IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INFRINGIMENTOS

O IRRITADO tem dito umas coisas sobre os rapazolas iraquianos envolvidos em gravíssima cena de pancadaria. Umas certas, outras, reconhece, nem por isso. Os tipos continuam por cá e, por alto serviço da SIC, contra-atacaram. Estão no seu direito de o fazer, e a SIC de os proteger.

As coisas não serão tão branco e preto como as notícias inculcavam. No entanto, em substância, fica a clara confissão da extrema violência com que os tipos deram cabo da cabeça do adversário. Será preciso mais para que se tornem arguidos? Parece que sim. O MNE aguarda burocracias várias, a PGR moita carrasco, a diplomacia continua com a tola na areia ao mesmo tempo que se desdobra em desculpas. É isto o mais importante do caso (depois, claro, da luta pela vida que é travada no hospital).

Entretando, o paleio jurídico-diplomático continua. Refiro-me à entrevista hoje dada pelo indispensável embaixador Seixas da Costa. Argumentação informada, com razão ou sem ela. O mais interessante, porém, é a contribuição do ilustre diplomata para o enriquecimento da pátria língua. Fala o senhor dos infringimentos dos rapazes. E repete, afastando enganos.  Faz inveja aos inconseguimentos da dona Assunção.

Consultados vários dicionários, o IRRITADO está em posição de eloguiar o neologismo, e mesmo de propor a Sexa o PR que dê uma condecoração ao nobre e culto senhor embaixador, pela sua alta valia linguística.

 

24.8.16



16 respostas a “INFRINGIMENTOS”

  1. Pois é, Sr Irritado, eis o que temos. Quem começa por entortar a lingua com que fala e pressupõe que pensa, como poderá agir direito? Como dizia o único “fassista” português relativamente aos políticos da 1a. Republica: “só floreados e ornamentos inúteis”.

  2. RETIRADO DO DICIONÁRIO:Significado de InfringimentoInfringimento é uma palavra derivada de infringirInfringir: v.t.d. Desrespeitar; não respeitar nem obedecer; violar uma lei e/ou uma norma; transgredir um regulamento: ele infringiu a lei e espera sua pena. Não confundir com: infligir(Etm. do latim: infringere)

    1. Pensei perguntar-lhe qual dicionário. Mas a boa pergunta (a boa resposta!) já foi escrita pelo FB, a quem muito agradeço.

  3. O Exmo. Seixas foi a um dicionário brasuca: http://dicio.com.br/infringimento/Curiosamente, fora do Brasil e de traduções manhosas, a palavra surge apenas numa acta do Parlamento Europeu de há 16 anos: surge três vezes, para ser preciso. Adivinhem quem a proferiu? Pois é: Seixas da Costa.Parece que o “infringimento” seixista (seixalista?) já vem de longe…

  4. “Dicionário brasuca” é uma expressão de xenofobia linguística muito injusta para um país que hoje publica alguns dos melhores dicionários da língua portuguesa – em geral, bem melhores do que os publicados em Portugal. E digo isto com a autoridade de quem possui praticamente todos, de cá e de lá.

    1. LOL “o abastardamento da Lingua Portugueza em curso”

  5. Chamar, ainda que indiretamente, “bastardos” aos cultores brasileiros da língua portuguesa é um gesto que não fica bem numa personalidade a quem já foi dado o privilégio de integrar um governo da nossa República.

    1. 1RO —Oh seu begueiro! ninguem chamou bastardo a ninguem! ….2NDO— O Doutor Oliveira Salazar é meu mentor (Presidente do Conselho)… como Dom Miguel (Rey de Portugal)PS: Se fosse Americano votaria TRUMP

      1. o discurso verdadeiro josephvsshttps://www.youtube.com/watch?v=6OQicO6A-io

  6. Acerca de INFRINGIR:O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou nesta terça-feira o Estado português ao pagamento de uma multa de 30 mil euros, mais 8819 mil euros para custas, por violação da liberdade de expressão. Em causa está um artigo de opinião do jornalista Filipe Luís publicado na revista Visão a 7 de Outubro de 2004 que questionava se o então primeiro-ministro Pedro Santana Lopes não tomaria “drogas” duras pelas reiteradas críticas que fazia ao comentador da TVI Marcelo Rebelo de Sousa.A revista Visão e o jornalista Filipe Luís foram condenados pelo Tribunal de Oeiras, em Novembro de 2010, a pagar uma indemnização a Pedro Santana Lopes por danos morais no valor de 30 mil euros devido ao conteúdo da crónica. O antigo primeiro-ministro tinha movido um processo cível contra a revista e contra o jornalista pelo que este escrevera na crónica com o título O Despertar do Presidente.Filipe Luís dizia nessa crónica que, por causa das críticas reiteradas do comentador no Jornal Nacional da TVI, “o primeiro-ministro mandou, um tanto ou quanto covardemente, o seu mais fiel servidor, Rui Gomes da Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, acusar Marcelo de mentiroso e deturpador, ameaçando com queixas à Alta Autoridade”. “Será um delírio provocado por consumo de drogas duras, uma nova originalidade nacional ou apenas um disparate sem nome?”, questionava Filipe Luís.Segundo alegou Santana Lopes, o artigo induziu na opinião pública portuguesa a ideia de que ele, então primeiro-ministro, “era um potencial consumidor de drogas duras”.Santana Lopes considerou que o artigo colocou em causa, “de forma grave e séria”, a sua consideração pessoal e profissional e ainda a sua capacidade para exercer o cargo. Por isso, pedia uma indemnização não inferior a 150 mil euros para compensar os danos não patrimoniais e patrimoniais.Em 2010, o Tribunal Cível de Oeiras deu razão a Santana Lopes e condenou a revista Visão e o jornalista ao pagamento de 30 mil euros por danos morais num processo intentado em 2004 pelo então ainda primeiro-ministro.Em 2012 o caso chegou ao Supremo Tribunal de Justiça que validou a sentença, que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, numa sentença desta terça-feira, adoptada por unanimidade pelos juízes da 4.ª secção, vem agora considerar uma violação da liberdade de expressão.

    1. Mais um custo para o contribuinte! O Estado devia agora obrigar os juízes que decidiram pela indemnização a pagar ao Santana, a terem de custearem na íntegra esta condenação do Estado Português.

      1. correcção: a custearem, integralmente do seu próprio bolso, esta condenação do Estado Português.

      2. Qual contribuinte? Condenada foi a revista e o jornalista!

        1. Qual contribuinte? É questão de “Rafael” ou de má-fé?É verdade que os tribunais portugueses condenaram a revista Visão e o jornalista. Porém, por causa disso, o Tribunal Europeu CONDENOU o Estado portugues a indemnizar a revista e o jornalista. Não condenou o Santana a devolver. Assim, não é o contribuinte que paga? Ou o “Rafael” substituirá o Estado, pagando do seu bolso?

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