IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GENTE DE BEM E GENTE DE MAL

 

Independentemente da posição que se assuma na polémica Ensino do Estado/Ensino Particular e Cooperativo, há factos liminarmente evidentes e juridicamente incontroversos que demonstram à saciedade, mais do que a ilegalidade, a fatal desonestidade do chamado governo, maxime da pérfida e hipócrita criatura – dona Alexandra Leitão – que manda, com o apoio do sindicato do PC, no esquerdíssimo indivíduo chamado ministro.

Antes de mais, há a despudorada manipulação de um parecer da PGR, em que é esgrimida, não a conclusão do dito mas, ipsis verbis, a argumentação da procuradora cujo voto foi vencido! Depois, há o virulento desrespeito pelos contratos firmados pelo Estado com as escolas, com o seu cortejo de prejuízos para as mesmas, para os alunos, para os professores, para os demais trabalhadores do sistema, para as famílias, amputados que são das legítimas e legais espectativas que o mesmo Estado, se fosse pessoa de bem, mesmo a contragosto da geringonça, respeitaria.

Há aqui duas questões.A primeira é a de saber o que cada um pensa sobre a utilidade e a necessidade dos chamados contratos de associação, onde as opiniõe se dividem entre os que preferem o domínio e o controle da educação pelo Estado e aqueles que optam por um sistema aberto em que, sem prejuízo financeiro do interesse geral, haja uma diversidade de oferta e de escolha por parte dos cidadãos. Tal questão pode ser objecto de decisões políticas, mas não deve, nem pode, ser decidida com base em  imoral desonestidade e fuga a compromissos firmados por parte das entidades públicas.

Estamos assim, não perante uma polémica político/ideológica, mas perante um caso, quase diria de polícia, que os tribunais, respeitando a lei, resolverão. E só há uma maneira os resolver: condenando o Estado a ser fiel ao que subscreveu.

É certo que a protoditadura que sobre nós se abateu terá ainda muitas armas a esgrimir, todas elas demonstrativas da filosofia gonçalvista que a anima: quem manda somos nós, os fins justificam os meios e quem está contra nós está contra o país.

Vai ser bonito!

 

16.6.16



10 respostas a “GENTE DE BEM E GENTE DE MAL”

  1. Discordo que «o Estado deve ser fiel ao que subscreveu». É que nesse saco cabem todas e quaisquer decisões tomadas por políticos à revelia da população – e dos contribuintes que as pagam.Estas decisões, vulgarmente ruinosas e não raramente criminosas, podem e devem ser revertidas em nome do interesse público. Em paralelo, como é evidente, os responsáveis devem ser… responsabilizados. A posição do Irritado, que lhe dá jeito porque protege as escolas privadas e o seu governo, é a mesma que protege obscenidades como as PPP atrás de contratos ditos “blindados”. Só os mamões são blindados; os contribuintes são sempre esfarrapados.

  2. Os contratos são para se cumprir e honrar. Existe a figura do contrato leonino, não daqueles leões que já estão tão habituados ao jejum que já não comem nada, mas de outros que se tem habituado a devorar sempre o mesmo carneiro – o Povo. Esses devem ser anulados, mas dentro das regras. Tanto mais que um estado de direito pressupõe que o poder – do Povo em caso de democracia – seja exercido de acordo com o direito. Sr. Irritado, já vi em outras apreciações suas, um maior recurso ao juízo para aferir dos atos da governação e da AR. Neste caso, não caso não é necessário trazer a honestidade para a análise. A lei não necessita. Delinquentes honestos e de consciência tranquila é o que mais abunda. Sr. Filipe Bastos, lei quando convém não. Agarramo-nos a quê.

  3. Muito admirado fiquei que diga “… os tribunais, respeitando a lei,…”. Com efeito, já aqui li tanta desconsideração para com os tribunais que fiquei deveras preocupado preocupado com tal posição de alguém que já foi deputado.Agora, para defender a “mama dos mamões”, há que recorrer aos tribunais? E acerca dos direitos dos funcionários públicos, decorrentes dos contratos celebrados com mesmo Estado, o que disse vª excia.?

    1. No caso dos tribunais, emendo: em vez de “respeitando a lei”, leia-se “de acordo com a lei”.2. No caso dos “mamões”, pergunto outra vez: já alguém fez as contas ao que sai mais caro e ao que sai mais barato aos contribuintes?

      1. Eu já fiz as contas, há muito tempo. Sai mais caro aos contribuintes pagar as duas. Mas, posso garantir com toda a segurança que, numa cooperativa de ensino, os custos com cimento e outros materiais de construção, em determinado período já ido imputados à cooperativa, ainda teria sobrado material para fazer mais de cinco edifícios idênticos aos existentes. Questão: quais os “cooperantes” que decidiram utilizar esse material e onde foi utilizado?

        1. O seu comentário só prova que não fez contas. Como para a geringonça, o que lhe interessa é a aplicação totalitária da ideologia.

          1. A sua resposta comprova que fez as contas e… tirou o proveito delas. O que lhe interessa é a aplicação totalitária da “ideologia” (em boa verdade: dinheiro).

  4. Sr. Picaroto, só a vontade explícita da maioria da população pode obrigar o Estado e é digna de respeito. Não a decisão tomada pelo pulhítico A ou B, sem dar cavaco a ninguém, para encher este ou aquele compincha.Ou seja, sem referendo ou outro voto directo, sem consultar quem paga, para mim vale zero. O mesmo se aplica à sacrossanta Constituição, ou à abstrusa produção do bordel paralamentar.Anónimo, é verdade: aqui pelo blog os tribunais e magistrados são cancros nacionais. Menos quando dão jeito. Nessas ocasiões são gente impecável, fantástica. Basta que dêem razão à laranjada.

    1. Sr Filipe Bastos, a “maioria da população ” não tem vontade expressa porque não é nada. Apenas o Povo e cada indivíduo têm vontades expressas. O estado é apenas o o aparelho, ou seja, o conjunto de órgãos para a aplicação da vontade do Povo a qual está contida nas regras a que cada um deve obedecer. Numa democracia o Povo representa o Soberano:- A Nação durante o Estado Novo.- D. Afonso Henriques a D. José durante a monarquia.- A Bagunçada na primeira República e pós 25 de Abril de 1974.- D. Maria I a D. Manuel deixo à apreciação do Sr Irritado.E não havia dúvidas:- Tudo pela Nação, nada contra a Nação.- O Mestre de Aviz era bastardo. D. João I legítimo e aclamado.Agora a figurinha do Bordalo Pinheiro está incrustada na mente dos portugueses para gáudio de elitistas ignorantes.Que fazer?

      1. Sr. Picaroto, a ver se nos entendemos: se num referendo a maioria votar fazer assim ou assado, então essa é a vontade da maioria da população. Ou não é?D. Afonso Henriques, D. José, Salazar, António Bosta, todos eles decidiram e decidem o que lhes dá na gana, sem consultar a população. Ora é a população, o povo, que paga as decisões. Logo, deve ser este a tomar as decisões, ou pelo menos a validá-las.

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