Numa entrevista qualquer, Passos Coelho disse que o novo presidente da CGD tinha tido informações sobre a situação da organização sem ter (ainda) título para tal.
Verdade? Mentira? Ninguém sabe.
O tal novo presidente, chateado, veio pôr no jornal um desmentido: que não senhor, não tinha tido acesso a nenhuma “informação privilegiada”.
Verdade? Mentira? Ninguém sabe.
Engraçado é imaginar as coisas. Se é verdade o que disse Passos Coelho, a crítica só pode ser a de se achar que a informação de que o “acusado” se serviu devia ser pública, o que não parece lá muito razoável. Se é verdade o que diz o desmentidor, então confessa ter aceite o cargo sem fazer ideia nenhuma do que o esperava, o que não se pode dizer que seja lá muito prestigiante.
A não ser que… o acrescento do adjectivo “privilegiada” traga água no bico. O senhor Domingos estará a dizer que teve onformação não “privilegiada”, sendo que, como é evidente, teve informação que classificou como muito bem lhe deu na bola.
Neste caso, Passos Coelho passa a ter razão.
Conclusão: o novo presidente da CGD, que já meteu água uma data de vezes – os seus convidados que o digam -, reincidiu, perdendo uma óptima ocasião para estar calado.
Enfim, pode ser que que tenhamos a sorte de mais esta descoberta da geringonça dar bom resultado. Mas, para já, as coisas não cheiram nada bem.
Façam figas.
23.10.16

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