Há coisas que fazem pensar.
Diz-se – o que se diz pouco vale, mas aceite-se – que há 10 milhões de portugueses.
Desses 10 milhões, cerca de 9 milhões e 500 mil têm direito de voto.
Ficam de fora 500 mil.
Não é preciso pensar muito para perceber que os cadernos eleitorais estão totalmente desactualizados, isto é, aldrabados.
Quantos portugueses há com menos de 18 anos? Quantos não têm direito de voto por outros motivos? E, já agora, quantos mortos estão nos cadernos? Desses mortos, quantos irão votar? Em quem?
Nas presidenciais foi o que foi. Toda a gente soube, depois das eleições, que havia incompetência, ou tramóia.
Desta vez, a 15 dias das eleições já se sabia que havia incompetência, ou tramóia. E ninguém pergunta, ninguém protesta. Vamos votar, mas jamais saberemos se os resultados são limpos, se os mortos votaram ou se abstiveram, se ganhou quem ganhou, se quem ganhou devia ter ganho.
Tudo vai ser possível. O que não é possível é imaginar que 95% dos portugueses esteja nos cadernos, com todos os direitos.
Ninguém investiga esta coisa?
1.6.11
António Borges de Carvalho

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