Há uns tipos, filiados numa organização chamada “Expresso Diário”, que devem ter comprado o meu endereço nalguma “base de dados” e passam a vida a mandar-me mensagens electrónicas no noviportuguês do “acordo”. Muito bem, é o que se passa com um número crescente de especialistas, não valendo a pena resistir.
Poucas vezes abro as cartinhas. Hoje foi uma delas. Dei comigo a ler um escrito do impagável fulano do lacinho, grande educador da classe socialista. O homem dedicou-se a perorar sobre os sete a zero que demos a uns rapazes lá dos nortes, designados por estónios, ou estonianos, estonienses, o que quiserem, sempre a começar em estó, de Estónia. O nosso homem, dando largas aos seus vastos conhecimentos geográficos e geo-estratégicos, tratou os tipos por eslovenos. Não, não foi por engano. No texto, nove vezes cruzaram os infelizes a Europa de lés-a-lés, do Báltico ao Mediterrâneo, de Norte a Sul, transportados pela ignorância crassa do grande director, ou subdirector, ou lá o que é, do “Expresso”.
Noutro assunto, teve o escrevinhador toda a razão: disse que o chefe Costa precisava de ter, no chamado governo, uns ronaldos e uns quaresmas da política.
O problema é que tinham que ser muitos. Para meter golos na nossa baliza já lá os há com fartura, a começar pelo que mais manda.
9.6.16

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