Por falar em língua, veja-se a benesse que o jornal privado chamado “Público” reserva aos seus leitores: nada menos que as aventuras de Blake e Mortimer. Muito bem. Se não tivesse a colecção completa, até comprava. Pensando duas vezes, se calhar até vou comprar para os meus netos.
O primeiro livro que o jornal vai “oferecer” aos leitores, sabe-se lá por que critério, é “O Segredo do Espadão”. Logo à primeira, um pontapé na língua. É que, em francês, “espadon” quer dizer peixe-espada, peixe-serra, espadarte. Espadão, em português, quer dizer espada grande. O que não tem nada a ver com o texto. A única tradução correcta seria “espadarte”.
Espera-se que a restante tradução não siga as tradições portuguesas nestas matérias. Mas, se atentarmos no título, a esperança vai à vida.
Nada disto tem importância de maior. Mas é giro.
25.09.08
António Borges de Carvalho

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