IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GOVERNO E GALEGADAS

1 – Parece que o Costa anda a seguir os frutuosos exemplos do Rio. Novo governo, cheio de patadas na poça. Antes de mais, contemplar os seus, preparar um futuro em que se reveja: aí estão figuras tão “úteis” como o senhor PNSantos, a papagaia Ana Catarina, a miúda filha do outro e, monumental asneira, o Medina, cujas competências em matéria de finanças públicas ninguém conhece ou de que jamais alguém ouviu falar; resumindo, um leque de sucessores, qual deles mais inquietante. Ministros mais ou menos inúteis, ou contraproducentes, ou ignorados, ficam. Os que, apesar do chefe, deram alguma coisa que se visse, é vê-los: o que batia em quem se metesse com o PS mas lá ia funcionando, leva um pontapé pela escada a cima; o único com pés e cabeça, imagem pública algo positiva e capacidade de comunicação, Siza Vieira, rua! Aquele que deu raia na defesa, vai dar raia para os negócios estrangeiros. Uma senhora de méritos judiciais conhecidos mas político-administrativos inexistentes vai ocupar-se da política de Justiça. Um fiel socialista, cujos méritos culturais, para além do que consta nos tablóides, não se vislumbra, vai “aculturar-nos”.

E mais, muito mais. Tanta coisa anda pelos jornais, ainda que com pèzinhos da lã, por causa das moscas.

2 – A monumental galegada de dar os nomes dos ministros à SIC antes de os comunicar ao senhor de Belém é mais uma clara demonstração do desrespeito institucional do primeiro-ministro, assumido desta vez às mais desavergonhadas claras: aí temos o verdadeiro DDT da política nacional, convencido de que pode fazer tudo (e, se calhar, pode!) sem dar satisfações seja a quem for. A começar pelo Presidente, para que fique bem claro com que linhas se cose, e nos cose. Este indesmentível facto tem sido tratado pelos media como um fait divers sem importância de maior, o que muito nos diz sobre a subserviência e os interesses da nossa “informação”.

   

Esperança, zero. Confiança, nenhuma. A longa noite socialista aí está, escura de futuro mas brilhante de arrogância.

 

24.3.22



4 respostas a “GOVERNO E GALEGADAS”

  1. Essa da ‘longa noite socialista’ é forte, forte e irritante.Querer fazer analogia com outra ‘longa noite…’ é estar a dizer que vamos deixar de ler o Irritado?Irritado, acha mesmo que é isso que vai acontecer?Parece que já está a mudar a agulha abrasileirando-se com ‘pèzinho’ e ‘galegada’, mas batendo a bola baixa no ‘a começar pelo Presidente’ .Vá, sempre poderá dizer algo antes da longa noite, sem medo de ir parar a um convento, que o Costa para conseguir a maioria absoluta beneficiou dos votos de milhares de ex-coisos.E, valha-nos deus, vão cumprir aquela do aumento das pensões com retroactivos, que nem a guerra os faz parar.

  2. Caso pretenda irritar-se um pouco mais com o primeiro tema, sugiro uma visita a https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2022/03/o-impeto-reformador-do-pentavirato.html, onde o abordei uns dias antes de se ter a confirmação dos felizes contemplados…

  3. Pois é, Irritado, agora é que a carneirada a fez bonita. Meros onze anos após a bancarrota criminosa do Pinto de Sousa, voltou a dar a maioria e o poder absoluto à maior máfia do país. A máfia da sucata. A máfia do PS. Não há esperança para este penico em forma de país. Séculos de submissão monárquica, décadas de ditadura saloia e – pior que tudo – 45 anos de partidocracia podre criaram um povo apático, acrítico, amorfo, que nada exige e tudo tolera. O maior responsável pela domínio quase absoluto do PS é, como bem sabe, o seu PSD. O Bosta só teve de aproveitar: a propaganda da ‘gestão da pandemia’, cortesia do palhaço almirante, as desculpas do covid, a ânsia das esmolas europeias, a subida do salário mínimo, o medo do Chega, a implosão da esquerda, tudo se conjugou. Mas foi acima de tudo o seu PSD que perdeu. Foi o Rio, dirá. Pois. Mas há também muita gente que ainda se lembra do seu Passos. O cobrador dos mamões.

  4. Da lista de xuxas a que chamam governo, que dizer? O costume. É tão-só o costume. Chegado ao poleiro, para mais com maioria, o partido-gangue nomeia quem lhe dá na gana, faz o que lhe dá na gana. São todos iguais. Há anos que lhe digo que a política é não só um viveiro de chulos e pulhas, como um emprego para a vida. V. diz que não. Está à vista. É um emprego para a vida. Um tacho para a vida. Uma sinecura para a vida. E é tudo, tudo a mesma merda. Há anos que lhe digo que esta canalha precisa ter medo. Mamões e pulhíticos têm de ter medo. Se esta canalha nem sequer teme perder o tacho, porque terá sempre novos e melhores tachos públicos ou privados à espera – veja-se o Guterres, o Santana, o 44, o Merdina e um longo etc. – porque havia de temer ser responsabilizada pelo que faz no tacho? Pela gestão danosa, pela venda do país, pelos calotes e bancarrotas, pela corrupção, pelo dolo ou negligência? E se pulhíticos não temem, porque temeriam mamões como o Salgado, o Mexia, o Bava ou o Berardo? É por isto que nada muda, nada pode mudar. Enquanto não tiverem medo, medo a sério, só vai piorar.

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