Há dias, publicaram os jornais uma decisão judicial que condena a CML a pagar mais de 90 milhões de euros a uma família que que viu um seu terreno expropriado para utilidade pública, e depois deu com ele vendido, devidamente loteado, para construção de prédios de rendimento. Exemplar.
Uns tipos de Pedrógão, diz-se que mais de vinte, resolveram reabilitar casas secundárias e transformar barracões em moradias com os dinheiros alocados para reabilitação de residências habituais. Exemplar.
O governo pegou nos 54 milhões oferecidos por Bruxelas para acorrer às necessidades de reconstrução provocadas pelos incêndios, aplicou 24 para o efeito e pegou nos restante 30 para outros fins. Exemplar.
Se este país existir mesmo enquanto tal (Estado de direito), espera-se que os oportunistas dos incêndios e o chamado governo sejam judicialmente responsabilizados pela forma “ligeira” como tratam os dinheiros dos outros. Como, no primeiro exemplo, aconteceu com a CML.
O mais provável será esperar em vão.
4.9.18

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