IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ENERGETICAMENTE FALANDO

Segundo o Prof. Mira Amaral, as eólicas em Portugal já vão em… três mil milhões de euros.

Vêem vocês o que andam a pagar nas facturas da electricidade?

Vêem quanto custa a demagogia do governo, a crendice Comissão Europeia, a propaganda dos “cientistas” do “aquecimento global, a sede de poder da ONU, o progresso dos brokers do carbono?

Vêem? Vêem como a civilização se suicida?

 

O mesmo senhor defende, com argumentos de peso, que o nosso problema energético, por outras palavras, o problema das energias fósseis, se resolvia com três centrais nucleares integradas num esquema ibérico, isto é, em colaboração com os espanhóis.

Haja alguém que chame os nomes aos bois, mesmo pregando no deserto de ideias em que o país se arruína há tantos anos.

 

A energia é um produto de primeira necessidade que, como qualquer outro produto, deve ser produzido proporcionando lucro a quem o produz e chegando ao consumidor nas melhores condições de preço de preço, quantidade e qualidade.

Isto implica concorrência e diversidade, fiabilidade e produtividade.

Em Portugal, parece que, para se resolver um problema, a primeira coisa é pegar nos respectivos dados e virá-los do avesso, a melhor maneira de tornar as opções absurdas e insustentáveis.

A energia eólica, em si, não dá lucro, precisa de incalculáveis investimentos, é caríssima para o consumidor, não tem produtividade que justifique o que custa nem em quantidade nem em qualidade, não é fiável (precisa coadjuvada por centrais térmicas) e é, como toda a energia em Portugal, gerida e fornecida por um monopólio de facto.

 

Sabia que, se comprar uma turbina eólica para pôr no quintal, é obrigado a vender à EDP a energia produzida e a continuar a comprar-lhe a energia que consome?

Mesmo que, como diz a propaganda, a operação lhe dê lucro, porque carga de água não pode ser você a gastar a energia que produz e na qual investiu? Porque é que não pode dá-la, vendê-la aos seus vizinhos, deitá-la fora? Será que o seu moinho, ao rodar, está a gastar o vento? Será que a sua produção não substitui importações de petróleo ou gás? Será que você é um pária?

 

Pense duas vezes, meu amigo, e veja até que ponto lhe sai do bolso o dinheiro que o socialismo comanda e até que ponto há, em Portugal, alguma coisa a que se possa chamar liberal, ou livre?

 

17.12.10

 

António Borges de Carvalho



6 respostas a “ENERGETICAMENTE FALANDO”

  1. Passo à volta do tema central do post, no qual concordo com o Irritado, e foco-me no seu início: o «Prof. Mira Amaral». Tenho constatado que os simpatizantes do PSD, da direita, ou o que se queira chamar, são exímios a apontar os podres dos outros partidos, com o PS à cabeça (é como pescar num barril, como dizem os americanos), mas consideram algumas das suas próprias eminência pardas, acima de qualquer crítica. Seja Mira Amaral, Paulo Teixeira Pinto, Ferreira do Amaral, ou até Manuela Ferreira Leite, tenho visto “laranjinhas” (saco onde não incluo o Irritado) defender o indefensável, desde CHULOS que acumulam ordenados, reformas, e prémios chorudos, em vários cargos simultâneos, a governantes que fazem negócios ruinosos, para depois se acomodarem calmamente nos Conselhos de Administração das empresas que beneficiaram. Interrogo-me se haverá um meio termo, verdadeiramente apartidário, onde se identifiquem TODOS os chulos, todos os trafulhas, toda a élite rançosa que acumula proveitos indevidos e escandalosos, sem a fama que os devia acompanhar?

    1. A crise será, literalmente, varrida do panorama geo-político português quando “toda a élite rançosa que acumula proveitos indevidos e escandalosos” do Bloco Central de Interesses responder CIVIL E CRIMINALMENTE pelo que fizeram e ainda fazem.

    2. a) Mira Amaral é Professor dp IST;b) A história da reforma já foi esclarecida, nada tendo a ver com a impressão que lhe ficou das primeiras notícias publicadas sobre o assunto;c) Mira Amaral fez uma “viagem intelectual” interessante no que aos problemas da energia duz respeito. Tenho-o seguido com admiração;c) Se metemos toda a gente no mesmo saco, perdemos a razão.

      1. Por coincidência, o blog “Um homem das cidades” mencionou o nosso amigo Mira Amaral, num post de hoje: http://citadino.blogspot.com/2010/12/grecia-no-caminho-certo-para-saida-da_21.html Atenção: o post contém outros conteúdos, que poderão ferir a sensibilidade de alguns leitores… o Sr. Amaral aparece mais para o fim do post.

      2. Peço desculpa, enganei-me no link. Este é que é: http://citadino.blogspot.com/2010/12/correio-da-manha-divida-do-estado-da.html «Hoje, Mira Amaral administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino corrupto de Angola.» Ainda sobre o Sr. Mira Amaral, e sem querer abusar da sua paciência, ficaria grato se me explicasse a tal reforma que foi «esclarecida»… Diz-se que o cavalheiro arranjou a sua entrada na CGD, de forma a obter uma reforma dourada ao fim de ano e meio de trabalho… tudo calúnias, certamente, até porque não dispõe de tempo para engendrar tais esquemas, com tantos cargos que ocupou e ocupa. Assim, seria agradável deixar o tema em pratos limpos,

  2. Mira Amaral?Aquele que passou pela CGD para sacar uma milionária reforma?Bom, com essa personagem fica logo enquinada a discussão,por muito pertinenete que fosse.Depois temos um problema com os verbos,será VER ou VIR?Não dá para entender.

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