IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DO QUE ÉPRECISO

 

 

O senhor Pinto de Sousa aposta forte no chumbo do orçamento. Uma evidência clamorosa.

 

Ao PM interessa, acima de tudo, continuar a chafurdar na trampa que criou com a sua ignorância, a sua propaganda sem freio, a sua teimosia pacóvia, o seu parlapaté aldrabão, a sua flagrante desonestidade, a sua evidente indignidade, sobretudo a sua inesgotável sede de poder.

Sendo o poder o seu único objectivo, os meios para lá se manter são indiferentes. Aí está a última campanha eleitoral para o provar àqueles que ainda não tinham percebido a inumana monstruosidade – o senhor Pinto de Sousa – com que o país lida, com que o país é desavergonhadamente enganado, amarfanhado, arruinado.

 

Nada melhor para ele que ver o orçamento chumbado e ficar com sete meses de folga para acusar o PSD de irresponsabilidade e ausência de patriotismo e para, à última da hora, ir buscar umas massas aos duodécimos de 2010 e enganar outra vez uma sociedade que quer ser ajudada a ignorar os seus reais problemas, não vendo nada para além de uns tostões que, à custa seja do que for, lhe metam no bolso.

 

As hostes socialistas, proto-socialistas, para-socialistas e zarolhas, amontoam razões para obrigar o PSD a deixar passar a última indignidade – o orçamento. 

 Deveria perguntar-se a tal gente: porquê o PSD?

Porque deixou passar ou aprovou os PEC’s?

Porque o bloco central é inultrapassável e inevitável?

Porque não o CDS, ou o PC mais o Bloco?

Por alma de quem é que estes três da vida airada não são tidos por “traidores à pátria” se chumbarem o orçamento, mas tal é assacado, em exclusivo, ao PSD?

 

A situação tornou-se de tal maneira violenta na cabeça das pessoas que já lá não cabe outra solução que a de ser o PSD a abster-se. Outras possibilidades de voto são “cientificamente” colocadas de lado pelos fazedores de opinião, talvez porque, no fundo, sejam tão ignaros como a generalidade dos que ainda põem a hipótese de apoiar o senhor Pinto de Sousa.

 

Perversamente, o PSD, devendo recusar mais esta aldrabice da clique socrélfia, está condenado a ter que a deixar passar.

Porquê? Porque o mais imediato e nobre objectivo nacional é, desde há anos, acabar com o poder do poder canalha que nos ofende e porque a melhor forma de o atingir é deixr passar o orçamento e deixar esta gente enterrar-se até Maio. Então, só então, dar-lhe a estocada final. De outra forma, corremos o risco de ver esta porcaria prolongar-se por mais três anos.

 

Resta saber como pode o PSD, depois das afirmações de princípio já produzidas, deixar passar a coisa com dignidade e sem perder a face. É difícil, mas terá que ser.

 

Antes de mais, é preciso não ter ilusões. O PS do senhor Pinto de Sousa, como muito bem Passos Coelho disse, não merece a mais leve sombra de confiança. Pelo contrário, é capaz de se comprometer com uma coisa e fazer exactamente o contrário, como à saciedade está demonstrado. Poderá chegar-se ao ponto de, no debate na generalidade, o PM encher o plenário de promessas de alteração para a discussão na especialidade, levando o PSD à abstenção e, na comissão, faltar a tudo o que sugeriu e deixar o PSD a falar sozinho, sem margem de manobra para alterar o sentido de voto na votação final.

 

Parece, por isso, que o PSD só tem uma solução;

a) Na abertura do debate, produzir uma declaração, duríssima mas bem-educada, recusando-se a participar na discussão, saindo do plenário e recusando qualquer qualidade moral ou política ao PM e ao governo para discutir com pessoas de bem. Assim lhes retirará a oportunidade de arranjar um bode expiatório para as futuras desgraças que a sua comprovadíssima incompetência não deixará de produzir.

b) Voltar à sessão para se abster, sem mais discussões ou discursos, deixando a batata quente nas mãos de quem a aqueceu.

c) Anunciar uma moção de censura para Abril.

 

Discutir com esta gente é descer ao seu nível.

Passos Coelho já o percebeu. Que aja em conformidade, é o que o IRRITADO ceseja.

 

12.10.10

 

António Borges de Carvalho

 

PS (post scriptum!) – dirá quem acompanha os estados de alma do IRRITADO que, há bem pouco tempo, o dito defendeu com unhas e dentes o chumbo do orçamento. É verdade. O IRRITADO pensa que nada do que vem desta gente merece aprovação. Ou é mau ou é mentira. Mas é altura de fazer as contas necessárias (política de objectivos!) e pensar qual será a melhor e mais rápida maneira de defender o interesse nacional, mandando o parvalhão para casa, ou para a cadeia, ou para um tacho qualquer bem longe daqui.



4 respostas a “DO QUE ÉPRECISO”

  1. Agora já se percebe o ódio ao Pinto de Sousa.O laranjal anda nervoso,cheira-lhe a poleiro,mas corre o risco de não pular nele.Nem sequer sabem o que hão-de fazer com o orçamento,já disseram tudo e o seu contrário.Uns empurram o Coelho para um lado,outros para outro,o homem está desorientado.O saco de gatos do PPD está ao rubro!!!

  2. O tecedoiro já largou a poia!

  3. Assim, de repente, eu diria que o Passos Coelho é um Sócrates inexperiente.Lembro-me dos métodos que ele utilizou para chegar ao poder.Sabe-se por quem é apoiado.A solução é emigrar.A quantidade de extrema-esquerda que Portugal tem(BE e PCP) é garante da ingovernabilidade do país.

  4. Avatar de manuel.pereira.rosa@gmail.com
    manuel.pereira.rosa@gmail.com

    O que é precisoO estado da nação é deplorável e o futuro será pior, porque:a.A República Portuguesa é um estado de arbítrio oligárquico. É uma tirania e império de ladrões. Tem milhares de pequenos soberanos. Imperadores acima da lei. b.Os partidos políticos agem como bandos de delinquentes. Perdeu-se a noção do direito e o hábito de ajuizar. A Constituição é um livro branco.c.O povo não tem direitos porque a soberania os não garante. Proclama-os em conflito para sacrificar os direitos de uns em prol dos interesses de outros. Sacrifica-se o direito de propriedade e proclama-se o direito de roubar.d.O povo não tem justiça porque a oligarquia reinante a captura diariamente através do Tribunal Constitucional, inteiramente nomeado pelo poder político, o qual arbitra acima da lei e por cima da interpretação dos tribunais judiciais, anulando ad nauseam. Funciona como uma super instância arbitral acima da soberania do povo.Quando assim é, não adianta mudar parlamento e governos. É necessário mudar de República. É urgente constituir e construir um estado de direito democrático e a próxima revisão constitucional é a última oportunidade. A revisão de 1982 constituiu um estado coxo. Tão aleijado como o cérebro dos constitucionalistas que o conceberam. A soberania abdicou do poder judicial e o poder político minou os órgãos de disciplina das magistraturas. É urgente encontrar uma liderança para este processo na pessoa do Chefe de Estado, porque aqueles que se apresentam não estão à altura da tarefa, não sabem o que é um direito e as implicações que o cercam. Muito menos sabem como constituir e construir um estado de direito de soberania popular. Não basta enunciar princípios, deveres e direitos. É preciso saber as características e diferenças de cada, construir os direitos e proteger o seu exercício.•O actual Presidente, Dr. Cavaco Silva, não soube guardar e manter os poderes da soberania que lhe estão atribuídos, foi tiranizado por um parlamento delinquente, que aprovou e impôs uma lei que os próprios parlamentares proclamavam inconstitucional. Isto prova a sua incompetência. O povo e a sua soberania saíram diminuídos.•O Dr. Manuel Alegre não respeita o povo soberano, nem os seus órgãos de soberania, conforme revelou o seu comportamento no Processo Casa Pia, apesar de se proclamar a favor dos mais fracos. Os deveres da soberania ficam todos atrás do seu umbigo.•O Dr. Fernando Nobre terá de encontrar novos entendimentos, muito para além duma cidadania difusa, frouxa e mal definida, para conseguir manter um poder político submetido à lei e ao direito, no seio da delinquência contumaz duma classe política incompetente e ignorante e, de uma opinião pública alarve e presunçosa como a nossa.•Só com a constituição e construção de um estado de direito se salvará Portugal da ruína! Só assim se cumprirá a Democracia!

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