O Irritado não costuma meter-se em futebóis. Mas gosta de ver uns jogos. Na televisão, como é evidente.
Outro dia assistiu ao Sporting-Porto, para a taça. Como o Irritado é benfiquista, estava numa postura calma e independente, ainda que, confessa, se tivesse que torcer, torcia pelo Sporting.
Foi um espectáculo degradante. Não por causa dos jogadores, mas por causa do árbitro. Não houve asneira que não fizesse. Penaltis por marcar, aos molhos. Cartões amarelos, a torto e a direito. Expulsões, foi vê-las. Livres, à toa, sem mais nem menos. Indescritível.
Não pode dizer-se que o árbitro estivesse ali para beneficiar uma ou outra equipa. Estava ali para dar cabo do jogo, para alardear a sua estupidez, a sua incompetência, a sua ignorância, a sua cegueira, o seu absoluto desprezo pelos jogadores e pelas regras do jogo.
Um escândalo. Uma porcaria sem nome.
É evidente que, se a arbitragem fosse outra, o resultado do jogo teria sido completamente diferente. Não sei quem teria ganho, mas sei que o seria diferente. Tristemente, sem merecimento, o Porto acabou por ganhar pela simples razão que alguém teria que o fazer.
Mais grave, porém, que esta inenarrável pantominice, foi que uma gente qualquer que terá por missão avaliar os árbitros achou que o fulano e os seus bandeirinhas eram uns tipos bestiais. E, em vez de correr com aquela gente da profissão, imediatamente, sem processo porque o delito foi flagrante e está registado em vídeo, moveu um processo a quem protestou contra a miserável incompetência dos fulanos.
Não é só na justiça que não há Justiça. É por toda a parte, nesta pobre terra.
16.08
IRRITADO

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