Primeiro pontapé:
A distinta Câmara de Lisboa, não contente com a presença de cartazes electrónicos inventados pelo social comunismo do Dr. Soares, cartazes que têm a distinta virtualidade de distrair os condutores da condução e que são, por isso, indiscutíveis fontes de “toques”, acidentes, atropelamentos, discussões, etc., vai espalhá-los ainda mais e enriquecê-los com imagens mais diversificadas e movimentadas.
Tudo, confessadamente, nos locais de “maior afluxo de trânsito e de peões”.
Veja-se o que é a “mobilidade” nas privilegiadas cabecinhas do demagogo Costa, da tonta Helena e do caloteiro Fernandes.
Segundo pontapé:
Uma fulana, oito dias depois de o namorado ter posto fim ao namoro, agarrou num garrafão cheio de ácido sulfúrico e despejou-o pela cabeça do rapaz abaixo. O desgraçado, todo queimadinho, acabou por morrer no meio do mais atroz sofrimento.
“Não és para mim, não és para ninguém”, justificou a doce pequena.
Provados os factos, as distintas autoridades que temos decidiram que uma fulana, que tem “inteligência” para ir comprar ácido sulfúrico (o IRRITADO, mesmo que quisesse, nem sabia onde havia de ir à procura de tal coisa), para fazer a necessária espera ao namorado, para lhe despejar o líquido no focinho, coitadinha, não é responsável porque uns psiquiatras disseram que não tem o juízo todo. Pois não. Se o tivesse não despejava ácido sulfúrico na tromba fosse de quem fosse.
Consequência do brilhante raciocínio das autoridades, a assassina foi calmamente para casa, sujeitando-se, coitadinha, a tratamento em regime ambulatório e a pagar as despesas que o malandro do rapaz causou no hospital e na agência funerária, entre o banho de ácido e o cemitério.
O IRRITADO deseja ardentemente que nenhum dos seus leitores tenha a desgraça de encontrar a fulana por aí, não vá ela “sulfurar” a vida de alguém que conhecido ou estimado.
7.11.09
António Borges de Carvalho

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