IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INQUALIFICÁVEL BANDALHEIRA

Não me parece que as últimas notícias do governo do PS se refiram a crimes de maior. No fundo, tudo não passa da mais normal, habitual e reiterada aplicação prática da triunfante moral republicana que anima e informa a organização. Estamos fartos deste género de pecados, não são surpresa para ninguém, nem sequer escandalizam uma sociedade que, sem a escolher, segue gente desta.

O que é grave, gravíssimo, é o repugnante comportamento do chamado primeiro ministro. Foi um dos redactores responsáveis pela lei que condena à demissão os autores dos pecados em causa. Dir-se-ia que é, salvo fabricada amnésia, interprete “autêntico” do que tal, bem ou mal, tal lei estabelece. Mas, coitado, à semelhança de muitos (todos?) os seus esquecidos áulicos e aliados, já não sabe bem o que nela escreveu, nem porque a terá, convictamente, votado. Mostrando a massa de que é feito, resolveu atirar para as costas de terceiros a “interpretação” do que nela escreveu. Coitado, a lei caiu-lhe em cima, e adoptou a única fuga que tinha à mão. Mais uma entre centenas de vezes, atirou o odioso para as costas de terceiros, mesmo quando o “terceiro” é o próprio, de todos o mais autêntico. Vale tudo, até descer ao mais profundo da indignidade, desta feita acompanhado pelo seu principal lacaio e serventual trauliteiro, um tal Santos Silva, que acha que isso de lei é coisa que, se não convier ao PS, não se aplica. Acresce que o “parecer” pedido à PGR é coisa que, com férias pelo meio, só cá estará fora na próxima legislatura, isto é, quando outra lei, menos inconveniente, já estiver em vigor. O que soma à falta de honra e dignidade uma cobardia sem nome.

Os responsáveis directos pelos pecados, a meu ver, não devem demitir-se. Quem deve demitir-se é o chamado primeiro-ministro, um fulano que, em qualquer país da Europa ocidental, já estaria na rua sem possibilidade de regresso.

Mas assim não é em Portugal. Somos um país tolerante, sem acessos de dignidade. Uma choldra.

 

1.8.19

ET. Depois de publicado este post, dei de caras com um discurso inacreditável, proferido por um tal Porfírio, na sede do PS. Em substância, diz o indivíduo que a lei, “que o PS cumpre sempre”, deve ser “clarificada”, ou seja, que deve ser interpretada da forma que mais interessar ao partido. O que  a lei diz não interessa, a não ser que seja “interpretada de forma democrática”. Este discurso (pode lê-lo no Observador) confirma o que o post diz. Obrigado, ó Porfírio!

 



Uma resposta a “INQUALIFICÁVEL BANDALHEIRA”

  1. “Somos um país tolerante, sem acessos de dignidade. Uma choldra.”O PS e o ‘usurpador’ Bosta são o eterno saco de pancada, mas costuma guardar certo respeitinho ao status quo, às ‘instituições’ e outras fantasias. Só às vezes, raramente, corta até ao osso. É assim que se fala. A direito. Como dizem os ingleses, call a spade a spade. Portugal é uma choldra. E não é de agora. Durante 40 anos, políticos venais criaram e refinaram a choldra. V. sabe, esteve lá no início. Não faz parte da bandidagem, mas decidiu fechar os olhos a tudo que não quer ver. Se a coisa não mete xuxas ou comunas, para si são boatos. Não existe. Quando admitir que existe, sempre existiu, talvez veja que não basta trocar a máfia no poleiro; não basta mudar de governo. É preciso mudar o regime. Sem histerias de ditaduras, sem choradinhos sobre deitar fora o bebé com o banho. Já não há bebé. Já nem há banho. Só resta uma escuma pútrida, fétida. Nada temos a perder. Do chão não passamos.

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