A chamada ministro da administração interna,na sua brilhante conferência de imprensa, respondendo a perguntas, disse umas trinta vezes “é assim”, naturalmente inculcando o vício do erro e da mentira a quem achar que “não é assim”.
Seria engraçado, se o que disse não fosse grave. O que disse ela: que o governo abriu guerra contra o SIRESP. Esqueceu pelo menos, dois factos, a) que o governo é maioritário na parceria da coisa e b) que compete ao governo fiscalizá-la.
Nesta ordem de ideias, pareceria honesto que o governo, maxime ela e o chamado primeiro-ministro, assumisse as falhas que diz que detectou tarde e más horas. Pareceria honesto que a criatura assumisse a responsabilidade de jamais ter fiscalizado a coisa, em vez de disso acusar o ajudante de um director ou secretário geral qualquer.
Há outro bode, também devidamente identificado pela mesma senhora: a protecção civil. Pareceria honesto que, estando tal organização sob a sua dependência, e tendo as suas chefias, por iniciativa dela, sido substituídas por adeptos da geringonça dois meses antes da época dos incêndios, batesse com a mão no peito e pedisse desculpa das sua geringonciais decisões.
Mas o que parece honesto para a generalidade das pessoas, não tem nada a ver com o chamado governo. É outra coisa. Honesto, para Costa e adjacentes, é não assumir qualquer sombra de responsabilidade, aguentar-se, assobiar para o ar, dançar a conga, e andar aos beijinhos atrás do senhor de Belém. É assim.
11.8.17

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