IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


“INTELIGÊNCIA”

 

No “Observador” de hoje aparece publicado um teste, ao que parece destinado a avaliar criancinhas da primária. Parece que o tal teste se tornou “viral”, palavrão destinado a dizer que foi visto por muita gente. Não é referida a autoria da coisa, se do ministério, se de algum brincalhão, sendo legítimo pensar, via critério de analfabetismo e estupidez, que será daquele.

Segundo o “Observador”, os adultos não são capazes de responder às perguntas, não se esclarecendo o que se passa com ou miúdos.

A título de exemplo, o jornal adianta as seguintes três perguntas:

  1. Como é que se pode multiplicar 66 por 1,5 sem recorrer a cálculos matemáticos?
  2. Onde é que há mais pescado: numa loja de animais de estimação ou no rio?
  3. Como se podem colocar dez pessoas em torno de uma mesa quadrada se quisermos ter o mesmo número de pessoas em todos os quatro lados?

Para ajudar os “estúpidos” leitores, o artigo revela estúpidas respostas “certas”. Como segue:

  1. Virando 66 de pernas para o ar.
  2. É na loja de animais, porque o que está no rio não foi pescado.
  3. A resposta é um boneco com sete pessoas à volta de uma mesa.

Observações:

  1. Ao virar 66 de pernas para o ar, vira-se 66 de pernas para o ar, não se multiplica coisa nenhuma.
  2. Um imperdoável castelhanismo, em que “pescado”, adjectivo em português, é usado como “pescado”, substantivo em castelhano.
  3. Insondável milagre da desmultiplicação das pessoas, apimentado com um maravilhoso pontapé na gramática: o predicado “podem colocar” a concordar com o complemento directo “dez pessoas”, não com o sujeito indeterminado, 3ª pessoa do singular em todas as línguas latinas.

  Assim, é provável que os pequenos alunos “testados”, se forem burros, dêem respostas “certas”, e que os adultos não analfabetos se irritem com as porcarias impingidas.

 

19.4.17



4 respostas a ““INTELIGÊNCIA””

  1. Desculpe voltar à vaca fria:QUARTOS – PREÇOS ELEVADOS OBRIGAM A VIVER EM CAMARATASO preço médio por quarto em Lisboa já ronda os 355 euros e no Porto os 268 euros. Até há alguns anos, o arrendamento de quartos destinava-se quase exclusivamente a estudantes. Agora, são também procurados por pessoas que são confrontadas com o facto de não conseguirem pagar uma renda de casa. A somar ao preço há outra novidade: o arrendamento partilhado, ou seja, em vez de pagar por quarto paga por cama, tendo de dividir o espaço com outras pessoas que não conhece. A verdade é que, para os senhorios, é uma verdadeira mina de ouro. Quanto mais pessoas num quarto, mais ganham. E há em vários anúncios a obrigatoriedade de arrendar no mínimo por seis meses. Um quarto com oito camas em que são pedidos 200 euros por cama, ao final do mês, dá 1600 EUROS POR QUARTO. Basta ao senhorio ter três nesta modalidade para arrecadar 4800 euros mensais. Há também “milagres” da multiplicação. Certo proprietário tinha seis quartos: usando paredes em pladur, os quartos ficaram com metade do tamanho, mas com O MESMO PREÇO – e em vez de 1500 euros passou a ganhar 3000 euros por mês. Tadinhos dos senhorios, né, Irritado? É assim este mundo: trabalhar é para otários. Vale mais estar sentadinho em casa a viver de rendas.

    1. Não sei se o que reporta é verdade mas, se o for, confesso que gostava de ter uns quartinhos para alugar.Se há, como diz, um problema “social”, então proponha que o Estado aplique nisso o dinheiro que saca a cerca de 30% dos cidadãos em impostos directos, e à malta toda em indirectos. Não compete aos senhorios pagar políticas sociais.

      1. O texto é de uma notícia de hoje. Se é verdade? Basta pesquisar casas ou quartos em qualquer site. Creio que não entendeu o ponto. Vai além do problema “social”, e sim, há um problema quando as cidades se tornam guetos de turistas, expulsando os locais devido à ganância dos senhorios. Além da ganância, isto é injusto e contraproducente. O senhorio não produz nada, não acrescenta valor: limita-se a sacar rendimento eterno de um bem básico – para o qual, muitas vezes, nada contribuiu – e a cavalgar a onda da especulação. Dinheiro gera dinheiro. Compra-se ou herda-se casas, está-se feito para a vida. É chular sem sair da cama. Trabalhar, produzir? Para quê?

        1. INTELIGÊNCIA? Emigrou?

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