IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


HÁ LIMITES PARA TUDO?

Há dias, ia o IRRITADO na A5 a pensar na vida, eis que o realejo da viatura desata a reproduzir uma canção do Sinatra. Sendo um “sinatreiro” antigo e feroz, o IRRITADO pôs-se à escuta. Quanto mais escutava, mais irritado ficava. É que não era o Sinatra a cantar, era outro tipo qualquer, um assassino desapiedado das boas canções do grande Frank.

Com os ouvidos a arder e a irritação a perturbar os reflexos, o IRRITADO esperou para ouvir o nome do dito assassino. Era o Carlos do Carmo!

O IRRITADO nada tem contra o Carlos do Carmo. É certo que não é uma figura simpática, é um tipo convencido e algo pedante. Mas é filho de uma grande fadista e é, ele mesmo, um fadista de alguma qualidade, afinadinho q.b.

Mas, que diabo, pôr-se a dar cabo do Sinatra ao mesmo tempo que diz admirá-lo… pôr-se a ganhar umas massas com corruptelas da música do homem… que diabo, há, ou devia haver limites! 

 

14.11.10

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “HÁ LIMITES PARA TUDO?”

  1. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
    Carlos Monteiro de Sousa

    Meu caro Irritado.Realmente śó o Carlos do Carmo e (alguns,se houver) familiares podem acreditar que o Sinatra é imitável!O Carlos do Carmo é um imbecil que entendeu que ser fadista era cantar as “tais duas notas musicais” que os comunas decretaram como sub-solo da arte e, portanto e em consequência destes elevados pensamentos chegou ao Ary dos Santos.Carlos do Carmo deixou de ser um fadista para ser um cretino intragável nas suas pretensões de intelectual. O Fado,que nunca fez parte das minhas preferências musicais,por nascimento e formação,encontrei-o na sequência do meu primeiro emprego na sede da Caixa Geral de Depósitos no Largo do Calhariz e aprendi a senti-lo e a comover-me com ele,com a minha falecida mulher que o cantava muito bem.Sabe,meu caro,dou por mim a pensar que o Almada escreveu ao Dantas a pensar no Carlos do Carmo.Um abraço doCarlos Monteiro de Sousa

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