IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GREVE GERAL

Depois de amanhã, a tropa de choque do Carvalho da Silva, do Louça, do Alegre e do careca da UGT arregimentará a tristeza nacional e, diz-se, vai parar o país.

Na última grande manifestação, com autocarros e tudo, esta gente juntou dez mil protestantes e transformou-os em cem mil.

Desta vez, não sendo precisos autocarros, a coisa vai fiar mais fino. Se houver dez por cento em greve, pela mesma ordem de ideias serão cem e, se fosse possível, transformariam vinte por cento em duzentos. Não importa o número dos que vão parar, porque a greve será sempre “um êxito”.

Trata de uma manifestação de empregados, os “privilegiados” da situação que o socialismo criou. Os que não têm emprego, que são quem mais precisa, não podem fazer greve.

Eis a consideração que esta malta tem pelos desempregados. Eis a consideração que os caudilhos da greve têm tem pela situação a que chegámos. Eis a consideração desta gente pela sorte dos que sofrem. Eis a defesa que fazem da economia, à qual, segundo cálculos eventualmente abalizados, causarão um prejuízo de muitas centenas de milhões de euros.

Para quê? Para nada que não seja agitar as massas, arranjar problemas, sobretudo para quem, realmente, os tem.

 

Bramarão a favor da “estabilidade do emprego” sem cuidar que a estabilidade de uns causa a instabilidade dos outros. Vociferarão contra as “políticas de direita”, sem perceber que as soluções, se as há, não estão à esquerda, e que quem causou os problemas foi a demagogia da esquerda, autora das tais políticas, não a direita, que não cheira o poder há uma data de anos. Ribombarão slogans a favor do “Estado social”, coisa que, como toda a gente sabe, tal como é não tem futuro nenhum. Atroarão os ares com palavras de ordem a favor das nacionalizações, sem se querer lembrar da miséria que causaram e ainda causam. Incharão de opiniões sobre o Estado salvador, o Messias da esquerda, obrigando as gentes a “perceber” que o Estado deve ser proprietário de tudo, como se não estivesse mais que provado que o Estado proprietário suga o sangue das nações sem criar sangue novo. Exigirão a mudança das leis do trabalho, não para que proporcionem mais emprego mas para que causem mais desemprego e mais miséria. Organizarão piquetes para impedir de trabalhar os que o querem fazer. Darão à coacção e ao anátema o nome de “liberdade”.

 

Há que reconhecer que muitas razões assistem a quem protesta. O problema não é esse. O problema é que o protesto é comandado por quem, por cegueira ideológica ou sede de poder, conscientemente procura encaminhar a sociedade para uma situação muitíssimo pior que aquela contra a qual diz lutar.

 

Os donos da greve geral não têm a mais remota intenção de melhorar a vida de quem está mal na vida. A sua táctica é protestar sempre que para tal houver motivo, não para ajudar a resolver os problemas mas para os agudizar, a fim de, sobre a terra queimada, comandar a revolta e ter ocasião de atingir o seu objectivo estratégico, a tomada do poder. Foi sempre assim. Quanto pior, melhor.

 

É para isso que as “massas” servem.

 

22.11.10

 

António Borges de Carvalho



22 respostas a “GREVE GERAL”

  1. Concordo com metade do artigo do Irritado: as greves não resolvem nada, e causam prejuízos ao país (em particular às empresas); os líderes sindicais são uns belos estupores; o Estado é totalmente incapaz de criar valor; tudo isto são queixumes e gritaria, sem uma única solução concreta. Discordo da outra metade: não foi a esquerda que causou a crise actual, a menos que os banqueiros e os “mercados” sejam de esquerda; as nacionalizações podem ter sido más, mas as privatizações que sabemos não foram melhores; e pior do que fazer esta greve, é não fazer NADA. Sim, sejamos realistas: com excepção destas greves e manifs, convocadas pelos “profissionais” do ofício, que tipo de protesto são os portugueses capazes de fazer, de forma organizada? Para além de umas bocas no café, e umas petições na internet, o que raio já fizemos para MUDAR alguma coisa, nos últimos 30 anos? O que propõe a direita, o que propõe o Irritado? Eis o que se depreende do seu artigo: a malta deve pagar e não bufar; aguardar calmamente que Sua Exa. Cavacal seja reeleita, e demita o Gang Xuxa; ir votar docilmente na direita (leia-se: PSD); e depois, se tivermos a sorte de o PM não se pirar, aguardar calmamente que as coisas melhorem. É isto, Irritado?

  2. Discordo do seu post.Os “donos da greve” não me parecem muito interessados nela…Trata-se, desta vez, de mostrar o “cartão vermelho” ao (des)governo e acabar com privilégios antigos de que esses senhores são (tb) há muito tempo beneficiados.

    1. Se, como diz, os donos da greve não estão muito interessados nela, acaba por estar de acordo comigo! O cartão vermelho ao governo é o que exibem os donos da greve. É o que leva a malta a parar. Mas os veros objectivos nada têm a ver com o governo. São um passo de uma coisa que, com a miséria que o socialismo criou, acham que pode estar próxima…

  3. O Irritado é outra face da moeda tecelão. Joga com o “campo inclinado”!Também tem uma visão “sui generis” da Democracia!

    1. Aí temos um inesperado insulto. A minha visão da democracia é (também) poder exprimir opiniões, mesmo que elas sejam o contrário da corrente em voga.Quanto ao “campo inclinado”, não sei o que seja.

      1. Caro Irritado, como foi afirmativo, esclareço:Insulto é uma forma de violência verbal, que em geral se utiliza palavras que visam humilhar, ou agredir, de alguma forma a vítima. Nada disso esteve presente no meu cometário, mas tão-somente dizer que também, eu, farei greve, e.assim, senti-me “atingido” pela sua (agressiva) opinião.Daí o meu comentário. Aliás, não é a primeira vez que manifesto discordância consigo.Quando comparei a sua opinião em contraponto ao tecelã apenas tive como escopo alertar para o perigo dos “campos inclinados” ( leia-se, capcioso – induzir a erro).

        1. Esta mente é um novelo cheio de nós cegos!!!

          1. Ó tecelão, que se passa contigo? É da actividade produtiva? Tens respeitado a periodicidade da medicação retard?Tem cuidado, olha que estás no período crítico.

        2. Está “perdoado”!O IRRITADO ficou irritadíssimo quando se viu colado a Tecelão, mesmo que do outro lado.Acho muito bem que faça greve. Está no seu direito. Ver-se-á se valeu a pena.

  4. Há gente que vive á margem do que se convencionou chamar democracia.Falta-lhes a escola,formação,principios e vivência democrática.São como a cortiça,vêm sempre ao de cima quando são presentes a questões de principio.Não conseguiram interiorisar que a greve é um direito inalienável dos trabalhadores depois do 25 de Abril.Podemos ou não concordar com a greve mas as regras democráticas obrigam-nos a aceitá-la,aliás como outras decisões.O fenómeno de massas não se aplica só quando convem ás nossas convicções ideológicas,elas sempre estiveram e hão-de estar no movimento da história da humanidade.Curioso!Inesperado insulto…Há um imbecil que vem aqui frequentemente lamber o irritado e destratar de forma soez quem ousar discordar dele,desta feita saltou a cancela e ofereceu-lhe a outra face da moeda ocupada pelo saco de boxe cá do blog.Acabou o silêncio cumplice,sobre as suas imbecilidades,HORROR! INESPERADO INSULTO.Vão-se lixar os dois!Digo eu que sou um ordinário militante!!!

    1. Ó tecelão, voltou a ficar de 4? Logo agora que parecia adquirir a posição vertical!Está em fase pré-demencial? Ou é apenas “animalesca”?Na verdade, quando parece uma pessoa “normal”, logo acaba por “descambar”!Quanto à questão de “lamber”, isso é “cátedra” sua.

      1. “animalesca” no sentido de psicopática.

  5. APLAUDO este post.Venha o FMI pôr ordem no bordel.

  6. Sou professor e leitor habitual deste blog. Já enviei par publicação no jornal da minha escola um ou outro post aqui colocado, dada a minha concordância com a visão geral dos assuntos abordados pelo “IRRITADO”Tenho no entanto um reparo a fazer: enganou-se no que respeita aos professores, à justeza da sua luta. Eu fui um deles, dos cem mil e não dez mil como diz(está mal informado…) e os sindicatos foram “a reboque”. Valeu a pena lutar para acabar contra a monstruosidade do concurso para professor TITULAR. O resto (Avaliação) continua na mesma, e mal. Mas isso é outra conversa.

    1. Um professor que concorda e faz alarde no jornal da sua escola das publicações deste blog,é urgente a sua avaliação!

      1. Ó tecelão, que se passa contigo? É da actividade produtiva? Tens respeitado a periodicidade da medicação retard?Tem cuidado, olha que estás no período crítico.

      2. Não vou entrar em polémicas sem sentido.Fica no entanto o meu amigo a saber que sou democrata e prezo muito a liberdade de pensamento e de acção. Não sou nenhum carneiro, e mal da escola que não é plural.

        1. Gostava de saber como é que explica aos seus alunos o estilo de prosa trauliteira,rasca e soez que o autor deste blog tantas vezes utiliza.

          1. Gostava de saber como consegues ser um verdadeiro palerma!!!

    2. Caro ProfessorObrigado por ir lendo o IRRITADO. Ainda mais por facultar aos seus alunos algumas opiniões do autor.Quanto aos dez ou cem mil, tive o cuidado de dizer que se tratava, de um lado, dos cálculos dos sindicatos e, por outro de um especialista nestas matérias. É verdade que tendo a acreditar mais no especialista. Também é verdade que as partes, normalmente, exageram os números a seu favor. Partindo do princípio que o especialista não é parte… concluí.Aliás, a manifestação a que me referia não era, especificamente, de professores.Quanto a avaliações, concursos, etc., sou incompetente. Mas não o sou, ou acho que não o sou, para ver o que se passa. Deixe que lhe diga que as “formas de luta” adoptadas não merecem a minha concordância. Acho até que a dignidade e a imagem pública da sua classe profissional muito têm perdido com tal luta, quer a classe tenha razão, quer não a tenha.

      1. Caros Professor e Irritado: Se me permitem opinar sem objectivos de polémica, vou referir dois factos que se passaram comigo nos meus 38 anos de empregado bancário, actualmente aposentado, com 68 anos de idade. Nos anos 80, tive alguns colegas que eram professores, mas que concorreram para bancários porque na altura, diziam, os bancos pagavam melhor que o estado. Depressa voltaram à primeira profissão, porque entretanto as situações se alteraram rapidamente. Tenho amigos bancários, cujas esposas eram professoras primárias, que ganhavam nessa altura menos que eles, como bancários, mas agora, na reforma, ganham quase o dobro dos maridos bancários. Isto só para referir que o Estado deveria pagar melhor aos professores no início da carreira, que é quando as despesas com os filhos implicam maiores gastos, e reduzir nas reformas, porque nessa altura já os filhos estão criados e independentes. Ainda há dias me encontrei com um vizinho, professor reformado assim como a esposa, que me confessava com a maior franqueza “agora até é dinheiro a mais… até já dei um carro ao (…) filho mais novo ! Pois esse casal de professores criou e formou os 4 filhos que tiveram, com muitos sacrifícios. Ainda me lembro de o ver raspar e retocar os pequenos pólos de ferrugem que iam aparecendo no Toyota que teve mais de 20 anos ! Tirem as dilações que vos aprouver.

        1. Sempre foi assim. Quem mais tem é quem mais grita. Por outras palavras, quem não chora não mama. A justiça, geral e social, nada tem a ver com isto.Obrigado pelo comentário.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *