IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ESQUERDA VELHA E ILETRADA

Como o IRRITADO sempre disse, a geringonça vai continuar o seu ruinoso e indecente trabalhinho, com novos e habituias aderentes, todos a puxar a brasa à sua requentada sardinha. Mais uma vitória dos anti-liberais, dos adeptos da nova “moral”, da demagogia sem limites técnicos ou políticos. Constrangimentos europeus aparte, a destruição social vai reforçar-se. As comadres vão entender-se, que isto do poder tem que se lhe diga.

O dado mais marcante destas eleições, para o IRRITADO, foi a estrutura etária dos eleitores. A esmagadora maioria dos de esquerda tem mais de 55 anos. Na direita, a maioria dos eleitores situa-se abaixo disso, dos 18 em diante. Noutro critério, o das qualificações, a direita tem maioria de votos nos mais instruídos, a esquerda nos do ensino básico.

Isto diz-nos alguma coisa sobre o futuro. Quem tem “luzes” e esperança ou, apesar de tudo, quer tê-la, está com a direita. Quem sente que já não risca nem tem hipóteses de riscar, vota na esquerda.

No fundo do miserável túnel em que vivemos e vamos continuar a viver, parece haver lugar para algum optimismo. Oxalá não me engane.

 

7.10.19



8 respostas a “ESQUERDA VELHA E ILETRADA”

  1. O ps ganhou uns cento e poucos mil votos. Parece-me pouco para a vaidade e prosápia do seu chefe.O psd (+cds para poder comparar com a paf ) perdeu uns 450 mil votos. parece-me muito para a vaidade e prosápia do seu chefe.A abstenção teve cerca de cem mil nao-votantes a mais num total de inscritos de 9,3 milhões, contra de 9,4 milhões em 2015. Parece-me demasiado importante para que ninguém fale disso.Afinal aquela gente que diz que foi eleita representa quem? Toda junta, nem sequer metade do eleitorado!

  2. Pois é. A abstenção ganhou outra vez as eleições. Mais uma vitória, mais um recorde. Embora ninguém fale disso – porque será? – os votos brancos e nulos também cresceram: foram quase 220 mil. São 3.5 estádios da Luz. Houve mais votos brancos e nulos do que votos no CDS, que teve cinco deputados. Ao longo da noite passei pela SIC, a TVI e a SIC Notícias. Os resultados, o suspense, as ‘análises’, as reacções, os agradecimentos. Senti-me a ver o Festival da Canção. Só faltava o porta-voz do júri: olá Braga, então quem escolheram? Olá Lisboa, seguem os votos… PS, 12 pontos… PSD, 10 pontos… Berloque, 5 pontos… obrigado Braga! Olá Portalegre… E é isto a ‘democracia’. Um dia, de quatro em quatro anos, em que se escolhem uns logotipos. Alguém ganha, como num festival, e alguém perde. Risos, choros. Pronto. Está cumprida a nossa ‘cidadania’. Vai haver geringonça ou não? Vamos pagar mais ou menos impostos? Será que vamos gastar mil milhões em submarinos? Dez mil milhões? A saúde será pública ou será privada? Vamos nacionalizar, privatizar? Vamos fazer estradas, pontes, centros culturais? Quando, onde, como, com que dinheiro? Vamos endividar-nos mais? Aderir à Commonwealth? Vender-nos à China? Não temos nada a ver com isso. Só os partidos sabem, só os políticos decidem. O nosso momento passou. Daqui a quatro anos, se o governo durar, poderemos – a minoria que ainda vota poderá – escolher outra vez. Escolher outro logotipo. Afinal aquela gente que diz que foi eleita… representa quem? Boa pergunta. Pode responder à Isabel, Irritado?

    1. O Filipe e a Isabel não conhecem a “essência” do sistema. Há um universo eleitoral, feito de pessoas livres de votar ou não. Os que não votam não querem ter opinião, ou não estão para isso: é a sua forma de colaborar com o sistema. Implicitamente, aceitam ser representados pelos escolhidos pelos demais. É pena, mas é da natureza das coisas. No Benfica, no Porto, no Sporting, a percentagem dos votantes é muitíssimo inferior, mas nunca vi alguém pôr em causa a representatividade dos eleitos. Há desinteresse, pois há, mas a abstenção é tão legítima como o voto.

      1. Conhecemos, Irritado, conhecemos. O que lhe estou a dizer é que não chega. Já não chega. Talvez chegasse quando era novidade (ena, podemos votar!), mas essa infância democrática, com a sua relativa inocência, acabou há muito. Foram demasiadas desilusões. À medida que sua geração desaparece – há dias foi o Freitas – nada resta que se aproveite, nem partidos, nem políticos, nem sequer aquele vago respeito pelo passado. Metade das pessoas, ou mais, já desistiram. Não dão mais para esse peditório. Alguns, como eu, nunca o aceitaram. Lamento, mas não quero que o Costa, o seu Passos, ou outro político qualquer decida por mim. Não quero. É a minha cabeça, o meu dinheiro, sou adulto e contribuinte. Se não souber algo, informo-me. Porque é que, havendo tecnologia para tal, não hei-de participar nas decisões? Com que direito no-lo recusam? Após estes 40 anos? Por agora a malta é serena, o regime pode continuar a ignorar o óbvio – e metade do país. Veremos até quando.

        1. Que idade tem, Filipe?

          1. Tenho aquela idade, Seguidor, em que a malta nova já nos acha velhos e a malta velha ainda nos acha novos. Ambas têm a sua razão.

      2. Quando eu autorizo alguém a representar-me, esse alguém responde perante mim. Com o sistema eleitoral português, vota-se no conceito abstracto que é o partido que não responde perante ninguém. Que pode mudar de chefe e de ideias durante a legislatura. Cujos deputados ( que respondem perante o chefe do partido e não perante os eleitores ) também podem ser substituídos durante a legislatura. Foi deste modo que apareceu Rui Rio com ideias que não são basicamente as mesmas de Passos Coelho que foi quem ganhou as eleições para a legislatura.Nas campanhas para as legislativas ou se fazem promessas tipo clichê ou se propõem medidas isoladas que, frequentemente, se podem enquadrar em qualquer ideologia. E, assim, se transformam os partidos numa espécie de clubes em que uma grande maioria das pessoas vota…porque aquele sempre foi o partido em que votou. Tal como acontece com os clubes de futebol que, com toda a oportunidade, refere.Nenhuma democracia se esgota em eleições de x em x anos. Pior! Para que as eleições tenham significado democrático também teria de haver informação completa e isenta sobre todos os partidos concorrentes e acessíveis a todos os eleitores. Os canais de tv ditos de informação não são abertos e têm, em geral, uns 2 ou 3% de audiência. Quantos, de entre os 9,3 milhões de eleitores inscritos, foi ver os programas desses canais para formar uma opinião?Votar branco pode ser um modo de dizer que nenhum partido merece a minha confiança mas não votar também pode ser, e é, um modo de protestar contra um sistema que, há anos, se sabe que não satisfaz uma maioria do eleitorado. E um modo ainda de protestar contra os políticos que confortavelmente desse sistema retiram uma dose imensa de irresponsabilidade. Talvez que, um dia, quando virem que quase só irao votar os militantes de cada partido, os políticos se decidam finalmente a tornar o sistema mais democrático e os actores políticos responsaveis perante quem os elege.Obviamente que este é um tema objecto de longos debates e estudos. Neste espaço não é possível senão referir alguns tópicos que foi o que pretendi fazer.

  3. e a neo-geringonça, neo e sextavada, já está armadilhada?Daqui a um ano os de sempre virão dizer que não sabiam de nada, nem estavam à espera…. sempre a mesma surpresa a dos bacocos

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