IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EST MODUS IN REBUS

 

Atribui-se a Caracala a expressão “aos mortos deve-se sempre a maior das homenagens, desde que se tenha a certeza de que estão bem mortos”.

Salvo o devido respeito pelos ditos mortos, perdoem-me se exprimo a minha surpresa pelo anúncio da morte do Coronel Costa Martins, “capitão de Abril e servidor da Pátria”, bem como da chusma de loas com que tem sido brindado.

Para quem viveu aqueles terríveis tempos, o capitão Costa Martins, tendo feito o que tenha feito em 25 de Abril de 1974, foi, abusando de uma Liberdade que odiava, um dos mais ferozes defensores da instauração de uma república soviética em Portugal.

Gorada esta nobre tarefa, foi para Angola ajudar as facções mais radicalmente bolchevistas do MPLA a destruir a economia e a credibilidade do novo país, com monumentais sacrifícios e ignominiosa escravidão do seu povo.

Que pátria serviu Costa Martins é coisa que desconheço, como ele desconhecia o conteúdo e o significado da palavra Liberdade.

É possível defender que os mortos, sejam eles quem forem e tenham feito o que tenham feito, merecem sempre que perante eles nos curvemos. Mas, est modus in rebus, há que manter um certo respeito pelos princípios.

Por este andar, ainda acabam por pôr o Cunhal no Panteão.     

 

11.3.10

 

António Borges de Carvalho


2 respostas a “EST MODUS IN REBUS”

  1. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
    Carlos Monteiro de Sousa

    Meu caro Irritado,bom dia.Não tenha o meu amigo quaisquer dúvidas que,se os camaradas “abicharem” mais uns 2% de votos o Cunhal – com uma desculpa ou outra – vai MESMO para o Panteão.Lamentável,mas verdadeiro.CumprimentosCarlos Monteiro de Sousa

  2. É óbvio que tenho pena que Costa Martins tenha morrido, mas comungo do mesmo duvidoso assombro do Irritado pelos panegíricos ao capitão de Abril.Pouco sei dele, dizem que em 1974 tomou de assalto o aeroporto, através de um bluff. Como quem conta isto é Otelo, o capitão tupamaro semelhante a Sócrates no prognatismo, penteado, abundante uso do “pá” e diminuto uso do QI – é no seu antípoda que acredito.Contava-se também – porventura outro mito – que tinha sido escolhido para ministro de Gonçalves porque, vindo de tratar de algum assunto de carácter particular, descia as escadas do ministério no preciso momento em que se combinava quem haviam de escolher para a pasta do Trabalho e então se lembraram dele.Já lá vão bastantes anos, mas retenho a imagem de uma pessoa não propriamente sobredotada, convencido que era um Adónis – e realmente fazia o género das criadas de servir.Creio que não roubou o produto arrecadado com o “Dia de trabalho para o País”, iniciativa do PCP a que os operários aderiram – para depois constatar que o dinheiro se evaporara tal qual as fichas da PIDE. Como os comunistas nunca mostraram grande empenho em tentar descobrir o paradeiro da verba ou a verdade, nem em que Costa Martins fosse chamado a repor uma ou outra, quase certamente ficaram com a colecta, pois a URSS não era tão generosa como os países ocidentais e os USA com os socialistas.Andou por Cuba, andou por Angola, esteve lá preso: há companhias que é melhor não frequentar. RIP.

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