A Quercus (quem lhe paga?) diz que não ao aeroporto do Campo de Tiro. Também diria que não ao da Ota, ao de Rio frio, ao de paredes do Coura, ao de Fornos de Algodres. Como dirá que não ao TGV, por passar por aqui, como diria que não ao TGV, por passar por ali. Como diz que não à alta tensão, à baixa tensão, à tensão arterial, à caspa e à gonorreia.
A EDP pára a construção de uma barragem porque a Quercus não gosta da barragem. A Quercus diz que não às barragens, às filtragens, às canoagens, às miragens.
A Quercus diz que não, porque diz que não. E lá vem um magrizela qualquer perorar na televisão, atirar as mais grossas aleivosias e as mais ameaçadoras ameaças.
Disseram-me há dias que a Quercus recebe subsídios do ministério do ambiente e de outras entidades públicas. Disseram-me que os “técnicos “ e os “cientistas” da Quercus trabalham ou são sócios de firmas que se dedicam aos famosos “estudos” de impacte. Não sei se é verdade, nem vou investigar porque não sou nem polícia nem jornalista. Mas, como nunca vi, da parte da Quercus, uma só campanha de fund raising, sou capaz de acreditar. Isto de o poder financiar o contra-poder com o nosso rico dinheirinho é coisa que não me entra na caixa dos fusíveis.
António Borges de Carvalho

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