IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ESCLARECIMENTO

 

Gostava que alguém informasse a estranha organização que dá pelo nome de governo, também conhecida por geringonça, das seguintes realidades:

– Não há um único senhorio que ponha na rua um inquilino que paga bem e a horas, não perturba os vizinhos, trata bem o locado, é pessoa decente. Nem um.

– Outrossim, deviam os juristas de serviço explicar à geringonça que um contrato sem prazo não é um contrato, é uma imposição.

– E ainda que os senhorios não podem, sem grave ofensa ao Direito, ser coagidos a custear obra social.

É legítimo e próprio do estado social proteger a velhice. É para isso que a sociedade paga impostos, contribuições, taxas, etc. É para isso que existe a segurança social, não o bolso de cada um.

 

Sem ilusões, aí fica. Uma coisa é a justiça, outra é o socialismo (de esquerda ou de direita).

 

 

27.4.18



9 respostas a “ESCLARECIMENTO”

  1. Avatar de cidadão urbano
    cidadão urbano

    (Sou mesmo o primeiro a comentar? Ou estão todos a dormir ou concordam todos consigo.) Que mania esta da esquerda que por um lado dá benefícios e privilégios a cada vez mais grupos sem que além do voto nada mais seja pedido em troca mas que por outro lado não tem pejo em demonizar outros grupos quando isso lhe convém. Ao contrário do que muitos dizem, os senhorios são pessoas como quaisquer outras e se têm casas para arrendar não é por as terem comprado com dinheiro que caiu do céu… também dizem (até mesmo por aqui) que basta aos senhorios sentarem-se à sombra da bananeira para receberem todos os meses as rendas, acusação que é de uma desonestidade de todo o tamanho. Nas noticiários ou jornais o que está a dar são aquelas notícias de casas minúsculas por valores exorbitantes que têm casas de banho dentro dos guarda-fatos dos quartos mas ninguém pega no outro lado da questão. Um exemplo: então e os inquilinos que quando um dos filhos atinge os 18 anos ou pedem novo contrato aos senhorios ou mudam de casa com a única intenção de que o novo contrato fique em nome desse filho para que este peça assim ajuda ao estado através do Porta 65 (arrendamento jovem) e, sem que tenha havido qualquer alteração no agregado familiar ou seus rendimentos, passem a ter parte da renda paga com os impostos de todos nós. Não percebo é como nestas situações o estado através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana ajuda jovens a pagar a renda de casas com 3 ou mais quartos quando é tão óbvio que se trata de uma burla. Não foi para isto que a ajuda ao arrendamento jovem foi criada. Se forem aprovadas leis com base naquilo que temos tido conhecimento nos últimos dias não serão só os senhorios os prejudicados, também os inquilinos poderão sofrer bastante (se não mesmo mais) principalmente aqueles que agora diz o governo querer proteger. Cada um de nós tem por obrigação suprema tratar de si próprio e da família que tem a seu cargo do melhor modo possível. Todos queremos dar o melhor futuro possível aos nossos filhos e no caso dos senhorios se isso significar ter (a contra gosto) de despejar inquilinos que se estejam a aproximar dos 65 anos então é isso que vai acontecer. Não é bonito e ninguém o quer fazer mas é isso que acontecerá! Farão então nova lei para que não aconteça esta onda de despejos? Então deixarão os senhorios de aceitar inquilinos que se estejam a aproximar dos 50 anos (65-15=50) ou até mesmo (para melhor se precaverem, não vá o diabo tecê-las ainda mais) deixarão de aceitar inquilinos com mais de 40 ou 45 anos… Onde iria assim parar o mercado de arrendamento? Mas o futuro do arrendamento está já por estes dias tão incerto que quem é que nos garante que os 15 anos de hoje para garantia de casa vitalícia aos velhotes não serão amanhã 10 anos ou depois de amanhã apenas 5 anos? E mais, se aprovada esta legislação e houver quem tenha mais de 65 anos que deixe de pagar? Parece-me que quem se lixa mais uma vez serão os senhorios! E então aquela outra proposta das casas devolutas a terem de ser postas à força no mercado de arrendamento… caramba! Não tenho eu a menor dúvida de que, se em Portugal chegasse a governo um dos partidos de extrema esquerda, em poucos anos cairíamos numa ditadura bem pior que a da Venezuela. Mas quanto a esta proposta para já só digo, muita gente haveria a ir a correr até às suas segundas casas para deixarem permanentemente as luzes ligadas e as torneiras a pingar (ou o esquentador a gás ligado, que perigo que seria ) para que tanto os fornecedores de água como os de luz registassem consumos e assim as casas deixassem de ser consideradas devolutas. Claro que depois poderia haver pequenos incidentes como inundações ou incêndios… meros pormenores, com certeza!

  2. Com o nível baixíssimo de poupança dos portugueses, com os bancos a financiar altamente o consumo privado e com governos que têm como principal critério nas medidas que tomam a compra de votos, já não acredito que o problema da habitação tenha solução no curto ou médio prazo. É um facto que as políticas exigidas pela EU só têm conduzido ao empobrecimento das classes médias ( que financiam alguma melhoria das classes mais baixas ) e ao enriquecimento acrescido dos mais ricos.

    1. Avatar de cidadão urbano
      cidadão urbano

      Pois, mas como pode a poupança dos portugueses aumentar se há gerações que somos levados a endividarmo-nos para comprar casa e depois o carro e depois o frigorífico e a televisão e os móveis? Isto além das políticas de esquerda que julgam que o crescimento se faz pela procura interna em vez da produção de bens transaccionáveis e sua exportação. Quanto ao propalado problema da habitação… há pessoas que vivem em casas más e que podiam ser ajudadas mas o que andam por aí a chamar de problema da habitação é outra coisa. A questão das casas más, que no meu entender seriam aquelas realmente com más condições de habitabilidade (humidades e infiltrações a proporcionar aparecimento de bolores, paredes nomeadamente as interiores e também tectos a ficarem sem revestimento sem esquecer ainda problemas de canalização, esgotos, etc.), está a ser completamente exagerado já que se analisarmos bem as coisas aquilo a que chamam de problema de habitação nada tem a ver com estas casas más mas com um arranjar de uma desculpa que soe bem aos ouvidos de muita gente pois a maioria de nós portugueses vive em casas que não são propriamente más mas que todavia são casas com construção deficiente e pouco confortáveis principalmente no Inverno mas isto é outro assunto e nada tem a ver com o mercado de arrendamento ou tem tanto a ver com o mercado de arrendamento como tem a ver com todas as outras casas que nunca estiveram nem estarão no mercado de arrendamento. Aquilo a que andam por aí a chamar de problema da habitação nada mais é do que inveja. Centenas de milhares de pessoas foram saindo ao longo das últimas décadas das grandes cidades e agora umas quantas sentem que outros (nomeadamente estrangeiros mas não só) estão a ficar com aquilo que em tempos foi seu, não que estas pessoas alguma vez voltassem para os locais onde já viveram por que não voltariam independentemente de haver ou não o actual crescimento do mercado de habitação e a “enchente” de estrangeiros (a tal gentrificação de que falam que mais não é do que um eufemismo para xenofobia). Parte de todo esse argumentário é o alegado problema da escassez de habitação que é coisa que não acredito que realmente exista pois, creio, nos anos oitenta chegaram viver, por exemplo em Lisboa, mais 200 a 300 mil pessoas do que actualmente. É certo que muitas das casas onde antes viviam essas centenas de milhares de pessoas se terão degradado por falta de alternativa que as mantivesse em bom estado mas agora que finalmente há essa alternativa e a situação começava a inverter-se e estas habitações não apenas as simplesmente devolutas mas também as que estavam ao abandono começavam a ser recuperadas vem a esquerda com intenções de estragar tudo novamente. Com a esquerda o floreado do discurso é sempre à primeira vista muito bonito para (pelos vistos) a maioria de nós. Futuro risonho e igualdade para todos… o problema é quando as pétalas de todo esse floreado começam a cair e se vêem as consequências do discurso. Agora em relação àquilo que diz a Isabel ser um «facto que as políticas exigidas pela EU só têm conduzido ao empobrecimento das classes médias ( que financiam alguma melhoria das classes mais baixas ) e ao enriquecimento acrescido dos mais ricos»… bem, é obviamente verdade que foram cometidos erros (que estranho seria a existência de pessoas que não cometessem erros principalmente em assuntos tão complexos) mas no global onde pensa que estaríamos nós se não tivessem sido exigidas essas políticas? Por muito que nos custou passar por elas e que ainda custe especialmente à esquerda admitir foram essas políticas as que estão agora a permitir o populismo inconsequente do actual governo e seus apoiantes com a distribuição de benesses desde que se juntaram nesta espécie de governo e com o espalhar de promessas que sabem não poder cumprir (nada que a Isabel não saiba já) ou por não terem meios para isso ou por frequentemente nem sequer serem da sua competência (ou do estado), quando não são tais promessas pura e simplesmente palavras ocas para gáudio de uns e desilusão nossa.

      1. Vamos a ver se consigo « pegar » na maior parte dos problemas que refere:1- ninguém tem de se endividar para comprar nada. É uma questão de atitude perante a vida e de políticas dos bancos. Quando as pessoas se endividam para além do que têm garantia forte de reembolsar e quando os bancos aprovam créditos arriscados ( deixemos de parte as motivações de uns e de outros ) é fatal que mais cedo ou mais tarde os primeiros fiquem sem a casa e os segundos vão à falência. Depois, o contribuinte paga porque assim determina o sistema bancário europeu. As regras, essas foram aprovadas em Bruxelas sem qualquer debate nem sequer conhecimento dos povos dos países envolvidos.2 – Em tempos de empregos precários, empresas que abrem e fecham num ápice, em resumo, de mobilidade de pessoas, bens, serviços e capitais no mundo, parece mais sensato alugar casa do que comprar. Pelo menos nas primeiras décadas de vida profissional. E até aos anos oitenta foi assim, mesmo havendo a convicção de que tudo era eterno. É que era mais barato alugar do que comprar. Aqui entram as políticas dos governos e, sobretudo, o funcionamento da banca. Emprestar a 20 ou 30 anos só é conveniente quando há a garantia do refinanciamento desses fundos. O que só acontece porque há o sistema bancário europeu. E a soberania sobre a política monetária, componente importantíssima numa política habitacional eficiente, deixou de ser nacional nos países que aderiram ao euro. 3- A esquerda só tem uma preocupacao: propaganda. Podem dizer hoje branco, amanhã preto, que o que lhes interessa não é o conteúdo da mensagem mas sim a propaganda que todos, com os mesmos argumentos e até com as mesmas palavras, vão utilizar para atingirem o alvo pretendido. A direita tem de saber lidar com esta situação, consciente de que os media não ajudam4- sobre o aumento das desigualdades à custa das classes médias tem vários estudos efectuados, entre os quais um do insuspeito Piketty que foi apresentado fim do ano passado. Quanto aos prejuízos que a deficiente arquitectura do euro tem trazido aos países do sul da Europa, tem vários estudos feitos, entre eles um de Victor Bento, tem as opiniões de Stiglitz, Rubini e de outros economistas reconhecidos. Tem também uma muito boa conferência feita há já uns anos mas que não perdeu qualquer actualidade por João Ferreira do Amaral no liceu Camões. Depois, no YouTube, em francês, italiano e inglês há debates e conferências para todos os gostos.Precisamente como consequência destes problemas, o futuro da « Europa » está hoje na ordem do dia dos debates nos países interessados. É pena que por cá o futebol, os talk-shows, as telenovelas e as mexeriquices politiqueiras não deixem tempo para discutir os problemas que são decisivos para o nosso futuro.Depois desta leitura indigesta ( se é que teve paciência para ler tudo ), desejo-lhe um óptimo domingo.

      2. Vamos a ver se consigo « pegar » na maior parte dos problemas que refere:1- ninguém tem de se endividar para comprar nada. É uma questão de atitude perante a vida e de políticas dos bancos. Quando as pessoas se endividam para além do que têm garantia forte de reembolsar e quando os bancos aprovam créditos arriscados ( deixemos de parte as motivações de uns e de outros ) é fatal que mais cedo ou mais tarde os primeiros fiquem sem a casa e os segundos vão à falência. Depois, o contribuinte paga porque assim determina o sistema bancário europeu. As regras, essas foram aprovadas em Bruxelas sem qualquer debate nem sequer conhecimento dos povos dos países envolvidos.2 – Em tempos de empregos precários, empresas que abrem e fecham num ápice, em resumo, de mobilidade de pessoas, bens, serviços e capitais no mundo, parece mais sensato alugar casa do que comprar. Pelo menos nas primeiras décadas de vida profissional. E até aos anos oitenta foi assim, mesmo havendo a convicção de que tudo era eterno. É que era mais barato alugar do que comprar. Aqui entram as políticas dos governos e, sobretudo, o funcionamento da banca. Emprestar a 20 ou 30 anos só é conveniente quando há a garantia do refinanciamento desses fundos. O que só acontece porque há o sistema bancário europeu. E a soberania sobre a política monetária, componente importantíssima numa política habitacional eficiente, deixou de ser nacional nos países que aderiram ao euro. 3- A esquerda só tem uma preocupacao: propaganda. Podem dizer hoje branco, amanhã preto, que o que lhes interessa não é o conteúdo da mensagem mas sim a propaganda que todos, com os mesmos argumentos e até com as mesmas palavras, vão utilizar para atingirem o alvo pretendido. A direita tem de saber lidar com esta situação, consciente de que os media não ajudam4- sobre o aumento das desigualdades à custa das classes médias tem vários estudos efectuados, entre os quais um do insuspeito Piketty publicado em fins do ano passado.Que estaríamos muito melhor se não tivéssemos aderido ao euro tal como ele está desenhado, não tenho dúvida nenhuma. Stiglitz vai ao ponto de afirmar que só a Alemanha beneficia com esta moeda. E muitos outros economistas, entre eles Victor Bento, têm realizado investigações nos vários países da eurozona demonstrando e até quantificando os prejuízos e os ganhos de uns e de outros. O futura da « Europa » está actualmente muito incerto e é objecto de permanentes debates nos países interessados. Pena é que por cá o futebol, os talk-show, as telenovelas e as mexeriquices politiqueiras não deixem espaço para discutir os assuntos que são de facto importantes para o nosso futuro. Dizem que 70 a 80% das decisões nos países da eurozona são tomadas em Bruxelas. Sobre o arrendamento urbano, pretexto deste devaneio, estou quase certa que vão tomar a decisão que, feitas as contas, der mais votos. E que a banca vai continuar a contribuir para aumentar o já enorme endividamento privado, descurando o financiamento da economia de bens transacionáveis e colocando o país sempre mais na mão dos credores. E depois desta leitura indigesta, desejo-lhe um bom domingo.

        1. Não sei porque, apareceu-me esta página com o meu comentário sem a parte final. Tentei acabá-lo outra vez e enviei. Razao porque aparece duas vezes e com um final ligeiramente diferente.

          1. Avatar de cidadão urbano
            cidadão urbano

            Nada teve de indigesta a leitura. Poderíamos talvez estar melhor se o euro (moeda) tivesse sido desenhado de outra forma mas, já agora, duvido muito que estivéssemos melhor se não tivéssemos aderido ao euro. Esta é mesmo daquelas coisas (quero eu acreditar) que quando se faz faz-se do melhor modo que se pode e se sabe e só mais tarde é que ficamos a saber em que medida é que resultou ou que talvez pudesse ter havido melhores alternativas, outros modos de fazer mas nenhuma garantia de que realmente resultassem melhor. Só passando pela experiência! Não sei se só a Alemanha é que beneficia com esta moeda, talvez a maior beneficiada mas certamente não a única. Haverá um grupo que países que mais beneficiou e um outro que menos beneficiou. Desculpe-me a lengalenga mas claro que os que menos beneficiaram ficaram a perder em relação aos mais beneficiados , isso é óbvio (para uns o serem ou terem mais outros têm de o ser ou ter menos) mas a Europa dos que aderiram ao euro não se resume ao euro. Os menos beneficiados com o euro tiveram outras oportunidades e creio que é aqui que sempre esteve o grande problema dos países do sul como Portugal, não soubemos (ou não quisemos, não tenho a certeza) aproveitar de melhor modo as oportunidades que nos foram dadas e é neste contexto de (bom) aproveitamento de oportunidades que, apesar de muito prezar a independência de Portugal mas conhecendo o país em que vivo, só tenho a agradecer que muitas das decisões sejam tomadas em Bruxelas pois estou convencido que tem evitado muitos desvarios de governos como o nosso ou que certos desvarios vão longe demais, se é que me faço entender. Seja como for, creio que o futuro dos países é a união, apesar da aberração do Brexit é na união dos países que está a força e a esperança de prosperidade.

          2. Sobre os vicios do euro e do sistema bancario europeu – que se foi estragando sempre que lhe mexeram – tem n livros e conferencias gravadas de economistas de varias nacionalidades. De facto, parece que também a Holanda ganha ou ganhou algo com o euro e, segundo ouvi ultimamente, os países que estão do lado da Alemanha são a Suécia, a Finlândia e a Irlanda. Quanto à França, a situação é bem mais complexa.A miseria em que vive a Grécia, a queda do PIB na Italia, os problemas por que passou a Espanha, aqueles que têm afectado a França e o baixíssimo nível de vida em Portugal nunca teriam atingido a gravidade que tiveram e já poderiam estar ultrapassados se não fosse este euro e o BCE. Sempre fui uma europeia convicta ( vivi e trabalhei em vários países europeus onde continuo a passar longas temporadas ) mas não gosto da europa de Merkel, do comunitarismo, sem nações, sem identidades e com tudo controlado a partir de Bruxelas, à imagem de Berlim. Quero que volte a europa das nações como eu a conheci, unidas e mantendo as suas diferenças culturais que, pessoalmente, tanto aprecio. Não aceito que a noção de solidariedade que esteve na base do Tratado de Roma tenha desaparecido dos últimos tratados. Perante os politicamente correctos também chamados de bem pensantes, eu serei apelidada de populista, nacionalista, xenófoba, etc etc etc, ideias contra as quais sempre me manifestei e que nunca pratiquei na vida. Foi este tipo de problemas que levou os ingleses a quererem o referendo sobre o Brexit. Nessa altura ainda nem se falava de imigração. E as reportagens da época são claras. Os ingleses queriam que as suas leis fossem discutidas no pais e partissem do parlamento inglês. As fake news nem sempre são as que a gente pensa.As grandes discussões nos países centrais da Europa são muito menos entre direita e esquerda do que entre elites, designadamente urbanas (os que querem a UE dirigida pela Alemanha ) e as populações das províncias que não querem abdicar do conceito de nação, palavra abolida do discurso dos primeiros. Os ditos nacionalistas vêem o euro como um instrumento do poder da Alemanha que tem créditos enormes sobre os países do sul, intermediados pelos bancos. Aliás, o Estado deixou de poder emitir moeda consoante as necessidades da economia ou financiar-se no banco central a taxa zero. Financia-se nos mercados ou nos bancos como qualquer empresa e paga juros do mesmo modo. Está a ver que uma moeda que é demasiado cara para os países menos desenvolvidos e demasiado barata para os mais desenvolvidos, tem permitido à Alemanha acumular excessos de tesouraria oriundos do comercio externo a um nível que não tinha nem teria se continuasse com o marco. Assim nasceu o credito aos países mais pobres, designadamente mas não só, para financiar a compra de bens alemães de grande valor acrescentado. Enfim, isto é tudo bastante complicado e, sobretudo, ignorado por quem vota. E tem “muito mais que se lhe diga”.Para terminar, repito uma frase aproximada da que ouvi, dita por um economista italiano: “a Italia está a tornar-se um pais subcontratado pela Alemanha”. E Portugal?

          3. Agradeço à Isabel e a ao Cidadão Urbano estes comentários e o enriquecimento do blog que significam.

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