IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ESTREMEÇÕES DE MORALIDADE

 

Grande emoção nacional acerca do Audi do ministro da Vespa!

O assunto assume contornos da mais alta importância, diria quase cósmica, de tão relevante matéria. Não há jornal, telejornal, rádio, pensador, opinador que a tal se não refira, presa da maior inquietação.

Então não é que um ministro que, no seu dia-a-dia antes de o ser, se deslocava numa Vespa, agora anda num Audi, ao que consta veículo da melhor qualidade e alto preço. Demagogo, aldrabão, oportunista, um nunca acabar de adjectivos destinados, à falta de melhor, a dar cabo do homenzinho.

Já foi explicado que o maravilhoso meio de transporte, motivo de generalizada inveja, foi adquirido por, ou para, um secretário de Estado do governo do senhor Pinto de Sousa, e que o ministro mais não faz que usar o meio de transporte que a secretaria-geral do ministério terá posto ao seu serviço.

Cais quê! O ministro, já que, antes, andava de Vespa, não tem o direito de mudar de meio de transporte pelo simples facto de ser ministro! Vá de Vespa, que vai muito bem! Sobretudo se estiver a chover. Se não for sozinho, isto é, se levar alguma secretária ou algum funcionário consigo, então que vá à frente, de Vespa e, atrás, num carrão qualquer, o seu pessoal. Quanto ao Audi, haverá que o vender em segunda mão e, quem sabe, comprar, para os dias de chuva, um Opel Corsa, evidentemente mais caro que o valor de retoma do execrável Audi.

 

Os limites da inveja e da malquerença são coisa que nem o mais sabido psicólogo saberá estabelecer.     

 

5.12.11

 

António Borges de Carvalho



24 respostas a “ESTREMEÇÕES DE MORALIDADE”

  1. INVEJA. Cá está novamente esta palavra. Ora vejamos: O CARRO Audi A7 3.0 V6 TDI quattro S tronic, com 245 cavalos, mudanças automáticas, e tracção integral. Custa 82 mil euros. Mais uns extras, ficou em 86 mil – bastante aquém do famoso Audi de Santana Lopes, mas não se pode ter tudo. 86 MIL EUROS são: 12 anos de salário mínimo; 7 anos de salário médio; um T1 em Lisboa; um T2 fora de Lisboa; cinco Opel Corsa; dois Audi A4, dois Mercedes C180, dois Volkswagen Passat, dois Renault Laguna… Mas o custo não ficará por aqui: acrescem as despesas do contrato (AOV), que são proporcionais ao popó. O CONTRATO Como até o Prof. Martelo assinalou, sendo o Estado o maior cliente deste segmento em Portugal, é óbvio que podia ser cancelado ou renegociado. Ou a SIVA preferia perder este cliente? Quanto a vendê-lo, diz o Irritado que valeria menos que um Corsa. Um Audi A7 novo, com 0 Km? Há-de contar-nos onde compra os carros. OS RESPONSÁVEIS A compra foi ordenada pelo ex-Sec. Estado Carlos Zorrinho, hoje ilustre paralamentar. Ninguém o incomodou. Ficará naturalmente impune, pois é “tudo legal”. Foi efectuada pela Agência Nacional de Compras Públicas, cujos responsáveis também não foram questionados. Certamente apenas “cumpriram o seu dever”. E foi validada pelo actual Governo, que é obviamente “alheio à situação”. O SR. MOTA SOARES Logo por azar, calhou ao Ministro da Vespa – que, por duplo azar, é o da Solidariedade e Segurança Social. Caladinho e contente, entre austeros cortes nos contribuintes e nos pensionistas, é vê-lo agora na sua merecida bomba. Assim dá gosto. De Vespa para Audi A7 – eis genuína evolução em tempo de crise. CONCLUSÕES Aceitar este carro, noutra altura, seria um abuso e um escândalo. Aceitar este carro, nesta altura, é um insulto. É cuspir-nos na cara. Mesmo dando de barato que um Ministro use um bom carro, nas suas funções oficiais, que raio acrescenta este topo-de-gama a um “banal” Audi A4, ou VW Passat? Governa melhor por causa disso? Ou é para “impressionar” os convidados estrangeiros, com a sua grande bomba? Num país falido e pelintra, achará que os impressiona pela positiva? Mais: o Governo troca constantemente de carros – não sabe que perde dinheiro nos modelos mais caros, no equipamento, na manutenção, e até na troca? Os políticos e a Agência de Compras não sabem disto? Saber, talvez saibam – mas estão-se a borrifar. Alguém, que não eles, há-de pagar. E é esta gente que nos diz que vivemos acima das nossas posses? Chamar INVEJA ao que sentem contribuintes e reformados, ao ver mais este exemplo, é… nem direi o que é, apenas por respeito ao autor.

    1. Logo hoje, que recebo da SS a informação de que me foi “oficiosamente fixada a contribuição a pagar mensalmente no valor de €124,09”, como trabalhador independente (recibo verde).Isto apesar de legalmente estar isento e ter requerido essa isenção há 8 meses (sem decisão, apesar de ser acto vinculado).Será para pagar o “pópó”?Caro Irritado, é esta a minha inveja?

    2. Touché!De carros novos, v. sabe muito mais que eu.Confesso que tenho um fraquinho por bombas. O problema, que não é problema nenhum, é que, desde os idos de 70, não sei o que é comprar um carro novo. Mas tenho um Jaguar, caraças! Juro que me custou menos que um Opel Corsa novo. De vez em quando, vou a Cascais de Jaguar. É uma maravilha! De resto, ando num Mercedes com motorista, daqueles da Carris.Confessando a minha ignorância em matéria de preços de Audis novos – gostava de ter um A8 – bem como das catracas para os adquirir, tiro o chapéu à sua sabedoria e modero as minhas opiniões acerca do tipo da Vespa, bem como, neste particular, aos “invejosos”.

    3. Mas quem é este “artista” comentador que confunde um A7 com um A6 ??? são coisas bem diferentes. Por outro lado o Prof.Marcelo tanto comenta que às vezes mete água e diz imprecisões. Sabe pouco deste tipo de negócios e dos contratos “blindados” que as empresas de leasing e de renting fazem e não é a SIVA que os faz, apenas vende os carros já que é o importador da marca, pelo que isso do poder de negociação pode ter lugar na discussão do preço, mas depois de assinado só atarvés do resgate se consegue acabar com o contrato. Seja como fôr, o preço deste A6 – a ser verdadeiro – só se justifica se vier com muitos extras e ninguém questiona como foi feita a encomenda ???

      1. Caro AJM, Um Audi A6? Então, não se fique por aqui: o DN, o CM, o Expresso, a TVI, etc., estão todos enganados. Talvez se tenham guiado por mim, quem sabe. Mas não fique triste: o motor é o mesmo, e o resto é semelhante – 245 cavalinhos, caixa automática, tracção integral. Será “dignidade” suficiente para o seu Ministro? Bem sei que não é o A8 do saudoso Santana, que custou 100.000 euros (ou 115.000, as opiniões dividem-se) há 8 anos, mas… que quer, agora estamos em “austeridade”. Quanto aos contratos “blindados”, a exemplo das “irremediáveis” PPPs, uma ideia: que tal contratar essa malta para vincular os Governos às suas promessas eleitorais? Já imaginou a massa que o Estado anda a perder, só em incumprimentos e penalizações? É que quando se trata de SACAR, só mesmo os contribuintes e os pensionistas é que não estão blindados. Do seu dedicado artistaFB

        1. Meu caro FilipeJá percebi que “gosta” muito de automóveis…o que desde logo é bom…pois temos de nos deslocar todos os dias e o sistema de transportes públicos nas grandes cidades é miserável. Mas o carro é de facto um A6 …. basta ver as imagens na TV… e não costumo enganar-me….e os jornalistas são uns seguidistas e percebem pouco de modelos de alta gama…só andam de Corsa, Punto e Polos …. mas no fundo é irrelevante ser A6, A7 ou A8 ….porque os preços variam mais em função das motorizações, dos extras do que dos modelos… Como não sou das relações do Ministro, nem tenho informação privilegiada, não consigo saber só pelas imagens, se o dito veículo tem 245 cavalos, caixa automática, tracção integral, etc…. o que a ser verdade acho uma “encomenda” despudorada, já que há outros AUDIs A6 noutros Ministérios de uma gama bem mais baixa…..e que ninguém questionou. Agora “acusar” este Ministro por este tema acho um abuso e um desperdício de forças.Quanto aos contratos e à sua força de lei é outra “conversa”…um pouco na sequência da muito em moda questão dos “direitos adquiridos” à conta dos quais as empresas públicas -falidas- de transportes continuam a ter Acordos de Empresa vergonhosos e ofensivos para os restantes trabalhadores de empresas em dificuldades, com subsídios por tudo e por nada que resultam num salário mensal final bem recheado.Se é para haver moralidade….então temos todos de cumprir e pagar !! A renda mensal do leasing do carro do Ministro é um fait-divers!!!!

  2. Sem comentários!

  3. SEM COMENTÀRIOS

  4. Pois é.!! Isto é claramente um sinal de que não há nada mais importante para se comentar do que um automóvel comprado e encomendado pelo Governo Sócrates que como todos sabemos (e vamos pagar) era altamente despesista. Se os comentadores soubessem algo da vida empresarial deviam conhecer o regime de “renting” que as empresas utilizam e o Governo adoptou neste caso. Parece completamente demagógico e populista estar a azucrinar a vida do Ministro por causa deste carro.

    1. O Governo PS, só despesista, caro AJM? E que tal IRRESPONSÁVEL? E ALDRABÃO? E MAFIOSO? E quem é que prometeu a responsabilização dos políticos, caro AJM? Quem prometeu averiguar e punir a gestão danosa de cargos públicos? Quem prometeu fazer uma auditoria rigorosa, e apresentá-la ao país? Quem prometeu alterar leis, acabar com tachos e boys (está a ver a CGD?), adjudicações manhosas, contratos ruinosos, PPPs criminosas? Quem prometeu atacar as gorduras do Estado, Fundações, Institutos, e outras fábricas de tachos? Quem criticou os PECs desastrosos do PS, e a recessão que vieram agravar? Quem prometeu evitar cortes brutais nos rendimentos e impostos insanos, e dinamizar o tecido empresarial? Não sabe, pois não? Só sabe que foi o Governo PS que encomendou o popó. E este Governo, coitado, não pode fazer nada, não é? Tem maioria absoluta, tem a faca e o queijo, tem as costas largas com a crise e com a Troika, mas está de mãos atadas – excepto para SACAR à maralha. Aí, já tudo naice. Olhe, como dizia o outro: porreiro, pá! ———————— P.S. Por acaso não será o mesmo António José Mocho que foi adjunto do Mira “Semp’Aviar” Amaral, e director da Galp, pois não, Tozé?

      1. Caro Filipe, na mouche”!Este mocho é uma “coruja”, que “por acaso” é esse “gatuno”.

      2. Justamente…ainda bem que me identifica. Com todo o gosto fui Adjunto do melhor Ministro da Indústria e Energia que o país teve….e depois trabalhei na Galp uma empresa que ainda hoje se mantém na vanguarda com as acções em alta e dando emprego a mais de 7.500 portugueses. Penso que isto não será um grande “defeito” e me dá o direito a estar agora reformado após ter descontado para a Segurança Social durante 36 anos seguidos. A democracia, felizmente, permite-nos ter opiniões diversas e conceitos diferentes. Pelo que vejo está deveras zangado com o ex-Governo do PS e agora com o novo do PSD/CDS que a maioria dos portugueses elegeu. Foram estes os escolhidos quer gostemos ou não. Claro que o anterior Governo no seu 2º. mandato e na fase final entrou em paranóia e atingiu o limiar da irresponsabilidade…..por isso, foi um bom indício ter havido eleições. Agora, há que esperar e não querer que se recomponham os desmandos feitos em 6 anos num curto espaço de 6 meses, mas também é verdade que não me revejo em muitas das medidas mais recentes….cortando nas pensões que são apenas e unicamente a “devolução” daquilo que descontámos …… se tivessemos descontado para uma conta seguro já não ficávamos sujeitos a isto….contudo, quem foi eleito foram eles e não nós!Mas afinal foi ou não o Governo PS que encomendou um pópó de 245 CV e tracção integral para um Secretário de Estado ??? seguindo o mesmo critério, nem sei que modelo deveria ser encomendado para um Ministro …..bem razão tinha o Santana Lopes em querer um A8!!! Rescindir o contrato de leasing ou devolver o carro não me traz qualquer felicidade.

        1. Já agora diga-me, a reforma milionária e manhosa que o tal melhor ministro da industria se amanhou na CGD,tambem se enquadra na tipica reforma que descontámos e este governo nos rouba?

        2. O Sr. AJM identificou-se, e argumenta perante desconhecidos, num fórum que – graças ao Irritado – não é censurado. A maioria não tem coragem para tanto, limita-se a mamar direitos “adquiridos”, e a fugir a qualquer contraditório. Isto tem valor, Sr. AJM, e dou-lhe esse devido valor. Dito isto, receio que discordemos em (quase) tudo o resto. O “melhor Ministro da Indústria e da Energia que o país teve” não ficou tão conhecido pelas suas façanhas ministeriais, como pelos MEGA-TACHOS que acumulou depois – incluindo a sua MAMA actual na VERGONHOSA ditadura angolana. Ou vai dizer-me que a família dos Santos é democrática, ou que o Mira Amaral não foi mero testa-de-ferro do regime vigente, na vergonhosa “venda” do BPN? Será que algum detergente lava mais branco do que isto? Esqueça que foi adjunto da criatura, se for possível, e a lealdade que acha que lhe deve: o que fez Mira Amaral pelo país? Em que é que nos serviu, além de se encher a si (ele) próprio? Seja concreto. Quanto à Galp, emprega muita gente e tem lucros chorudos, é verdade. Mas isso não terá a ver com um MONOPÓLIO natural, que foi vendido ao desbarato pelo CENTRÃO que nos desgoverna há demasiado tempo, e do qual o Sr. AJM fez parte? Pense bem: também não foi assim com a EDP, e com a PT? Pagamos combustíveis caros, electricidade cada vez mais cara, comunicações caras… e todos estes ex-monopólios do Estado têm lucros chorudos! Que coincidência, não é? Quem promoveu estes negócios, terá acautelado os interesses do Estado? Sabe certamente que outros países detêm participações importantes – cá chamam-se “golden shares” – em empresas ditas estratégicas. Nós abdicámos e vamos abdicar do que é/era NOSSO (salvo seja), a preço de saldo, e pagamos mais do que outros países mais evoluídos, com um nível de vida muito superior, por serviços equivalentes ou inferiores. Porquê? Porque somos espertos! É a nossa “economia de mercado”, certamente… —— Quanto ao Audi A8 do Santana, olhe, concordo: até devia ter sido um A16, caso existisse. O Santana há-de ter novo TACHO, porque não sabe fazer mais nada, e a Audi há-de chegar ao A16, eventualmente. Logo, resta esperar. Se não for um Governo PS a encomendá-lo, há-de ser um autarca PSD. Duma coisa tenho a certeza: quem o irá PAGAR.

          1. Meu caro interlocutor….sempre dei a cara pelo que faço e pelo que penso. Apesar das divergências ainda merece um novo esclarecimento….para repor a verdade sobre aquilo que se insiste em dizer sobre o tal Mira Amaral.Mira Amaral já trabalhava antes de ir para o Governo. Foi quadro da EDP e do Banco de Fomento e quando chegou ao Governo (em 1985) já tinha 16 anos de vida profissional. Ao sair do Governo, regressou ao seu Banco de origem (Banco de Fomento Nacional), aquele em que estava antes, o qual foi depois comprado pelo Grupo BPI e onde então chegou a Administrador. Não foi, como muitos ex-Ministros, para gestor público em empresas públicas ou para Institutos do Estado.Mais tarde (ou seja, 8 anos depois), teve a infeliz ideia de aceitar o convite do Governo para ir para a CGD, apesar de ir perder dinheiro em relação ao pacote financeiro de que já usufruía no BPI, tendo ainda sido mal tratado pelo Governo PSD/PP do conhecido Santana Lopes. Na CGD, esteve dois anos como gestor público, e nesse período ganhou menos do que auferia antes no sector privado (BPI).Quando saiu e se demitiu com 60 anos, reformou-se da CGD, ao abrigo do Regime de Pensão Unificada, para o qual contaram as contribuições que fez ao longo de 38 anos de carreira contributiva para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações. Este é o erro habitual que os críticos mais desonestos ou menos informados gostam de lançar pois a sua reforma não é devida apenas aos dois anos da CGD mas sim aos 38 anos de carreira contributiva para a qual contam obviamente os dois anos da CGD. Por outro lado, a sua reforma não é, nem nunca foi de 18.000 €uros como se diz correntemente, mas sim de 11.000 €uros (agora tamb+em reduzidos), resultante dos factos atrás referidos. Se não tivesse ido para a CGD, ter-se-ia reformado como Administrador do BPI com 10.000 €uros, ou seja, “apenas” menos 1 000 €uros! Ao contrário de muitos outros, não conheceu a banca e o sector da energia depois de estar no Governo. Já lá estava antes. Ponto final.Curiosamente, você também alinha na habitual confusão sobre a GALP. Se há negócio onde a concorrência existe é aqui. Então a REPSOL, a CEPSA, a BP não são grandes companhias estrangeiras a actuarem no sector ?? E são controladas pela GALP ?? Ridículo.Mas isto é outra divergência de fundo a que não me vou dedicar agora. Boas Festas.

          2. Se o que aqui diz corresponde à verdade, merece o meu mais sincero pedido de desculpas pelo comentário que “supra” fiz.Na verdade o erro na informação que me deram, aliado à série de conhecidos políticos “gatunos” não justifica tal comentário.Como não creio que se identifique mentindo, PEÇO DESCULPA PELO COMENTÁRIO ACINTOSO QUE PROFERI.

          3. BEMVINDO ao clube das pesoas sérias e honestas. Obrigado, em nome do visado, pelo pedido de desculpas. De facto, está generalizada esta opinião. Como calcula, o Mira Amaral não é perfeito, nem fez só coisas boas, mas a dignidade e seriedade é inquestionável e todos nós nos sentiriamos injustiçados se acontecesse connosco. Claro que é a pura das verdades e pode ser demonstrado por documentos. Aliás, a VISÃO de hoje já traz esta “correcção” bem como a de outros politicos. Fico muito contente por ainda encontrar nos blogs pessoas do seu carácter. As divergências de opinião são salutares e neste debate tenho alguma pena por muitas vezes ter de lhe dar razão nos seus comentários a este Governo, já que quanto ao anterior nem vale a pena gastar cera com tão mau defunto. E cá vamos pagando….Até mais.

          4. Finalmente alguem avalizado conseguiu mudar a minha oipinião sobre o melhor ex ministro da industria.Afinal a sua amanhada reforma não é de 18000 ,mas sim de 11000 euros.Como a gente se engana sobre as pessoas!!!

          5. Assim é na verdade. Convenhamos que mesmo assim, 11.000€ não é nada mau….mas nas Reformas e nas Pensões unificadas só se “recebe” de volta o valor correspondente ao que se descontou ao longo dos anos. Daí que quem mais descontou mais recebe!!

          6. Essa da reforma do ex melhor ministro da industria reflectir os descontos praticados,fica por provar.Como se não soubessemos as maningâncias feitas com as reformas dos boys que vão para a CGD!!!

          7. Caro AJM, Não pude responder-lhe mais cedo, mas antes tarde que nunca: 1. O amável “convite” que o Mira Amaral aceitou para a CGD, foi apenas mais um job, neste caso mega-job, para um mega-boy, via cartão partidário. O costume. Ainda há poucos meses o PSD enviou novos amáveis convites para altos cargos na CGD, que, estranhamente, também foram aceites. Diz que ele foi «mal tratado». Nem quero imaginar o que seria ser bem tratado: talvez um cargo vitalício nas Caraíbas, com 50.000€/mês, Mercedes descapotável, e iate às ordens? Quanto à reforma da CGD, não li a Visão da semana passada, mas, apesar de todas as notícias falarem em 18.000€, vamos admitir que sejam 11.000€. Se descontou para eles, tanto melhor. Presumo que lhes tenhamos de somar a subvenção vitalícia, que os nossos políticos tão justamente acumulam? Há algo transversal a esta bela carreira: salários chorudos e fartas regalias, sempre a saltitar entre conselhos de administração, entre privado e público. Assim dá gosto. Só é pena não ter sido concreto sobre a governação do Sr. Amaral, nos anos em que choveram cá milhões da CEE e a nossa indústria foi sendo sistematicamente obliterada. Também não comentou o BIC da máf…perdão, da família dos Santos, mas suponho que ficará para novo post. 2. Quanto à Galp, sabe bem que tem o monopólio da refinação. E sabe bem que tem lucros intocáveis, tal como as EDPs e PTs da vida. No entanto, dou-lhe meia razão: neste caso (combustíveis), é mais um CARTEL do que um monopólio. Saudações natalícias.

          8. Assim é…nesta época natalícia, não abandonamos o nosso debate da “má lingua”…mas não tenho já vocação para a “coisa política” e como não sou advogado do Mira Amaral, nem seu defensor oficiosos, apenas amigo…. perco entusiasmo pela nossa conversa assim focada. Contudo, ainda assim, insisto que quando ele foi para a CGD a convite do Governo PSD / CDS saiu de um Banco privado onde ganhava o mesmo ordenado, e ainda perdeu os tais direitos adquiridos ao longo dos anos em que lá esteve, pelo que naturalmente teve de assegurar que a CGD lhos garantia no futuro. Nada que cada um de nós (ao nível próprio) não fizesse, porque infelizmente temos de procurar ganhar dinheiro para sutentar a familia.Quanto aos descontos, as reformas legais e normais reflectem o nível e os anos que descontámos…..quem mais descontou mais tem (ou devia ter) de reforma. Não sou invejoso, preocupo-me com a minha….não com a dos outros quando eles de facto contribuiram ao longo dos anos.Não distinguir entre trabalhadores da função publica e pensionistas é um erro crasso. Sei perfeitamente que é preciso cortar na despesa mas ao menos tenham consciência que os pensionistas do regime das contribuições estão a ser vitimas dum esbulho pois pagaram para um seguro de velhice que essa entidade mafiosa chamada Estado as forçou a subscrever e a pagar.Agora são espoliadas e ainda são acusados de ganharem muito por estes rapazes desta jovem maioria que alinham na tese das pensões douradas, esquecendo os impostos e os descontos dourados que andámos a fazer. Fui dos primeiros a apoiar este Governo no corte transitório (disse transitório) dos subsídios e das pensões mais elevadas mas não aceito cortes e plafonds face a este ato demagógico contra as pensões superiores a 5.000 euros, justamente calculadas pelos descontos feitos ao longo dos anos de contribuição.Por outro lado, passados seis meses já percebi que o Governo não sabe nem vai fazer as reformas estruturais que o pais precisa e vai manter privilégios injustificáveis de Institutos e Fundações, da EDP, eólicas, RTP, etc,etc…Boas Festas

          9. De facto, caro AJM, assim é. Quando o Estado nos leva certo valor todos os meses, com a promessa de que os viremos a receber nos nossos supostos “anos dourados”, e depois volta com a palavra atrás, isso chama-se MENTIRA, na melhor das hipóteses, e ROUBO, na pior. Mas veja a coisa por outro ângulo: vivemos num país com um ordenado mínimo de 485 euros, e um ordenado médio de talvez 900 euros. Um país com largos milhares de pensionistas que trabalharam uma vida, e têm hoje de sobreviver com 300 ou 350 euros por mês. Um país com milhares de pequenos empresários, como eu, cujo ordenado é incerto, e que são na prática punidos por criar postos de trabalho. É neste país que vive, caro AJM. Olhe à sua volta. Como pode falar em «sustentar a família», referindo-se ao Mira Amaral, quando falamos de 18.000€, ou até 11.000€, mais todas as regalias, mordomias, e extras que sabemos? Afinal, que necessidades tem essa família? E quem tem de sustentar a família com 900 euros? Ou com menos? Ou no desemprego, como mais de meio milhão de portugueses? Falo dos que não têm cartão partidário, claro. O Sr. Amaral já se aviava bem antes da política, mas vai negar que a política lhe deu um trampolim jeitoso? Tão severas são as necessidades da família Amaral, que, veja bem, nem os tais 11.000€ + subvenções lhe chegam: tem de acumulá-los com um certamente chorudo salário + regalias no BIC, servindo alegremente como testa-de-ferro de um dos regimes mais corruptos do planeta, e dos seus interesses em Portugal. Não estou a dizer que tenha culpa nisto, mas não lhe parece conveniente um mínimo de pudor? Ou prefere andar, perdoe a franqueza, com palas nos olhos, só porque falamos do seu compincha? Se falássemos de mamões xuxas – os nossos “socialistas”, muito liberais na sua chulice0 – será que diria o mesmo? Aposto que não diria, caro AJM. Perdoe novamente a franqueza, mas palpita-me que é tão selectivo quanto o nosso irritado anfitrião: se o tema é LARANJA, a absolvição é garantida.

          10. Bom…não me vou concentrar mais na questão Mira Amaral, pois é tema que me parece já bem clarificado, para o bem e para o mal. Repostos os dados, cada um fará e formará a sua opinião. Sei de facto que infelizmente estamos num país com ordenado mínimo abaixo dos 500 €uros, e um ordenado médio abaixo dos 1.000 €uros. Um país com milhares de pensionistas que trabalharam uma vida, alguns nunca descontaram um cêntimo para a Segurança Social, e têm hoje de sobreviver com cerca de 350 €uros por mês. Este é um país com muitos pequenos empresários, cujo futuro é incerto, por via dos Governos anteriores e em certa medida pelo actual que se viu forçado a agravar a vida de cada um. Nada disto é alterável a curto prazo, haja ou não absolvição dos votantes e / ou apoiantes. Pôr fim agora à austeridade como alguns irresponsáveis pedem era enterrar de vez o país. Pede-se e exige-se coerência e equidade nas medidas.Por último, só mais uma achega à questão do Banco BIC. Não é um banco só de capitais angolanos, nem maioritariamente, pois a accionista angolana (Isabel Santos) tem 25%, enquanto os portugueses Fernando Teles e Américo Amorim têm cada um mais outros 25%. Isto não é relevante, mas é mais uma inverdade que dá jeito aos críticos. Curioso é que é o mesmo capital angolano que está no BCP, na PT, na GALP e mais outros, e nunca se ouve nada sobre a ditadura que grassa no país de origem que hoje em dia dá trabalho a mutissimos portugueses forçados a sair daqui.A verdade é que a alta sociedade angolana gasta dinheiro em Portugal. Os voos diários trazem uma nova vaga de gente endinheirada que garante a sobrevivência das lojas de luxo da Avenida mais cara de Lisboa – e a 10ª mais cara do Mundo. E a movida nocturna alimenta-se da elite de jovens angolanos nas exclusivas ‘Festas do Trixu’, onde se entra por convite e se consome champanhe de muitos mil euros. Enquanto isso, alguns angolanos jantam n’ O Largo de S. Carlos, ou no Porto de Santa Maria, no Guincho. Isto sempre ajuda a nossa economia, e capitais angolanos ou capitais russos sofrem da mesma “doença”.Portugal foi levado à banca rota, está em saldos, com uma carteira de privatizações que inclui a TAP, EDP e REN, entre outras, Bancos a necessitar de capital, indústrias a abrir falência e casas desvalorizadas. Esta crise acabou por cativar os angolanos, que vêem Portugal como uma visão estratégica. Nós, portugueses, podemos não gostar mas a escolha que temos é bem pequena e aqui a culpa não será exclusivamente do actual Governo. Recuso-me a “branquear” o passado recente e a fingir que nada aconteceu de grave nos últimos 10 anos. Mas há que seguir e por agora me despeço até 2012.BOM ANO

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