vêm cometendo.

Explica a tal campanha: “se você der 15.000 voltas ao mundo, produz 31.000 toneladas de CO2”; e prossegue: “127.000 árvores levam 25 anos para anular 31.000 toneladas de CO2”.

Não se sabe o que pretende a organização que faz esta publicidade, nem quem a financia, nem que estudos levaram a tão surpreendentes conclusões.

Não se sabe se é o seu automóvel quem produz as 31.000 toneladas de CO2, se você comete tal crime de avião, ou se se trata de produto do seu suor, no caso de dar as tais 15.000 voltas ao mundo a pé .

Não se sabe se se trata só de números atirados à parede, ao calhas, a ver se colam.

Não se sabe que árvores são prescisas, se macieiras se carvalhos, se outra coisa qualquer.

 

O que se sabe, ou se sente enfiado pela cabeça abaixo, é que nem o super-homem deu 15.000 voltas ao mundo.

O que se sabe é que a natureza produz muito mais CO2 que o homem, mesmo que cada homem dê 15.000 voltas ao mundo.

O que se sabe é que há quem ande a ganhar dinheiro à custa dos papalvos que se deixam aterrorizar com estas patacoadas.

 

BIODESGRAÇAS

 

O camarada Louça diz que o camarada Pinto de Sousa, por apostar nos bio-combustíveis, está a condenar à fome os povos do terceiro mundo. É capaz de ter razão. Mas, pelo menos tão importante como isso, é o futuro que o senhor Pinto de Sousa prepara para todos nós.

Não tarda, vai haver subsídios para culturas extensivas e intensivas de matéria prima biológica.

Não tarda, os agricultores vão ser empurrados pelo senhor Pinto de Sousa para criar as bases físicas da calamidade.

Não tarda, os habituais parceiros do socialismo vão perfilar-se, na bicha das prebendas, para receber os almejados “incentivos”.

Não tarda nem alfaces produzimos.

O camarada Louça espinoteia. E a direita? Está a dormir, ou anda entretida a fazer cada vez mais asneiras?

 

UMA BOA NOTÍCIA

 

O mais notável causídico/hoteleiro da nossa praça, nóvel socialista, próximo presidente da “entidade” que vai dar cabo da zona ribeirinha de Lisboa, saíu à liça para defender as opções empresarias do camarada Coelho. Em artigo no “Público”, a criatura defende e justifica tais opções. Muito bem. Aprovado por aclamação.

O camarada Coelho é livre de aceitar os tachos que lhe oferecem. Que lhe façam bom proveito. Se o homem cumprir a promessa de se retirar da política, ficamos livres de um dos mais chatos demagogos da nossa praça, não mais teremos a desgraça de ouvir as suas patacoadas, não mais perderemos tempo com as justificações do injustificável em que o homem é especialista.

O senhor Mota que o ature!

 

António Borges de Carvalho

 

 


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